Vereadores do Rio protagonizam mais uma manobra frustrada contra Crivella

Membros do Legislativo colocaram em votação uma emenda que alterava regras para a eleição de prefeito no Rio de Janeiro em caso de impeachment


Por Redação (*) / Foto: Renan Olaz/CMRJ/Flickr e Reprodução

Nesta terça-feira (26), membros da Câmara Vereadora do Rio de Janeiro usaram uma votação do projeto de emenda à Lei Orgânica Municipal, que tinha o objetivo de discutir a data de pagamento do 13º salário dos servidores do município, para tentar incluir um projeto de emenda. Ou seja, uma mudança na lei que permitiria alterar as regras de eleição para prefeito caso ocorresse um impeachment nos dois últimos anos de mandato. A proposta precisaria de 34 votos para passar. Trinta e três vereadores votaram a favor, 15 foram contra e 1 se absteve.

Para entender melhor, atualmente, a legislação municipal prevê que os parlamentares possam escolher um novo prefeito apenas se o cargo ficar vago nos últimos 12 meses do mandato. Antes disso, novas eleições deveriam ser convocadas. O texto da proposta apresentada definia que o prazo passaria a dois anos. Ou seja, se o atual prefeito Marcelo Crivella sofresse impeachment, os vereadores poderiam já eleger indiretamente um novo prefeito.

No cenário atual, o Rio de Janeiro não tem vice-prefeito, já que Fernando Mac Dowell morreu em 2018. Então, caso a proposta tivesse passado na Câmara, e houvesse um suposto afastamento do prefeito Marcelo Crivella, quem assumiria temporariamente a gestão até as eleições indiretas seria o presidente da Casa, Jorge Felipe.

Leia mais sobre a votação da emenda que tentava alterar regras de eleição para prefeito no Rio de Janeiro, caso ocorresse um impeachment.

Entrevista exclusiva

Com exclusividade ao Brasil Notícias, o prefeito Marcelo Crivella afirma que essa atitude nada mais é do que a oposição tentando desestabilizar o seu governo.

“Ontem (26), mais uma vez a oposição tentou desestabilizar o governo. E, dessa vez, conseguiu também alguns vereadores, que eram da base e que se sentiam desprestigiados ou tinham queixas do governo, por não serem atendidos por alguma das suas reivindicações. Ocorre que a estratégia não foi bem-sucedida e as coisas continuam como sempre. Agora, já também com uma vantagem, eu diria, porque o tema da mudança da Lei Orgânica do município foi derrotado. De tal maneira, que ele só pode ser apresentado no ano que vem”, disse.

Marcelo Crivella acrescenta que mesmo com as perseguições seguirá firme em seu alvo que é levar um Rio de Janeiro melhor a todos os cariocas.

“Eu espero que a gente possa recompor e exatamente mostrar o esforço do governo em todos os setores. É vital hoje que o Rio de Janeiro tenha, realmente, um governo austero, que possa fiscalizar todos os setores de transporte, de saúde, de educação, no sentido de que não haja desperdícios. Combatemos todos. Embora, isso gere realmente interesses contrariados. Mas, é o caminho que o Rio exige e que a política atual exige de nós todos”, conclui Crivella.

Tentativa de golpe político

A vereadora do Rio de Janeiro, Tânia Bastos, revela que a tentativa de emenda à Lei Orgânica foi claramente um golpe político. Ela estava presente nesta terça-feira (26), na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e presenciou tudo.

“Ninguém entendeu nada, ficou todo mundo perplexo. Nós conseguimos vencer com o voto minerva (voto da decisão) do vereador Tiãozinho do Jacaré, suplente do vereador João Mendes de Jesus (ambos do PRB), mas foi uma guerra… As pessoas ficavam no ouvido dele, o tempo todo, dizendo: ‘você tem que votar com a gente, cuidado!’, enfim, o ameaçando de tudo quanto é jeito. Mas, nós conseguimos ganhar. Foi tudo maquinado, orquestrado, foi uma coisa meio que capciosa, suja. Só que eles não esperavam que alguns vereadores, que são oposição ao prefeito fossem votar a favor dele”, falou.

“A preocupação deles é não se reelegerem, eles já estavam contando que esse projeto passaria, que a emenda passaria e que não teríamos esse número suficiente. Então, resta agora ficarmos de olhos abertos, porque outros ataques virão”, concluiu a vereadora.

(*) Com informações do Brasil Notícias. O programa, apresentado por Ana Carolina Cury e Decio Caramigo, é veiculado na Rádio Record e na Rede Aleluia

 

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