Decepções de final de ano

Para muitos, o período das festas de Natal e Ano Novo agrava o quadro depressivo e aflora os piores sentimentos, sem que saibam que o problema é espiritual


Por Marcelo Rangel / Fotos: Fotolia, Debora Barcelos e Demetrio Koch

Depressão não é frescura, como muitos acham. É levada a sério pela ciência como uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que altera o humor com uma tristeza profunda.

Atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 350 milhões de pessoas sofrem desse mal no mundo e estima-se que até 2030 ele seja a doença mais comum no mundo. No Brasil, os números são bem significativos: ela atinge cerca de 10% da população – mas apenas 4%, em média, sabe que sofre da doença.

A época de Natal e Ano Novo agrava esse quadro em muitas pessoas. Em alguns países, é o período do ano em que mais ocorrem suicídios e internações hospitalares. A pressão da mídia pela obrigação de participar em ceias ou para forçar uma harmonia às vezes nada real piora tudo. Mas por que justamente esta época do ano que as propagandas divulgam que seja de paz, harmonia, felicidade e contentamento causa esse efeito contrário ao que pregam?

Cecília Zylberstajn, psicoterapeuta em São Paulo, explica que “o final de ano é uma fase de muita reflexão, de fazer um ‘balanço’ do que foi realizado ou não, uma época em que aquela velha pergunta ‘quem sou eu’ bate forte e há uma inevitável comparação com o mesmo período do ano anterior e isso pode causar contentamento para alguns e frustração para outros”.

“Alarme” e “lente de aumento”
Cecília compara o fim de ano a um “aniversário coletivo”, com os mesmos anseios e preocupações de data. Os “sinais natalinos” fazem “tocar um alarme que esteve silencioso o ano todo, que mostra que o tempo está passando, e isso faz com que muitas pessoas façam reflexões, o que não é necessariamente ruim nem precisa ser”.

A especialista explica a diferença entre essa época do ano e as outras: “quando as propagandas e decorações de Natal começam a aparecer e tornam as ruas e casas diferentes é como um soco no estômago. Você finalmente tem noção, como não tinha antes, de que o tempo está passando. E só sente isso porque parou para olhar”.

As festas de Natal e Ano Novo, às vezes, são a única chance no ano de reunir toda a família. “E os festejos têm um poder de ‘lente de aumento’ em relação aos acontecimentos tanto para o lado bom quanto para o ruim”, diz Cecília.

Algumas famílias têm o seu primeiro Natal ou Réveillon sem um parente que perderam recentemente e esse momento difícil parece ainda pior; já pessoas solitárias têm uma impressão de que a solidão aumentou.

Problema espiritual
A OMS já indicou que a depressão é uma doença e que afeta boa parte dos seres humanos do planeta, porém não apontou a causa desse mal. O Bispo Edir Macedo, em seu blog, esclarece o assunto: “sou leigo em medicina convencional, mas entendo um pouco da espiritual. E depressão é um problema estritamente espiritual”, alerta.

E, ao contrário do que muitos acham, a cura para essa doença espiritual não vem de rituais, trabalhos ou qualquer atitude “religiosa”. É questão de fé na própria Palavra de Deus: “a fé bíblica não tem nada, absolutamente nada, a ver com qualquer tipo de religião ou coisa parecida. A Bíblia dispensa toda e qualquer religião. É na fé bíblica que você encontra Espírito e Vida”, explica o Bispo.

Confira a seguir histórias de pessoas que viveram o que ele explica e como elas conseguiram mudar.

“O fim do ano era a pior época”

Elis Regina Riet da Costa, de 45 anos (foto abaixo), não tinha uma imagem nada positiva das festas de fim de ano. Muito nova, quando morava no Rio Grande do Sul, seus pais se separaram e se mudaram, enquanto ela ficou aos cuidados de parentes e nunca se sentiu em família. Quando começavam a aparecer os sinais dos festejos natalinos, ela diz que “era a pior época, pois aquela sensação de afastamento da família vinha em dose dupla”.

