Eles eram ateus, mas mudaram de ideia

Conheça a história de pessoas que passaram a acreditar em Deus depois que enfrentaram grandes desafios. Saiba o que aconteceu desde que elas começaram a ter fé


Por Rê Campbell / Fotos: Demetrio Koch, Reprodução, Divulgação

No Brasil cerca de 86,8% da população afirma acreditar nos ensinamentos de Jesus Cristo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora a fé faça parte da vida de milhões de brasileiros, há uma parcela da sociedade que nega a existência de Deus. Quais são os motivos que levam uma pessoa ao ateísmo? Priscila Graziele Corrêa, de 28 anos (foto acima), conta que uma situação vivida na infância foi decisiva para que ela negasse a existência de Deus. “Fui molestada por um tio quando era criança e isso me trouxe muita revolta. Eu me tornei triste, solitária, angustiada, tímida”, diz.

Na adolescência, a jovem passou a se questionar sobre os motivos da agressão que sofreu. “Eu me perguntava: ‘se Deus existe e é justo, por que ele permitiu que uma criança passasse por um abuso?’ Aos 15 anos, tive certeza de que não acreditava em Deus.” Filha de pais católicos, ela conta que chegou a ir a uma igreja católica a pedido da avó, mas não se interessava pelo tema. “Meus pais não me cobravam para que eu tivesse fé. Eu só pedia a eles que não falassem de Deus nem de Jesus para mim”, afirma.

Fé só na ciência
Priscila explica que buscava justificativa para o ateísmo em argumentos científicos. “Sempre gostei muito de ler e procurava em livros fundamentos científicos para a não existência de Deus.” Entretanto ela não gostava de participar de debates sobre o tema. “Quando alguém me questionava por não acreditar em Deus, eu procurava não discutir muito, pois não queria ser evangelizada.”

Aos 26 anos, Priscila acumulava frustrações e mágoas. Depois de uma desilusão amorosa, a jovem conta que se sentia cada vez mais triste. “A gota d’água foi quando meu melhor amigo tentou forçar uma relação comigo, eu deixei claro que não queria nada e saí correndo. Caí em depressão”, detalha.

Um livro mudou tudo
Priscila conta que já não via sentido na vida, mas tudo começou a mudar depois que novos colegas chegaram ao local em que ela trabalhava. “Durante o expediente, eles falavam sobre fé e livros. Comecei a ouvir e fiquei curiosa. Como eu amava ler, procurei um dos livros para conhecer”, lembra. Priscila comprou a obra A Mulher V, de Cristiane Cardoso. “Li o livro seis vezes e acreditei realmente em seus fundamentos. Como o livro é inspirado na Palavra de Deus, comecei a questionar meu ateísmo.”

Depois de ler outros livros baseados na Bíblia, Priscila pediu que um de seus colegas a levasse à igreja. “Na primeira reunião, eu falei com Deus e pedi uma prova de que Ele realmente existia. Naquele momento, o pastor chamou todos para o Altar e disse para pensarmos em nosso maior problema. Eu pensei na depressão e na mesma hora senti uma imensa alegria.”

A jovem diz que deixou de sentir raiva e mágoas. “Consegui perdoar meu tio e meu amigo, abandonei os sentimentos negativos e fiquei mais leve, em paz. Eu tinha recebido o milagre que pedi a Deus.” Ela revela que também descobriu a resposta para o abuso que havia sofrido. “Deus nos deu o livre-arbítrio. Quando acontece algo ruim, não significa que Deus permitiu, mas que a pessoa agiu por causa de alguma perturbação, por não seguir os ensinamentos de Deus”, acredita.

A experiência na Universal levou Priscila a vivenciar várias mudanças positivas. “Comecei a dormir bem. Antes eu reclamava de tudo, mas passei a ver a vida com outros olhos. Deixei de ser egoísta e comecei a me preocupar com as pessoas ao meu redor, a cuidar da família”, detalha ela, que hoje tem 28 anos. “Hoje tenho certeza que Deus está comigo”, conclui.

Curtir a vida
Rogério Brizzi, de 47 anos (foto abaixo), conta que passou boa parte de sua vida em busca de fortes emoções. “Eu queria curtir a vida ao máximo. Só acreditava no que eu podia sentir e tocar.” Rogério afirma que se identificava como ateu. “Cheguei a procurar algumas religiões, mas achava que era tudo enganação, uma criação da cabeça dos homens.”

