O corpo dele foi parar debaixo do ônibus

Um grave acidente de trânsito deixou Carlos Rodrigues entre a vida e a morte


Por Flavia Francellino / Fotos: Mídia FJU/PI

O autônomo Carlos André Barbosa Rodrigues, de 42 anos (foto acima), deu entrada em um hospital no dia 2 de fevereiro de 2015 em estado grave. Ele estava conduzindo uma moto e um ônibus colidiu com ela. O acidente foi tão grave que Carlos foi lançado para debaixo do veículo. “Eu prestava serviços para uma empresa terceirizada de telecomunicação. Naquele dia, eu fechei a loja tarde e tinha chovido muito. No percurso para casa, parei para fazer o trajeto em uma rotatória. Foi quando um ônibus colidiu na minha lateral. Só tive tempo de dizer: ‘Meu Deus, tenha misericórdia da minha alma’”.

A esposa dele, Maria do Perpétuo Socorro Carvalho, de 43 anos (foto acima), conta que perdeu o chão ao receber a notícia do acidente. Ela relata que a cena de Carlos imobilizado ainda é forte na sua memória. “Quando cheguei ao hospital, meu esposo estava da mesma forma que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) o tinha deixado. Se eu não estivesse ali, tenho certeza que ele teria morrido.”

Maria passou a noite toda ao lado do marido, esperando que ele fosse atendido. Enquanto isso, ela não perdeu a fé. “Eu andava de um lado para o outro, orava e pedia a Deus para que o dia amanhecesse e os exames fossem refeitos. Antes, os fizeram de forma tão grosseira, de qualquer jeito, que foi preciso repeti-los. A equipe havia diagnosticado apenas fratura, mas um coágulo causado pela pancada se enchia de líquido. Cheguei a escutar que se até aquele momento ele não tinha morrido, ainda tinha chances de sobreviver”, relembra Maria.

Carlos teve fratura exposta no lado esquerdo da bacia e ficou hospitalizado por 58 dias. “Minha perna parecia um balão de água por causa da secreção. O tecido estava morrendo, a carne necrosou, apodreceu. Ao todo, fiz seis cirurgias. Tomava aquela anestesia raquidiana”, destaca Carlos.

A situação se agravou com uma infecção hospitalar. “O médico falava que, se ele não melhorasse, amputaria a perna dele. O curativo dele era um dos mais complexos do hospital. Ele não podia tomar nem banho. A higienização era feita na maca”, relata Maria.

Carlos não podia se locomover, porque tinha que restaurar o osso trincado na bacia. Ele permaneceu todo o tempo todo deitado”, descreve sua esposa.

A fé dela permaneceu intacta, mesmo nos momentos mais delicados. “Mesmo com o Carlos naquele estado e sem ninguém para trocar o plantão comigo, eu avisava que precisava sair e ia buscar a garrafa com a água consagrada durante as reuniões da Universal. Com ela, determinava que ele seria curado, mesmo com os médicos dizendo que amputariam a perna dele e apesar da infecção hospitalar. Eu não aceitei aquela situação.”

Carlos reconhece a importância da força da esposa. “Você começa a perguntar a Deus por que está acontecendo aquilo. Foi quando eu percebi que a fé dela estava em alta”, afirma.

Período pós-hospitalar
Uma equipe passou a atender Carlos em domicílio por sete meses. “Eles me tiraram do hospital para que eu não pegasse outra infecção”, explica Carlos. “Minha esposa aprendeu a fazer curativos e colocava luvas cirúrgicas. A lesão era tão grande que a mão dela cabia dentro.”

Aos poucos, a saúde de Carlos foi se restabelecendo. Ele comecou a caminhar com a ajuda de muletas e voltou a ir à Igreja. “Ele reconheceu que precisava se voltar mais para Deus. Porque, até então, eu estava usando a minha fé, mas ele começou a buscar por si mesmo”, disse Maria.

Mudança
Para Maria, a fé proporcionou um milagre na vida de quem corria o risco de não se recuperar. “Sabíamos que existia um Deus que estava conosco. Em um ano, ele já estava andando sem muleta e já tinha retornado ao trabalho. Hoje, Carlos está curado. Inclusive, voltamos ao hospital, no auditório, para servir de exemplo. Fomos dar nosso depoimento. Eu falei como cuidadora e ele como paciente”, finaliza Maria.

O casal está junto desde 2000 e frequenta a Universal no bairro Monte Verde, em Teresina, no Piauí.

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