Nossos médicos estão adoecendo

Rotina estressante e pressão por todos os lados facilitam o surgimento de doenças físicas e emocionais


Por Rafaella Rizzo / Fotos: iStock - Cedida

Apesar de serem vistos como super-heróis por muitos, médicos carregam um fardo pesado de pressão, cobranças e problemas físicos e emocionais. Os motivos são vários, como estresse, longas jornadas de trabalho, lidar frequentemente com a morte e problemas pessoais.

Entretanto, o acúmulo de tanta carga resulta em situações extremamente graves como o suicídio, esgotamento, erros médicos e vícios. Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), com o apoio do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostra em números o que isso significa.

O estudo, feito durante uma década, apontou que o suicídio foi a causa da morte de 1,7% dos médicos paulistas entre 2000 e 2009. Outro levantamento, dessa vez da Unifesp, Uniad/Inpad e FMUSP, também mostrou o drama da dependência em drogas vivido por anestesistas: 59,6% declarou o uso de opioides (como morfina), 35,1% em álcool, 10,5% em anfetaminas e 5,2% em cocaína e crack.

Cuidando de quem cuida

palestra para médicosDe acordo com a psicanalista e psicoterapeuta Cristina Calvi Veloso, maus hábitos adquiridos na vida acadêmica e profissional, pressão social, do mercado, dos pacientes e individual, tornam a medicina uma “profissão estressante”.

Afim de prevenir e tratar esse quadro, Cristina realizou a palestra “Doutores doentes”, conscientizando médicos a priorizar a própria saúde.

A médica é voluntária do Grupo da Saúde, coordenado por Eduardo Ribeiro, que realiza palestras gratuitas para contribuir com o bem-estar físico e mental de quem dedica a vida a cuidar da saúde das pessoas. As apresentações são dirigidas aos profissionais da área e ministradas mensalmente por médicos voluntários.

“Afinal, se os profissionais não cuidarem de si, como poderão cuidar dos pacientes?”, questionou. Em seguida, ela abordou os pilares do bem-estar: sono, alimentação, exercícios físicos e saúde mental-emocional.

O encontro aconteceu no domingo (9), às 17h, no Templo de Salomão, em São Paulo. Contou igualmente com videoconferência para todo o Brasil em que aproximadamente 600 pessoas participaram simultaneamente.

Saiba mais sobre o programa social

O Grupo da Saúde surgiu em janeiro deste ano e possui 18.427 voluntários. Eles prestam auxílio aos doentes, seus familiares e profissionais da classe médica de todo o Brasil.

Para levar alegria ao ambiente hospitalar foi criado o “Sorriso Saúde”. Semanalmente, voluntários se vestem de palhaço e levam música e contação de histórias aos enfermos. Também há o “Grupo de Apoio à Saúde”, que oferece alimento para quem aguarda por atendimento médico em filas.

O Grupo da Saúde promove, ainda, rodas de conversa e palestras para médicos, enfermeiros, psicólogos e demais profissionais dos hospitais.

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