Tragédia em escola de Suzano: 10 mortos e famílias inteiras desoladas

Velório de vítimas de atiradores, que abriram fogo em colégio, ocorre nesta quinta-feira (14) na cidade


Por Rafaela Dias e Sabrina Marques (*) / Fotos: Guilherme Padim (R7) e iStock

Na manhã de quarta-feira (13), dois jovens invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, e atiraram contra os alunos e funcionários.  Outros jovens foram baleados e feridos dentro da escola, localizada no bairro Parque Suzano. Das vítimas, cinco alunos e duas funcionárias morreram. Na sequência, um dos atiradores matou o outro e depois se suicidou.

Além deles, o tio de Guilherme também foi morto por ele – minutos antes do ataque – numa locadora de automóveis, ali perto da escola.

O velório coletivo de seis dos dez mortos aconteceu nesta quinta-feira (14). Milhares de pessoas compareceram à Arena Suzano, ginásio localizado próximo à escola em que ocorreu o crime.

Três das 11 pessoas feridas no massacre da escola ainda estão internadas na UTI.  As informações foram disponibilizadas pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

O governador de São Paulo, João Doria disse, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, que o Governo de São Paulo vai indenizar em até 30 dias as famílias dos cinco alunos e das duas funcionárias da escola.

Perfil dos jovens atiradores

Os assassinos – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 – eram ex-alunos do colégio. Eles moravam na mesma rua (a aproximadamente 1 km da escola atacada), eram amigos desde a infância e faziam muitas coisas de jovens sempre juntos, inclusive, passavam boa parte do tempo em uma LAN house perto da casa deles, jogando videogames.

Guilherme morava com o avô materno (a avó morreu em dezembro passado), foi praticamente criado por eles, já que os pais são dependentes químicos. De acordo com o avô, ele era um menino tranquilo, calado, não se envolvia em confusão, brigas, não bebia e nem usava drogas. Ele chegou a trabalhar com o tio, Jorge Antonio Moraes, na loja de carros (o tio que foi morto momentos antes do ataque).

Já Luiz, de 25 anos, começou a trabalhar recentemente com o pai, mas não estudava no momento. Os vizinhos dizem que ele era um rapaz educado e calado.

Sabe-se, porém, que há algum tempo os jovens utilizaram uma das comunidades mais extremistas do Brasil para juntar dicas e fazer planos para o ataque. Depois de serem atendidos, os rapazes agradeceram a colaboração, e deixaram alguns rastros, a fim de avisar os colegas virtuais do massacre que estava por vir.

Leia mais: Tudo o que se sabe sobre o ataque

Momentos de terror

Monique Santana Oshioto, de 15 anos, é estudante do primeiro ano do ensino médio na escola onde houve o ataque. Ela estava no local no momento em que os autores dispararam contra os estudantes. Em entrevista ao Brasil Notícias, programa jornalístico que vai ao ar pela Rede Aleluia (FM 99,5) e Rádio Record (AM 1000), a jovem relatou como foram os momentos vividos nesta manhã.

“Estava sendo um dia normal, estávamos tendo prova de Sociologia; saímos para o intervalo, fomos à secretaria e depois até a cantina. Ouvimos um barulho muito alto e, de repente, uns rapazes do terceiro ano (do ensino médio) mandaram a gente entrar no banheiro e ficar lá”, recorda.

Dentro dos sanitários, ela e os outros jovens usaram seus celulares pessoais e ligaram para Polícia Militar e Bombeiros. “Mas, um dos rapazes que estava atirando, disse que se a polícia chegasse, ele mataria todo mundo. Depois, ouvimos muitos disparos e, em seguida, um policial foi ao banheiro e mandou a gente sair”, lembrou a jovem, que presenciou a cena de seus amigos caídos cobertos de sangue.

O Poder da Fé

A mãe da jovem, Mayra de Almeida Santana Oshioto, é monitora na Escola Bíblica Infantil (EBI), do Templo de Salomão, em São Paulo. Durante o acontecimento, ela estava em expediente de trabalho e recorda que sua reação foi diferente da que, normalmente, é esperada em casos como esse.

“Eu fiquei tranquila, porque entrou a confiança em Deus. No trabalho, eu e meus colegas oramos pela minha filha e pelos demais alunos e funcionários. Saí do trabalho e fui encontrar minha filha, confiante”, destacou a mãe que tinha a consciência de que algo grave havia acontecido.

O governador de São Paulo, João Dória, esteve pessoalmente no local e classificou o atentado como “a cena mais triste que já assistiu em toda a vida”.

“Fico muito triste que um fato como este tenha acontecido em nosso País”, disse o governador, que também mobilizou a Secretaria da Saúde do Estado para atendimento psicológico às vítimas e seus familiares.

Em sua conta no Twitter, o deputado federal e 1° vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Pereira, destacou que o momento é de auxiliar os sobreviventes. “Não é momento de teorizar e politizar o atentado à escola de Suzano. É hora de socorrer as vítimas e cuidar psicologicamente daqueles que sobreviveram. Qualquer atitude diferente disso é insensibilidade pura. Que Deus conforte a todos”, pontuou o deputado.

Consolo em dias difíceis 

Ninguém está preparado para viver dias tão difíceis. Entretanto, o Espírito de Deus é o responsável pelo consolo nestes dias que todos estamos sujeitos a enfrentar.

“Sirva, pois a Tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo.”  Salmos 119:76

Como o salmista Davi diz no versículo acima, apenas o Espírito Santo e Sua bondade podem consolar as pessoas diante dessas situações. Por isso, a importância de que as vítimas e seus familiares se aproximem ainda mais do Altíssimo, mas que, sobretudo, amigos e familiares também mostrem suas condolências por meio de orações.

Todavia, embora a dor seja grande e as perdas sejam irreparáveis, a Palavra de Deus, no livro de Salmos, capítulo 30, garante que nada dura para sempre.

“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” Salmos 30:5

(*) Entrevistas concedidas ao Brasil Notícias

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