Aos 16 anos, Elis foi para São Paulo tentar uma nova vida. Como vivia sozinha, era chamada por amigos para passar as festas com suas famílias. “Era ainda pior. Não tinha inveja, ficava feliz por eles, mas sentia falta da minha própria família. São Paulo tem um pouco disso, você pode estar conectado a todos, mas ao mesmo tempo está sozinho e essa sensação piorava no fim do ano”, relata.

Durante as festas, Elis tinha pensamentos ruins ao ver seus amigos em família. “Aquilo me feria e eu ouvia vozes me ‘jogando na cara’ coisas como ‘você não tem e nunca vai ter nada disso. Não é ninguém nem mesmo é daqui.’”

Ela tentava abafar aquele sentimento, mas as luzes e os enfeites não a deixavam esquecer. Elis refugiou-se nos vícios. Ela começou com álcool e passou para outras substâncias. Mais tarde ela foi diagnosticada com depressão. “Eu tinha noção de que aquelas comemorações eram falsas e perdia completamente o encanto por elas. Eu até as queria, mas reais, e sabia que não tinha.”

“Eu bebia até dormir, só queria ‘apagar’, me fechava no quarto e não queria mais saber de contato com ninguém. Me sentia num corpo que não era meu, nada fazia sentido, entrei fundo na neurose da depressão.” O uso de drogas levou às más companhias e até ao mundo do crime para sustentar o vício. Casou-se, mas o marido, Francisco (foto acima), também vivia no crime e nas drogas. Chegaram a frequentar a Universal, mas se afastaram.

Eis que um dia Elis teve uma overdose, que resultou numa crise e a deixou em casa por muitos dias. Na época, o marido já queria mudar seu comportamento. Ele assistia à programação da Universal pela TV perto da esposa até que ela caiu em si e reconheceu que precisava de cura. E o casal voltou para a Universal.

Hoje, com o casamento recuperado e a vida transformada, ela e o marido são donos de uma empresa de soluções em manutenção predial e o período de fim de ano nem de longe lembra aquela tristeza de antes: “com o Espírito Santo, eu ‘desaprendi’ o que é ficar triste. A escolha pelo Consolador que o Senhor Jesus tinha nEle e deixou para nós foi a melhor coisa que já fiz. É feita de forma racional, nada emocional. E isso deixa a nossa mente realmente limpa e sem que seja refém de pensamento malignos ou dúvidas”.

O fim de ano de Elis “é uma bênção”, com a virada passada no Templo de Salomão. E o Natal? “Muitas pessoas comemoram o nascimento do Senhor Jesus. Ótimo, Ele nasceu entre nós e precisávamos disso, mas foi o fato dEle ter morrido e ressuscitado que nos trouxe o Espírito Santo e o convívio com Deus. O Espírito que estava no próprio Messias está hoje em mim.”

“Não dependo de festas e luzes para me sentir feliz nem de datas específicas”, diz, com seu sorriso sempre evidente. “Para mim, todo dia é Ano Novo, o início de algo bom.”

“Festas para os encostos, inferno em vida”

A mais velha de 10 irmãos, a cabeleireira Gilvaneide Nazário da Silva, de 53 anos (foto a esq.), de Praia Grande, litoral paulista, considera que nem sabe “o que é infância ou adolescência”, por causa da pobreza, dos vícios dos pais e das brigas do casal na frente dos filhos. Para fugir disso, casou-se com 17 anos e teve dois filhos. Festas de fim de ano? “Eram um inferno”, conta. Principalmente pelo fato de que ela usava a ocasião para práticas espirituais nada boas, como veremos a seguir.

Depois do casamento, tudo na vida de Gilvaneide piorou ainda mais. Ela perdeu tudo o que tinha e teve que morar de favor com os pais na casa da qual tinha saído para ter uma vida melhor. Para completar, doenças atingiam a todos. “Meu casamento era de aparência, morávamos na mesma casa mas não vivíamos como casal. Continuávamos juntos para que nossos filhos não sofressem.”

Procurando solução para a vida, a cabeleireira virou adepta de Iemanjá, para quem fazia oferendas no Réveillon com o marido. “Na primeira vez, demos nossas alianças. Tinha aquilo de pular as sete ondas, jogar o barquinho no mar e fomos fazendo o que era ensinado, pois queríamos uma saída. Por medo, meu esposo sempre obedecia, pois éramos ameaçados pelos espíritos. Mas nunca vinha uma resposta. Dávamos o que não tínhamos e passávamos as festividades sem ter nem o que comer.”