Já adulto, ele explica que passou a sentir um vazio. A insatisfação constante o levou a buscar formas de aliviar a angústia. “Conheci as drogas e elas me traziam uma emoção forte. Era o que eu procurava. Aquilo me dava prazer, me deixava ‘doidão’, eu não tinha limites.” Entretanto, quando o efeito das drogas passava, ele se sentia triste de novo. “Eu me tornava uma pessoa vazia, era como se um buraco se abrisse dentro de mim”, detalha. Para escapar da dor, Rogério voltava a consumir entorpecentes.

Perto da morte
Na época, Rogério era casado, mas a família não o satisfazia da forma como ele desejava. O uso constante de drogas também prejudicava seus negócios. “Eu tinha uma empresa com um sócio, mas não conseguia trabalhar direito e deixava tudo com meu sócio e meus empregados.” Ele conta que sua vida era uma sucessão de dias iguais até que passou por uma experiência assustadora. “Tentaram me matar duas vezes e nasceu um temor dentro do meu coração: eu sentia necessidade de salvar minha alma”, lembra.

Algum tempo depois, ele tomou uma atitude perigosa. “Eu estava cansado de viver e desejei morrer para acabar com o sofrimento. Passei dois dias em um quarto de hotel usando drogas, eu não queria voltar vivo.” Apesar disso, Rogério diz que nada aconteceu e ele decidiu voltar para casa.

Conversa com Deus
Ao chegar em casa, Rogério se sentou no sofá. Ele buscava uma solução para a dependência de drogas e para a falta de sentido na vida. Rogério relata que se sentia confuso. “Eu não acreditava em Deus, mas decidi conversar com Ele.

Pedi que Ele me desse uma prova de sua existência. Eu queria deixar de sentir vontade de fumar e usar drogas. Foi só uma conversa, mas naquele momento minha ansiedade sumiu e eu não tinha mais desejo de usar nada.”

Depois daquele dia, Rogério explica que decidiu fortalecer a própria fé. Ele passou a frequentar a Universal depois de acompanhar alguns programas pela televisão. Nesse período, seu casamento terminou. “Fui para a igreja para obedecer a Deus, me tornei dizimista e comecei minha vida com Ele.”

Pedido não alcançado
Rogério conta que chegou a se afastar novamente de Deus. “Eu queria ser abençoado em todas as áreas. Como Deus não atendeu todos os meus pedidos, fiquei magoado”, confessa. Após alguns meses, entretanto, ele voltou a frequentar a Universal. “Há sete anos tive um encontro com o Espírito Santo. Voltei para a igreja mais humilde, deixei o orgulho de lado.” Rogério se casou novamente e diz que agora tem outras prioridades. O vazio que sentia foi finalmente preenchido. “Hoje meu maior patrimônio é o Espírito Santo. Antes eu achava que ter casa, dinheiro e carro era suficiente para me realizar, mas só consegui a paz que buscava fortalecendo minha vida espiritual. Também estou muito feliz em minha vida sentimental. Agora vou partir para a vida financeira, mas com um passo de cada vez”, conclui.

Preconceito
Caio Daniel Prado, de 38 anos (foto a esq.), também é ex-ateu. Segundo ele, a decisão de negar a existência de Deus ocorreu no fim da adolescência, logo após a morte repentina de um irmão. “Meu irmão teve um infarto e morreu. Ele era como um segundo pai para mim e fiquei muito abalado. Antes eu tinha uma inquietação em relação à fé, cheguei a buscar algumas religiões, mas achava que elas tinham sido criadas para manipular as pessoas.” Um ano depois, Caio também perdeu o pai. À medida que o tempo passava, ele se tornava cada vez mais cético. “Eu acreditava que as pessoas que tinham fé, principalmente as evangélicas, eram ignorantes e manipuladas. Era preconceituoso”, confessa.

Quando se tornou adulto, Caio passou a focar todas as suas energias nos relacionamentos amorosos. Ele acreditava que a vida sentimental era a parte mais importante de sua existência. “Sempre busquei a felicidade na vida amorosa. Em 2009, conheci uma pessoa, fomos morar juntos e tivemos um filho.”

Problemas
Apesar de ter conquistado uma família, Caio explica que ainda tinha problemas. “Nós brigávamos muito, tínhamos discussões.” A relação durou oito anos, até que o desgaste levou à separação. “Aquilo foi meu fundo de poço. Meu relacionamento era a única coisa que importava na minha vida, era algo em que eu me apoiava. Quando o cenário da minha família foi destruído, eu não sabia como resolver, fiquei desesperado. Passava os dias pensando no problema, aquilo me consumia”, detalha. A dor da separação acompanhava Caio a todos os lugares.

