Presos constroem um novo futuro

Detentos aprendem sobre mercado digital


Por Redação* / Fotos: Cedidas

Detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, estão aprendendo profissões em áreas promissoras do mercado digital. Os cursos, promovidos pelo programa social Universal nos Presídios (UNP), são de design gráfico, web design, programação e animação 2D e 3D.

Até 2025, uma em cada três empresas usará as tecnologias virtuais em suas atividades. Uma pesquisa norte-americana realizada pelo Brookings Institution apontou que aproximadamente 90% das profissões utilizarão algum tipo de ferramenta digital, mesmo nos ofícios de baixa qualificação.

“Sempre pensei como eu refaria a minha vida quando saísse daqui. Este curso está me dando uma oportunidade que eu queria há muito tempo, que é tentar mudar de vida e viver de forma digna”, disse um participante do curso de design gráfico.

Em todo o Brasil, quase 3 mil encarcerados já foram capacitados em diversas funções, como bombeiro hidráulico, eletricista residencial, serígrafo, esteticista (embelezamento facial), designer de sobrancelhas e pintor em tela.

“Um curso de formação como esse possibilita ao preso se qualificar antes de retornar à sociedade. A ressocialização hoje é o grande desafio que se impõe às instituições que comandam o sistema penitenciário”, afirmou o diretor da Penitenciária Feminina de Guaíba, Rogério Maota, à Record TV do Rio Grande do Sul.

Novas perspectivas
Segundo o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), a maior parte dos presos possui baixa escolaridade. Aproximadamente 75% da população prisional brasileira não chegou a cursar o ensino médio e 51% não concluíram nem o ensino fundamental. Além disso, 6% foram alfabetizados sem frequentar a escola e 4% são analfabetos. Apenas 1% dos presos chegou a iniciar ou concluiu o ensino superior.

Para o professor Roberto da Silva, do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação da Universidade de São Paulo (USP), a educação do preso é um direito. “Não tem mais o que se discutir sobre isso. No entanto, ela é tratada como um privilégio, por meio de projetos, e não como parte de uma política pública de educação.”

* Com informações da UNICom

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