Você, filho de Abraão

Um homem simples foi exemplo do que significa a verdadeira fé


Por Marcelo Rangel / Foto: Fotolia

Com certeza você já ouviu dizer que Abraão é nosso “pai na fé” (Gálatas 3.6-7), mas sabe o que isso significa?
Pai, a princípio, é aquele que, com a esposa, gera. Deus, em contato direto com Abraão, lhe disse que sua descendência seria incontável como as estrelas. E assim foi, pois os descendentes daquele senhor do livro de Gênesis a partir de Isaque, seu filho prometido por Deus, hoje se espalham por toda a Terra.

Mas ser um pai não se resume apenas à geração de vida. Também significa deixar um legado, ou seja, passar às gerações seguintes o que as anteriores lhe passaram. No caso de Abraão, o próprio Deus o deixou agir para que seus filhos e todos nós entendêssemos o que significa estar sob o senhorio verdadeiro do Altíssimo. Mas vale a pena destacar: foi ensinado ao patriarca o que é fé e não o que é religiosidade.

Obediência, não dúvida
Como também vemos em Gênesis, Abraão recebeu de Deus a ordem de deixar sua parentela e partir. O Altíssimo não disse exatamente para onde, disse somente para que saísse. Fiel como era, o ancião foi. Não questionou a ordem dando desculpas ou duvidando por ser velho, por ter que transportar todos os seus bens (principalmente na forma de rebanhos) nem pelo fato de o destino ser incerto. Apenas obedeceu e foi, pois tinha a certeza de sua confiança
no Senhor.

“Abraão, desde o início de sua caminhada da fé, mostrou a sua crença por meio da obediência na renúncia, dependência, confiança e sacrifício. Mas será que os que se dizem crentes, nos dias de hoje, vivem essa mesma obediência, renunciando, se colocando na dependência de Deus, confiando nas Promessas dEle e sacrificando o seu eu, suas vontades e seus costumes?”, questiona o Bispo André Cajeu no blog do Bispo Edir Macedo.

Quem teria a disposição, atualmente, para seguir ordem parecida? Alguém tomaria um rumo para longe, sem saber para aonde iria, que tipo de pessoas encontraria pelo caminho ou que perigos enfrentaria? Quem seguiria essa orientação, desfazendo-se de todos os seus bens, levando consigo tudo o que pudesse e a própria família? Como o intento de Deus era grande, então o sacrifício de Abraão também não poderia ser pequeno.

Bem, quem é meramente religioso, segue somente tradições ou quer se sentir crente achando que isso basta para ser filho de Deus e receber suas bênçãos, certamente teria dificuldades em seguir tal ordem. “Atualmente, muitas pessoas deturparam a ideia de crença, que é de onde vem a palavra crente. Abraão não vivia em um tradicionalismo religioso e muito menos preso aos costumes da sua época, ele creu e obedeceu sem questionar.”

Livre-arbítrio
A que se deve isso? Deus dá a todos o livre-arbítrio. Ele não obrigou Abraão a deixar sua parentela. Ordenou, apenas, mas o ancião poderia muito bem desobedecer e, assim, ficar sem o que Deus planejava lhe dar. Como obedeceu sem questionamentos, agiu, na prática mesmo, e não em teoria, com a verdadeira fé.

O coração poderia prender o patriarca em sua terra, onde estava estabelecido, com a qual estava acostumado e na qual conhecia todo mundo, porém, ele seguiu. Ele era fiel a Deus e desejava entender como Ele agiria. “O crente Abraão raciocinava. Quando questionou a sua condição falando ao seu Senhor que não tinha um herdeiro, ele usava a cabeça e não as emoções”, lembra o Bispo André.

De fé em fé
Abraão enfrentou pessoas que queriam o que era seu e permaneceu em segurança. Recebeu a visita de anjos e os tratou bem, sem saber quem eles eram na verdade – prova de respeito com o próximo, de honra sem interesses e segundas intenções. Teve um filho com Sara, mesmo o casal sendo avançado em idade, mas sua fé era testada o tempo todo. Chegou uma hora em que Deus lhe pediu a maior de todas as suas bênçãos: que sacrificasse num Altar seu filho Isaque.

A vida de quem crê de verdade não se resume a conquistas. Depois da bênção, muitos se esquecem do Abençoador. Abraão teve que entender que a fé é um exercício constante para o espírito e para a alma. Não basta receber algo de Deus e focar sua vida nisso, tem que ter foco no próprio Altíssimo o tempo todo. Novamente, aquele homem se lançou naquele salto que Deus lhe ordenou. Em sua confiança, sabia que Ele tinha a solução.

Como se diz hoje: “pagou para ver” e viu. Quando já ia desferir o golpe de faca que mataria Isaque, um anjo o segurou. Deus lhe mandou um cordeiro para ser imolado e o rapaz sobreviveu. A prova de fé não foi para Deus, mas para Abraão entender a importância de manter o seu foco nEle.

“Abraão não fugia do sacrifício do início ao fim de sua caminhada. Ele sabia que era de fé em fé que se conquistava o prometido pelo Todo-Poderoso e, por isso, não se apegou a terras, à parentela ou ao seu filho quando o Senhor o pediu”, relembra o Bispo André.

À prova de fracasso
O Bispo André esclarece algo que, mesmo depois de milhares de anos, tem tudo a ver com nossas vidas atualmente e com nosso relacionamento com Deus: “por estas razões acima e outras mais, o crente Abraão não era fracassado na família, na saúde, nas finanças e, sobretudo, em sua vida espiritual. Essa é a vida do verdadeiro crente. Se você não tem essa vida, repense a sua crença.”

O Bispo André conclui com uma sugestão: “quer mudar a sua vida? Então fica a dica: ‘Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque, sendo ele só, o chamei, e o abençoei e o multipliquei’” (Isaías 51.2).

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