Preconceito não é brincadeira

Em pleno século 21, criança de 2 anos é discriminada em parquinho por não ter parte de um dos braços


Por Marcelo Rangel / Fotos: Reprodução

A pequena Gracie Morgan, do País de Gales, no Reino Unido, tem 2 anos e é uma alegre menininha. Mas ela tem uma visível diferença física: nasceu sem parte do bracinho esquerdo.

Recentemente, Gracie estava brincando em um parquinho quando um menino da mesma idade se aproximou, curioso. O garotinho começou a dizer que estava assustado. A mãe de Gracie, Sarah, simplesmente pegou-a e a levou, com seus três outros filhos, para brincar em outro lugar. “Isso acontece muito. Me incomoda quando as pessoas ficam encarando, mas crianças são curiosas e tudo bem”, disse ela ao jornal Daily Mail.

Tudo parecia estar mesmo bem, mas a mãe do menino foi atrás de Sarah e disse que ela devia esconder o braço defeituoso da menina para não assustar as outras crianças. “Fiquei furiosa, mas somente peguei meus filhos e saí. Achei melhor nem responder”, revelou Sarah.

Sarah contou que não foi o primeiro comentário cruel em público e citou uma vez em que um garoto mais velho ficou em volta da menina apontando para seu bracinho e gargalhando, enquanto os pais dele simplesmente olhavam e não faziam nada. “Não culpo as crianças por esse tipo de bullying, mas seus pais, que não as orientam”, disse Sarah.

Sarah aproveitou a entrevista para pedir às pessoas que pensem nos sentimentos de Gracie: “por enquanto ela é muito novinha e não entende, mas uma hora vai começar a entender as ofensas e isso não será bom para sua autoestima. Hoje nada a impede de fazer nada e quero que seja sempre assim. Para nós, ela é perfeita em tudo.”

É muito triste, além de decepcionante, que em pleno começo do século 21, quando tanto se fala em aceitação das diferenças e respeito ao próximo, ainda aconteça algo absurdo assim.

Que o menininho tenha ficado confuso é compreensível, mas sua mãe deu um péssimo exemplo de cidadania – sobretudo ao filho. Ela perdeu uma ótima oportunidade de explicar a ele que não havia motivo para se assustar. O mesmo se aplicaria aos pais do garoto mais velho que riu dela.

Apesar de tudo, o caso repercutiu em todo o Reino Unido e adultos de bom senso aproveitaram o episódio para ensinar aos filhos sobre respeito pelo próximo, como pais de verdade devem fazer. Além disso, foi criado um financiamento comunitário na internet para providenciar uma prótese para Gracie. Ter filhos pode parecer fácil, mas ser exemplo e criá-los da melhor forma é outra história.

A propósito, Gracie, em inglês, é diminutivo de Grace, graça ou beleza. Segundo sua mãe, ela é o que o nome indica: uma dádiva. Que ela possa aprender, apesar do preconceito sofrido, a ser tolerante com pessoas desse tipo. E que todas as pessoas tenham sempre mais empatia. Sempre.

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