Falha médica colocou a vida dela em risco

Beatriz Moraes foi medicada de forma equivocada e o erro dos profissionais quase custou sua vida


Por Kelly Lopes / Fotos: Mídia FJU/RJ

Em 2014, a estudante Beatriz Moraes, de 15 anos, foi levada pela mãe, a cabeleireira Selma Helena Moraes, de 53 anos (foto abaixo), a um hospital, no Rio de Janeiro, com dores no corpo, febre, tontura e episódios de vômito. Depois de ser avaliada pelo médico, ela foi diagnosticada com uma virose e medicada com duas injeções contendo anti-inflamatório e dipirona. Em seguida recebeu liberação médica e voltou para casa.

No dia seguinte, o quadro clínico da jovem piorou. Beatriz passou a vomitar sangue, não conseguia se alimentar e ficou sem forças até para andar. Ela foi levada para o hospital em uma cadeira de rodas e, após avaliação, foi diagnosticada com dengue hemorrágica. O quadro tinha se agravado por causa do anti-inflamatório que ela tinha tomado no dia anterior.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), em casos de dengue, são contraindicados o uso de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, pelo risco de agravamento da doença e hemorragias (confira mais detalhes no boxe da página ao lado). Foi o que aconteceu com Beatriz. “Eu me senti muito fraca, com um extremo cansaço, perdi o paladar e a vontade de comer e não conseguia nem andar. Vomitei muito sangue, os exames mostravam que minhas plaquetas estavam muito abaixo do normal. Fiquei tão desidratada que os médicos tiveram dificuldade de achar minha veia. Com pouco líquido no corpo passei dias sem urinar”, recordou Beatriz.

O diagnóstico, que não era favorável, se tornou ainda mais grave: os médicos descobriram que Beatriz estava com sintomas de hepatite, como pele amarelada e urina muito escura. Eles explicaram que as medicações teriam gerado uma inflamação no fígado.

Casos de hepatite provocados por dengue não são tão comuns, mas podem ocorrer, pois o fígado é o órgão do corpo que processa as medicações, o que aumenta sua toxicidade e fragilidade.

A fé praticada e seus resultados
Selma já frequentava a Universal e, desde que sua filha começou a passar mal, ela determinou a recuperação da menina. “Eu não aceitei que minha filha piorasse. Eu estava usando a fé em Deus, então só podia ser engano. Orava por ela dentro do hospital todos os dias e ungia o corpo dela com a água que era consagrada aos domingos na Igreja. Lembro que molhava seus lábios determinando a cura. Ela não podia piorar”, disse a mãe.

Cinco dias após a internação, novos exames foram realizados e a resposta esperada chegou. Os sintomas da dengue já não existiam e Beatriz não estava mais com hepatite, fato que gerou espanto no médico.

“O doutor que acompanhou minha filha e havia informado que ela estava com hepatite viu sua rápida recuperação e que ela não estava mais com a doença no fígado. Ele me disse para que eu não abandonasse esse Deus, porque Ele fez um milagre na vida da minha filha”, declarou Selma.

Beatriz diz que segue fazendo o tratamento com a água consagrada em favor da saúde e que na sua casa a água funciona como se fosse um remédio.

“Nunca paramos de usar a fé bebendo a água consagrada. É só alguém dizer que está com uma dorzinha que minha mãe já leva um pouco da água. É o nosso remedinho”, finalizou Beatriz.

Dengue hemorrágica

Sintomas
De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus e seu principal transmissor é o mosquito Aedes aegypti.

Existem dois tipos da doença: a dengue clássica e a hemorrágica. O principal sintoma da dengue clássica é febre alta (39° a 40°C), seguida de dor de cabeça, dores musculares, cansaço, perda de apetite, náuseas, vômitos e manchas vermelhas pelo corpo.

Já a dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois, além dos sintomas citados acima, pode ocorrer sangramento e ocasionalmente choque, o que pode levar à morte.

Tratamento
De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue não possui tratamento medicamentoso específico.Os medicamentos são utilizados apenas para amenizar os sintomas dessa doença. No tratamento da dengue clássica devem ser evitados os salicilatos (ácido acetilsalicílico, ácido salicílico, diflunisal, salicilato de sódio, metilsalicilato, dentre outros), pois podem favorecer o aparecimento de hemorragias e acidose. Todos os anti-inflamatórios podem aumentar os riscos de crises hemorrágicas e por isso são contraindicados.

De acordo com um boletim do Ministério da Saúde, o Brasil teve 62 mortes por conta da doença e um total de 1.659 casos notificados em 2018.

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