Tentavam mascarar a péssima vida nas festas de dezembro, mas era ilusão, conta Gilvaneide: “o pior final de ano foi quando a família foi toda para a minha casa. Por volta das 22 horas, meu tio, alcoólatra, bateu no meu irmão. Acabou a festa, todo mundo foi embora. A noite que achamos que seria maravilhosa acabou em briga. Planejei por meses, mas foi a maior decepção. Para mim, todo fim de ano passou a ser um momento de tristeza”.

Mas vieram outras desgraças: um dos filhos caiu gravemente doente e ela fez mais trabalhos para as entidades que servia. Ela caiu nos vícios em bebidas e cigarros. Tentou se suicidar na hora em que o marido começou a ver a programação da Universal na TV e indicava que fizesse o mesmo, mas ela não queria saber. Ele tentava se aproximar, mas ela corria. Começou a ver vultos, ouvia vozes e não dormia. Vivia com medo.

Seu esposo insistiu na fé. Defendia os filhos quando ela tentava agredi-los. Sempre carinhoso, não dava ouvidos a provocações e ela desistia. Insistiu para que ela fosse à Universal até que ela concordou. Enfim, veio a liberdade espiritual: “depois que me libertei, passamos a ter uma união maravilhosa. Tivemos mais 15 anos de felicidade, admirando um ao outro, até que ele faleceu, há 11 anos. Formamos uma família totalmente feliz”. O filho doente foi curado.

“A família inteira está na presença de Deus. Meus filhos são maravilhosos. Sou preenchida e tenho tudo. E meus finais de ano passaram a ter local certo: passo a virada no Altar. Nem me lembro de praia, estou no lugar certo e não dependo de data para ser feliz”, conclui Gilvaneide.

“O fim do ano era um fardo pesado”

A empresária Patrícia Fernanda Rosa, de 29 anos (foto a dir.), de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, teve depressão desde os oito anos de idade. Por muito tempo seus dias de Natal e Ano Novo não foram nada fáceis. “Ainda na infância, até ficava feliz com os presentes de Natal, mas cerca de cinco minutos depois já vinha uma tristeza enorme. Aqueles objetos perdiam o sentido, nada dava ânimo e eu sempre procurava ficar sozinha. Lembro que via as pessoas felizes e pensava ‘como elas podem ter alegria, se não vejo sentido em nada?’”

O fim do ano virou um fardo ainda mais pesado na adolescência e no começo da vida adulta: “eu tinha obrigação de ser simpática com as pessoas nas festas, mas me sentia deprimida e sem forças. Não conseguia estudar, nem ser feliz na parte sentimental, enquanto via amigos em suas formaturas, namorando e festejando. Eu era uma pessoa que ninguém tinha vontade de ter por perto, sem energia própria”.

A mãe de Patrícia começou a frequentar a Universal e a orar para a filha ser libertada da depressão. Então a moça teve o seu encontro com Deus e os efeitos foram mais do que visíveis: “tudo mudou. Nos jantares em família já percebiam a diferença e comentavam”.

E o período das festas de dezembro passou a ser mais do que para encontros familiares e ceias: “criei o hábito de fazer uma lista com os objetivos do ano seguinte e apresentar a Deus para que Ele esteja comigo todos os dias”.
Qual foi o segredo? Patrícia conta: “descobri que, para resolver qualquer problema, como minha depressão, da qual fui curada, primeiro era preciso ter o Espírito de Deus, para que só depois eu pudesse realizar meus objetivos”.

A evolução é evidente: “nunca mais passei um final de ano vazia e frustrada. Hoje sou realizada de verdade. Todo mês de dezembro só tenho a agradecer, pois tudo que apresento na minha lista de objetivos para um novo ano, com a Força do Espírito Santo eu realizo. Sou feliz, muito bem casada, estudo outros idiomas e faço faculdade de Direito”. A jovem empresária, livre de qualquer depressão, já tem planos para este fim de ano: “estou pronta para comemorar o fim de mais um ano, todo passado na presença do Altíssimo, e com uma lista já pronta
para o próximo”.

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