Doente aos 30 anos, E agora?

Noites maldormidas, alimentação calórica, estresse e sedentarismo estão levando muitos jovens a apresentar colesterol alto, diabetes, hipertensão e gordura no fígado. Saiba o que fazer para não entrar nesta lista


Por Rê Campbell / Foto: iStock / Arte: Eder Santos

Comida industrializada, estresse, sedentarismo e noites maldormidas: essa combinação perigosa está levando muitos brasileiros a adoecer cada vez mais cedo. Colesterol alto, diabetes e hipertensão são alguns problemas que já acometem muitas pessoas de 20 e 30 e poucos anos.

Segundo o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio-Libanês, as mudanças de estilo de vida da população ao longo das últimas décadas ajudam a explicar a piora na saúde. “Eu percebo muitos jovens de 30 anos com doenças que eram comuns aos 60. São pessoas muitos sobrecarregadas de trabalho, com um nível de estresse alto e uma cobrança de perfeccionismo. Essas pessoas dormem pouco, comem rapidamente, escolhem alimentos industrializados e são sedentárias”, avalia.

Zilli esclarece que esses hábitos contemporâneos podem gerar complicações em diferentes partes do corpo. “Cada órgão responde de uma forma. No fígado, por exemplo, pode haver acúmulo de gordura, o que leva à esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado. O excesso de calorias leva à obesidade e à hipertensão.”

Mortes
No Brasil, o número de mortes por doenças crônicas não transmissíveis aumentou 26% entre 2006 e 2016, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com dados do Datasus, sistema de informações do Ministério da Saúde. Nesse período, os óbitos decorrentes de diabetes, câncer e doenças cardiovasculares e respiratórias passaram de 542 mil por ano para 685 mil por ano.

As doenças crônicas não transmissíveis são resultado da combinação de fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e comportamentais. Elas respondem por 72% das mortes no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas há uma boa notícia: a mudança de hábitos pode ajudar a prevenir e a reduzir os impactos dessas doenças (confira na ilustração).

Sono
Zilli diz que a qualidade do sono é o primeiro passo para garantir boa saúde. “Ter uma noite maldormida aumenta o risco de diabetes e obesidade. Muitas pessoas não têm consciência da importância de dormir bem. Hoje, a luminosidade de celulares e outras telas impede as pessoas de relaxar.”

Ele afirma que as escolhas alimentares interferem na saúde. “Vivemos em um ambiente obesogênico, a oferta de calorias é grande e muitas pessoas escolhem comidas industrializadas. Comer rápido, sem mastigar bem, é outro problema.” Segundo Zilli, é possível mudar aos poucos: “pequenas metas de redução de peso, como diminuição de 5% a 10% do peso corporal, já melhoram a qualidade de vida”.

Emoções
O médico clínico-geral Roberto Debski explica que dificuldades emocionais também agravam a saúde. “Muitos se deixam levar pela ansiedade e pelo estresse e buscam carboidratos e doces para tentar relaxar. É importante buscar o equilíbrio entre corpo e mente, fazer exercícios de respiração e controlar a preocupação.”

A falta de atividade física é outro fator de risco. “É importante se movimentar mais ao longo do dia, além de praticar atividades físicas. Se a pessoa usa ônibus, ela pode descer um ponto antes e caminhar. Trocar o elevador por escadas também ajuda.”

Família unida
A nutricionista Carolyne Naomi sugere que a mudança de hábitos envolva todos os familiares. “É importante conversar com a família para que todos se organizem e se engajem. Às vezes, uma pessoa está tentando seguir uma dieta e alguém pede pizza, isso atrapalha.”

A nutricionista Ligiane Loureiro destaca a importância de escolher alimentos naturais. “Precisamos educar as pessoas a desembalar menos e a descascar mais, ou seja, a comer comida de verdade, como legumes, frutas e verduras, se possível orgânicas.” Ela lembra que o controle das porções também deve ser observado. “Cada pessoa deve fracionar sua alimentação e respeitar a sensação de fome, evitando o jejum.”

Segundo ela, a alimentação adequada também pode ajudar a melhorar o sono. “Durante a noite, é importante evitar alimentos que exijam mais tempo de digestão, como leguminosas, feijão e carne. Para relaxar, sugiro chás de camomila, erva-cidreira, erva-doce e mungulu, que auxiliam na liberação de neurotransmissores”, finaliza.

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