Alívio
Um dia, Caio conta que estava indo trabalhar e não conseguia parar de pensar no fim do relacionamento. “Eu estava chorando no trânsito. Era um sentimento muito ruim. De repente, eu senti algo como se fosse um afago, um alívio. Eu não sabia explicar, mas tive certeza de que era Deus falando comigo.”

Depois disso, Caio conta que procurou a irmã, que frequentava a Universal. “Eu falei para ela que estava com vontade de buscar a Deus. Ela me recomendou que eu fosse à Terapia do Amor na Universal. Fui atendido pelo Bispo Cucato e passei a frequentar as reuniões.” Após alguns dias, Caio explica que a irmã foi conversar com ele e o presenteou com uma Bíblia especial. “Ela revelou que tinha feito um propósito para que eu me aproximasse de Deus.”

Aos poucos, todas as dúvidas de Caio foram sendo resolvidas. Ele superou a separação e conseguiu se fortalecer novamente. “À medida que eu participava dos encontros, percebi a seriedade da Universal e passei a servir a Deus. Eu me batizei após 10 meses”, esclarece. “Hoje levo meu filho na Escola Bíblica Infantil. Também convido minha mãe para as reuniões e quero que ela também encontre a Salvação”, finaliza.

Ateísmo versus fé
Durante uma edição do programa Entrelinhas dedicada a discutir o ateísmo, o Bispo Renato Cardoso explicou por que Deus não interfere em todos os acontecimentos do mundo. “Quando a pessoa pesquisa, estuda a Palavra, ela vai entender que Deus não está no controle das pessoas. Deus não age como um criador de um robô age com seu programa de software. Deus criou o ser humano e o dotou, em quantidade reduzida, do mesmo poder que Ele tem, ou seja, o livre-arbítrio para decidir o que ele quer fazer, o bem ou o mal. Então, as escolhas do ser humano o colocam no controle da própria vida e Deus não interfere nisso”, disse, rebatendo um argumento comum entre os ateus que indica que Deus não existe porque não impede o mal.

Ao contrário do que muitos ateus afirmam, o Bispo defende que há inúmeras provas da existência de Deus. “Deus deixou suas impressões digitais em todos os lugares. Converse com um médico, com um biólogo, e eles vão falar sobre as coisas magníficas do corpo humano, da natureza. Tudo ali são pistas, mas, em vez de seguir as pistas e encontrar o Criador, o ser humano se desvia”, detalha.

Para os céticos, o Bispo Renato Cardoso recomenda a leitura dos quatro Evangelhos do Novo Testamento da Bíblia: Mateus, Marcos, Lucas e João. “Os Evangelhos retratam as palavras e as obras de Jesus. Jesus é Deus de carne e osso, Ele veio para mostrar fisicamente que Ele é Deus. Preste bem atenção às palavras de Jesus, detenha-se a elas”, sugeriu.

Um famoso ex-ateu

O escritor Clive Staples Lewis, conhecido como C.S. Lewis, foi ateu durante boa parte de sua vida. Neto de pastor e criado em uma família cristã, o autor se tornou ateu durante a adolescência. Aos 31 anos de idade, entretanto, tudo mudou. Em uma noite de 1929, Lewis admitiu que Deus era Deus. Seu retorno à fé cristã se deu por influência de dois amigos também escritores: J. R. R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis, e G. K. Chesterton. Professor acadêmico. C.S.Lewis foi um grande defensor da fé em suas obras. Entre seus livros mais importantes sobre o cristianismo estão Cartas de um Diabo a seu Aprendiz e Cristianismo Puro e Simples.

 

 

Filmes discutem crença em Deus

Deus não está morto
O filme norte-americano conta a história do jovem cristão Josh. Ao entrar na universidade, ele conhece um professor que não acredita em Deus e que o desafia a comprovar a existência de Deus. Começa então uma batalha entre dois homens dispostos a tudo para justificar seus pontos de vista. O filme também traz a história de Yip, um estudante ateu que passa a refletir sobre a existência de Deus.

 

Uma prova de fé


O filme mostra os desafios que a família de John e Alexa Taylor enfrenta quando o filho deles, Beau, é pego bebendo álcool e tem seu futuro na equipe de futebol ameaçado. Depois que a comunidade vira as costas para eles, cada membro da família precisa encontrar forças para provar que a fé e a família são os únicos bens que realmente importam.

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