“Criança vê, criança faz”

Educar filhos com exemplos é mais eficaz do que apenas impor regras que muitas vezes nem os próprios pais obedecem. Além disso, é necessária uma orientação espiritual


Por Marcelo Rangel / Foto: Fotolia

O ditado popular que está no título é bem conhecido e também coberto de sabedoria. Os adultos próximos de uma criança são, mesmo sem perceber, referências constantes de comportamento. Os pequenos veem, se inspiram e reproduzem depois os atos de “gente grande”. Por isso mesmo, é muito importante se policiar, pois aqueles olhinhos e ouvidos estão atentos a tudo e a todos e em uma importante fase de aprendizado, mostrado pelos pais, do que é viver para si e para a sociedade.

É comum e saudável que pais e responsáveis estabeleçam regras. Porém, não basta que deem ordens vazias de significado e especialmente quando quem manda não obedece ao que ordena. A criança entende logicamente que, assim como o adulto não respeita aquilo, ela também não precisa fazê-lo.

Como escreve o Bispo Julio Freitas em seu blog: “os filhos acabam sendo o produto não só dos nossos exemplos, mas, especialmente, das nossas escolhas. A cada passo que damos, existe uma responsabilidade maior quando temos um filho, pois, mesmo sem notarmos, ele observa tudo o que fazemos”.

E isso vai bem além de regulamentos de família, acrescenta o Bispo: “de fato, mais do que aquilo que dizemos, pesa mais o que fazemos, pois as crianças aprendem por imitação. Preste atenção a todas as suas ações recentes ou passadas e reveja se elas têm sido condizentes com uma boa ou uma má educação”.

Cuidados no cotidiano
A influência ao público infantil se dá no dia a dia. Mesmo que um casal, por exemplo, tente zelar por seus descendentes, nem sempre o que mostra é coerente. Não é incomum que uma criança veja os pais se desrespeitando no relacionamento, seja por meio de brigas constantes, seja por causa de ofensas, adultério ou falta de consideração, entre outras ações nocivas, e reproduza no futuro esse comportamento com seu cônjuge. Outro reflexo dessa vivência na infância é que, quando adultos, não conseguem ver o casamento como uma união saudável e evitam se casar, apesar de às vezes até gostarem de alguém de verdade e serem correspondidos.

Outra situação cotidiana: uma criança não tem como saber que o pai que xinga e amaldiçoa no trânsito está apenas em um momento de nervosismo. Para ela, é natural repetir essa conduta, que para ela se torna normal, “porque papai também faz”. Quem é agressivo ao volante compromete bem mais do que somente as leis do trânsito, mas o futuro de seus filhos.

Nenhuma geração brota do nada. Ela surge da anterior, colhe os frutos de seu comportamento e os reproduz. O modo de agirmos hoje está influenciando, a cada momento, a conduta de nossos descendentes. E isso não se aplica somente aos pais, pois outros adultos podem ser referências para os pequenos: parentes mais velhos, professores, amigos da família, líderes espirituais e demais lideranças em escolas, clubes, cursos e outros.

Portanto, mais importante do que “faça o que eu digo” é o “faça o que eu faço”. Cabe a nós ficarmos de olho em nossas ações, pois, além disso ser prudente, é nossa obrigação sermos responsáveis.

Para o Bispo Julio Freitas, além de servir de exemplo, o adulto pode proporcionar uma boa educação para as crianças ou pôr em risco seu futuro também com suas ações diretas sobre elas.

Você educa de forma positiva o seu filho quando:
• Dá atenção devida à formação do seu caráter;
• Dá bons exemplos e exige o mesmo, mas com moderação;
• Dá responsabilidades que o farão amadurecer;
• Acompanha o seu desenvolvimento escolar;
• Conhece os seus amigos e os pais deles;
• Mantém um diálogo diário com ele.

Mas você coloca a educação do seu filho em perigo quando:
• Não se preocupa com o futuro dele e, por isso, faz todas as suas vontades, mesmo sabendo que, ao satisfazê-lo, poderá comprometer o seu caráter;
• Não lhe dá bons exemplos, mas exige boa conduta;
• Não o ensina a ser responsável;
• Não cobra bons rendimentos escolares;
• Não conhece os seus amigos;
• Não conversa com ele.

Além disso, para o Bispo, existem outras duas maneiras imprescindíveis de orientar a criançada: de forma natural e espiritual. “Quando se cria um filho de forma natural, ainda que se tenha ‘educado de forma positiva’, não há nenhuma garantia de que a educação dada prevalecerá sobre as influências externas. Já quando se educa de forma espiritual, então, além de prepará-lo para ser um cidadão digno, ele aprenderá a viver pela fé”.

É como destacam as Escrituras Sagradas em Provérbios 22.6: “educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”

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