Tensão no trabalho leva policiais a pensar em suicídio

Polícia militar é a profissão mais estressante do mundo, segundo site americano Career Cast.


22% dos policiais militares já pensaram em suicídio. Pressionados pelo papel institucional, estresse, incompreensão e crítica negativa por parte da sociedade, policiais militares sofrem hoje de um mal silencioso: a depressão. Para prestar apoio a homens e mulheres que, diariamente, colocam a vida em risco em favor da população, o grupo Universal nas Forças Policiais (UFP) tem oferecido palestras e atendimento social dentro das corporações em todo o país.

O UFP tem o objetivo de atender membros das forças de segurança por meio de palestras preventivas sobre corrupção, ética, drogas, estrutura familiar, casamento e educação dos filhos.

O Pastor Roni Negreiros, Major Capelão da Polícia Militar do estado do Maranhão, está à frente do trabalho do UFP e explica as consequências que as pressões sofridas nessa profissão podem causar.

“Há muitos anos trabalhei na Polícia Militar e na Tropa de Choque de São Paulo. As pessoas que atuam nessa área frequentemente são afetadas emocionalmente de maneira muito impactante e, se os problemas não forem cuidados devidamente, podem gerar inúmeros prejuízos para sua vida profissional, pessoal e social”. 

O Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção (GEPeSP) divulgou que 22% dos policiais militares já cogitaram tirar a própria vida. As maiores causas estão relacionadas a problemas familiares e profissionais. Os dados publicados ainda indicam que 43,8% daqueles que tentaram suicídio, não contaram a ninguém sobre esse impulso.

De acordo com a socióloga e pesquisadora do GEPeSP, Fernanda Cruz, a crise institucional da corporação, associada ao estresse e à violência diária, deixam os trabalhadores mais vulneráveis a atos extremos. “Ele se sente dando a vida por alguém que não o reconhece. O policial se expõe ao perigo extremo e não vê retorno”

Um dos militares ajudado pelo grupo é o sargento da Polícia Militar do Maranhão, Jorge Luís da Costa Correia, que participou das atividades oferecidas pelo grupo UFP local.

Segundo o Pastor Roni, ele foi acolhido em um momento muito difícil, pois teve a vida familiar destruída por uma separação, levando o sargento a um quadro de desequilíbrio emocional e desmotivação no seu trabalho. Hoje, a esposa e ele auxiliam como voluntários no trabalho da UFP.

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