O refluxo o impedia de ter uma infância saudável

Saiba como a enfermeira Naiane Reis encontrou a solução para a doença do filho Guilherme Costa


Por Kelly Lopes  / Fotos: Demetrio Koch

A enfermeira Naiane Reis de Sousa Costa, de 36 anos (foto abaixo), se tornou mãe em 2009, mas não imaginava os sustos e as preocupações que passaria com a saúde do seu filho, Guilherme Reis de Sousa Costa, que hoje tem 9 anos (foto acima).

Com 23 dias de vida, o pequeno mamava bastante, mas vomitava com frequência e não ganhava peso. Naiane percebia a barriga do filho inchada, mas não sabia o que estava acontecendo com ele. Ela o levou para o hospital e, no local, a equipe médica teve dificuldade para concluir o diagnóstico, pelo fato de ser normal recém-nascidos regurgitarem.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o refluxo fisiológico é comum em bebês nos primeiros meses de vida, desde que a criança ganhe peso adequadamente e não apresente outros sintomas. O refluxo é passageiro, não afeta o bem-estar e tende a diminuir com o desenvolvimento da criança.

Porém os sintomas não desapareciam em Guilherme. Com a realização de exames de cintilografia (método de diagnóstico por imagem), ele foi diagnosticado com a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

A partir daí, a alimentação de Guilherme passou a ser diferenciada e até o leite materno foi cortado. “O médico pediu para que eu suspendesse a amamentação, porque o leite era fino e ele vomitava ainda mais. Passei a dar mamadeira com leite antirrefluxo e uma fórmula engrossante era adicionada. Em razão da doença, meu filho passou a tomar três medicamentos diários, além de vitaminas para o crescimento”, disse Naiane.

A enfermeira se recorda de que colocava o filho para dormir com travesseiros altos, na mesma cama que ela, para que pudesse vigiar o sono dele, com medo de que as crises de refluxo o asfixiassem. “Lembro que ele ficava roxo, era desesperador. Eu trabalho em hospital e várias vezes minha mãe e meu marido levavam meu filho para ser atendido com crises de vômito e dores abdominais”, relatou.

Conforme Guilherme crescia, ficava mais difícil restringir a alimentação dele. Ele não podia comer frituras, chocolates, refrigerantes e outros alimentos que prejudicavam a sua saúde, mas ele ficava com vontade, às vezes comia escondido e logo passava mal. Os médicos afirmavam que a doença não tinha cura e só apresentaria melhoras. Dessa forma, seria necessário tomar medicações pelo resto da vida.

Complicações
Além da DRGE, Guilherme também foi diagnosticado com uma esofagite erosiva, que são lesões no esôfago causadas pelo ácido presente no estômago. O problema foi descoberto depois da realização de uma endoscopia (exame que permitir observar as paredes de órgãos como o esôfago, estômago e início do intestino) e os médicos explicaram que aquilo poderia se tornar uma úlcera.

O uso da fé e o milagre
Naiane notou que, com o passar do tempo e o crescimento, os medicamentos deixavam o menino agitado. Ela e a mãe já frequentavam a Universal desde o nascimento dele e juntas oravam pela cura dele. Mas foi a partir das complicações da doença que Naiane passou a usar a fé ativamente em favor da saúde do filho. “Eu colocava um pouco da água, que era consagrada na Igreja aos domingos, em todas as refeições que preparava. Colocava também um pouco na boca dele. Tive dentro de mim a certeza da cura do meu filho, então, sem ninguém orientar, seguindo a minha fé e a certeza que havia dentro de mim, parei com toda a medicação.”

Dois meses depois de ter parado de ministrar a medicação, ela levou o filho para a realizar exames e fazer o acompanhamento médico. Ao repetir os exames, constatou-se que a criança estava curada do refluxo e das feridas no esôfago.

Para Naiane, a cura foi um milagre de Deus na vida do filho, que agora tem uma alimentação normal, sem crises de dor e vômitos. Ela diz que persevera no tratamento da água consagrada e que toda a família é beneficiada por meio da fé.

“Se não fosse a fé em Deus, meu filho estaria condenado a tomar medicamentos a vida inteira”, finalizou.

Saiba mais sobre a doença do refluxo gastroesofágico

Rogério Toledo Júnior, médico gastroenterologista e cirurgião geral, explica que a doença do refluxo gastroesofágico ou DRGE ocorre quando o esfíncter inferior do esôfago (EIE) – um anel muscular localizado na parte inferior do esôfago que age como uma válvula entre o esôfago e o estômago – não se fecha apropriadamente e o conteúdo do estômago transborda de volta para o esôfago.

Quando o ácido refluído do estômago toca a parede do esôfago, ele causa uma sensação de queimação e azia no tórax ou garganta. O gosto do líquido pode ser sentido na parte detrás da boca e é chamado de indigestão ácida.

Quando procurar ajuda médica?
Quando a azia ocorrer mais de duas vezes na mesma semana, isso pode ser considerado DRGE. Há riscos, eventualmente, de problemas mais sérios de saúde. A avaliação e exames médicos são necessários.

O médico alerta que qualquer pessoa, incluindo bebês, podem ter DRGE, mas ela é mais comum em idosos e gestantes

Sintomas: em crianças pode causar vômitos repetidos, tosse e problemas respiratórios. O sistema digestivo imaturo dos recém-nascidos é usualmente o culpado e a maioria dos bebês se livra dos sintomas quando completa um ano de idade.

Toledo Júnior diz que algumas estratégias são recomendadas para evitar o refluxo, como fazer a criança arrotar várias vezes durante a alimentação ou manter o bebê na posição elevada por 30 minutos após mamar. Se a criança tiver mais de um episódio, é recomendado que se evite bebidas gasosas que contenham cafeína, chocolate, hortelã, comidas apimentadas, alimentos ácidos, como laranjas e tomates, frituras e alimentos gordurosos em geral.

Evitar fazer refeições duas a três horas antes de se deitar. A cabeceira da cama elevada poderá ser sugerida, além de medicamentos. Em casos raros, pode haver necessidade de intervenção cirúrgica.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.

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