Garota de apenas 8 anos, vítima de fake news, tem medo até de ir à escola

Saiba como se preservar da propagação de uma notícia falsa e fazer um filtro das informações que recebe


Por Redação / Foto: iStock e Reprodução

Vítima de fake news, uma garota de apenas 8 anos está passando por momentos que nem seus pais imaginaram que sua filha pudesse sofrer. A pequena Yasmin ficou conhecida nacionalmente, contudo, por uma notícia falsa e mal interpretada. Está sendo julgada pelas pessoas, chamada de mal-educada e já tem medo de ir para a escola.

Ela participava de uma cerimônia em comemoração sobre a Páscoa. O evento aconteceu no Palácio do Planalto, no dia 17 de abril último. O presidente da República Jair Bolsonaro estava abraçando e cumprimentando as crianças quando fez uma brincadeira com todas elas. Aparentemente Yasmin cruzou os braços e se negou a cumprimentar o presidente.

A verdade é que a pequena garota não se negou a cumprimentá-lo. Na ocasião, o presidente, que é palmeirense, perguntou às crianças quem era torcedor do time paulista. Então, Yasmin respondeu de braços cruzados que não, mas que era flamenguista. O vídeo viralizou depois da publicação de uma matéria do jornal Estadão.

O jornal retirou do ar a notícia que foi intitulada como: “Menina se recusa a cumprimentar Bolsonaro durante cerimônia de Páscoa”. E, também, publicou novo texto explicando o mal-entendido. Infelizmente, a atitude não apaga a exposição indevida da imagem da pequena Yasmin.

Em contrapartida, o presidente Jair Bolsonaro, na quinta-feira seguinte ao acontecido (25), recebeu Yasmin e a mãe dela em seu gabinete.

O vídeo do encontro foi postado na rede social do presidente. Na ocasião, Bolsonaro escreveu: “Um jornalista do Estadão aproveitou-se para politizar a situação com MENTIRAS, destruindo a ingenuidade do momento e irresponsavelmente utilizando uma criança simpática e muito educada como ferramenta apenas para me atingir, o que afetou sua rotina e gerou muito desconforto”.

E, concluiu: “Hoje recebi Yasmim e sua mãe em meu gabinete para conversar, dar apoio e entregar um presente que, pelo visto, comprovou que ela não é palmeirense. Uma grande satisfação!”

A qualidade da informação deve ser prioridade

As fake news ocorrem por diversos motivos. Elas podem ser utilizadas para prejudicar a imagem de alguém ou de alguma instituição. Algumas também são produzidas para influenciar cenários políticos-financeiros. Há casos em que ocorrem por causa de uma má apuração da mídia ou de pessoas.

Por mais que haja a necessidade de obter e disseminar informações com velocidade, diante de tantas redes sociais e sites de notícias aos quais temos acesso, a qualidade da informação deve ser prioridade. O principal cuidado a ser tomado por todo nós é que não compartilhemos informações pelas redes sociais de maneira impulsiva. E, ainda, que conheçamos melhor as fontes dessas informações e seus interesses.

Sobre o tema, o Bispo Renato Cardoso já escreveu em seu blog: “Pessoas que usam sua inteligência mais plenamente procuram compreender e não são rápidas para julgar. Rotular alguém por uma coisa que ouviu sobre ele, nunca figura em suas mentes. Elas não acreditam em rumores, principalmente nesta era de fake news, grupos de interesse e juízes graduados em redes sociais. Quando querem formar uma opinião, elas têm um olhar de 360 graus. Procuram conhecer o máximo possível sobre este alguém — sua história, suas escolhas e motivações. E se isso não for possível, suspendem seu juízo e aguardam o tempo mostrar. Elas não procuram apenas aquelas informações que confirmem seus preconceitos.”

Filtrar as informações

Segundo análise feita por pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), uma notícia falsa tem 70% mais de chance de ser compartilhada do que uma verdadeira. A pesquisa foi publicada no ano passado na revista norte-americana Science. Por isso, faça um filtro das informações que você encontra espalhadas por aí. Uma história possui dois lados, cuidado para não dar ouvidos apenas para o lado que deseja enganar.

Para que você não se torne também um propagador ou uma vítima de fake news, clique aqui e conheça os 5 passos fundamentais que uma pessoa deve dar ao receber notícias.

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