Será que você só quer aplausos?

É importante fazer a Obra de Deus, mas principalmente a vontade dEle. A quem você tem realmente servido?


Por Kelly Lopes / Fotos: Cedidas / Demetri Koch / Fotolia

Você tem empenhado sua vida e seu tempo às coisas inerentes a Deus e à Sua Obra. Dedica horas às evangelizações, reuniões, a diversos trabalhos sociais e se mostra sempre disposto a ajudar nos serviços que porventura apareçam. Até durante a limpeza da Igreja você faz questão de estar presente. É conhecido como “pau para toda obra”.

Se envolver com a Obra de Deus é uma característica de quem deseja agradá-Lo. Porém é preciso que o servo faça uma autoanálise sobre o que o motiva a fazer o que faz e, principalmente, para quem faz. Você já refletiu sobre isso?

Infelizmente, muitas pessoas “servem” a Deus com segundas intenções e elas podem ser as mais variadas. Há aquelas que necessitam ser notadas e “fazem” algo com a intenção de receber elogios e assim “massagearem seu ego” com enaltecimentos e aplausos.

Há cristãos que têm, no íntimo, má intenção naquilo que fazem porque buscam, de alguma forma, interesses e benefícios próprios, por exemplo almejam um título na Igreja ou qualquer coisa que tenha se tornado o motivo pelo qual ele está servindo.

Ser e fazer

Essas palavras são duras, mas representam a realidade de muitos cristãos dentro das igrejas. Quem olha para eles imagina que estão apenas se dedicando a Deus, mas a verdade é que, se não mudarem a intenção que têm no coração, correm um grande risco, afirma o Bispo Sergio Corrêa, responsável pelo trabalho dos obreiros no Brasil.

“Eles correm o risco de perder o bem maior que um servo pode ter: a Salvação. Antes de ‘fazer’ a Obra de Deus é necessário ‘ser’ a Obra de Deus. Por exemplo, eu ‘faço’ a Obra quando estou atendendo uma pessoa aflita, quando estou diante das câmeras fazendo um programa ou diante do povo na reunião; e ‘sou’ a Obra quando estou sozinho e longe dos olhos da liderança da Igreja, do povo de que cuido e das câmeras do programa, mas estou diante de uma oportunidade de pecar, porém me comporto com temor e tremor me desviando do mau.”

O Bispo cita um exemplo que não deve ser seguido: o personagem bíblico Geazi, servo do profeta Elizeu, que se aproveitando de sua condição de servo buscou benefícios para si e, como consequência, foi amaldiçoado (leia em 2 Reis, 5.19-27).

Ao atender pessoas que um dia estiveram ativas na Obra e hoje estão distantes de Deus e da fé, o Bispo notou semelhanças entre elas. Ele compartilha essa experiência: “Jesus disse-lhes que sua comida consistia em fazer a vontade daquele que O enviou e realizar a Sua Obra (João 4.34). Observe que primeiro é fazer a vontade de Deus.

Muitos começam se alimentando com o fazer a vontade de Deus e realizar sua Obra, mas o tempo passa e eles passam a se alimentar apenas com o fazer a Obra e não se alimentam mais em fazer a vontade de Deus e assim se enfraquecem, se perdem e se tornam uma presa fácil para o diabo”, alerta.

Reconhecendo o erro do passado

Foi o que aconteceu com a vendedora Larissa Helena de Oliveira Parra, de 18 anos, que era muito ativa em um grupo na Universal. Ela conta que, a princípio, fazia tudo para Deus e com a intenção de agradá-Lo. Como era dedicada às atividades, passou a auxiliar em um grupo e logo depois a coordenar umprojeto. Mas ela acabou deixando de lado o cuidado de sua vida espiritual.

“Como coordenadora, achei que já estava bem e me apoiei no cargo, relaxei com as coisas de Deus e passei a me preocupar em mostrar serviço, me destacar e mostrar que eu era uma boa líder. Quando não recebia elogios, me cobrava para fazer mais e mais”, recorda.

A jovem conta que dessa forma deixou de servir a Deus, de orar e de investir em seu relacionamento com Ele. Ela afirma que, por orgulho e com receio do que poderiam pensar dela, não pediu ajuda nem falou com ninguém sobre sua situação.

Assim, ela permaneceu por um tempo “fazendo” para a Obra de Deus, contudo longe dEle. Logo, se envolveu com um rapaz e, em seguida, se afastou da Igreja.

Larissa relata que sempre se recordava do que havia vivido no início de sua caminhada na fé, quando servia realmente a Deus, e sentia falta da paz que tinha naquela época. Após um ano de afastamento, ela retornou à Igreja decidida a começar de novo. Depois de passar um período cuidando de sua área espiritual, voltou também ao projeto que havia abandonado, mas dessa vez de forma diferente e ciente de seu propósito como serva.

“Agora procuro fazer tudo secretamente e busco estar no centro da vontade de Deus. Hoje sei bem que toda honra e toda glória são para Deus e é necessário que eu diminua para que Ele cresça em mim. Meu desejo é ser apenas um instrumento nas mãos dEle.”

O Bispo Sergio Corrêa dá uma orientação de como o servo deve analisar suas intenções na Obra de Deus: “é preciso ter consciência de que não passamos de um instrumento de Deus. Quando um médico faz uma cirurgia bem-sucedida, o paciente não agradece nem elogia o bisturi e a pinça, mas ao médico. O bisturi é um instrumento nas mãos do médico, ele precisa estar afiado e esterilizado para ser usado. Comparativamente, o servo deve se preocupar em estar afiado (com o poder de Deus para executar sua ordem) e esterilizado (com o coração purificado de todos os pecados e sem objetivos pessoais)”.

Ele diz que se ao término da autoanálise a pessoa identificar que está “fazendo” para o homem e não para Deus, deve recomeçar sob a orientação do Espírito Santo: “e tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.”
(Colossenses, 3:23-24).

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