Vitória do ex-juiz, no Rio de Janeiro

Eduardo Paes se apresentava como gestor, porém, com os mesmos vícios dos políticos que dominaram o Estado


Por (*) Engº. Luiz Armando Mattos / Foto: Reprodução

Há anos que, no Rio de Janeiro, a tática da união de vários partidos com o apoio de prefeitos e políticos das esferas federais, estatuais e municipais, além de muito dinheiro, ganhava eleição. E depois quem pagava a conta era a população – como a divisão da administração pública em várias secretarias, com milhares de cargos ofertados em retribuição a esses apoios.

Foi assim a fórmula mais uma vez utilizada por Eduardo Paes (DEM) para tentar ganhar do ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC).

Eduardo Paes se apresentava como gestor, porém, com os mesmos vícios dos políticos que dominaram o Estado.

Eduardo, juntamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e o grupo Globo, no segundo turno, fizeram de tudo para enganar o eleitor, manipularam as pesquisas de intenção de voto – chegando ao ponto do Data Folha, no dia 27 de outubro, anunciar que a eleição estava indefinida.

Rodrigo Maia impediu Bolsonaro de se posicionar. A Rede Globo, no sábado, colocou um general da reserva do Exército, chamado Augusto Heleno, sem nenhuma expressão política no Rio de Janeiro, falando que não apoiava nenhum candidato. Tudo para prejudicar o ex-juiz.

Eduardo e a Rede Globo, durante o segundo turno, fizeram uma campanha mentirosa e desonesta contra a administração do atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), tentando mostrar que o Eduardo era o gestor ideal.

Porém, não falaram o que realmente ele e o seu grupo fizeram, de verdade, no município: Eduardo deixou uma dívida de mais de 3 bilhões de reais, cancelou de forma fraudulenta centenas de milhões de empenho – deixando hospitais sem insumos -, contratou milhares de funcionários para clínicas de famílias e Organizações Sociais (OSs) – tudo sem orçamento. Fora as obras e empréstimos, como também, a dívida junto à Caixa Econômica Federal – por causa do Porto Maravilha – e 4,5 bilhões de reais – a serem pagos em 17,18 e 19 -, quebrando de vez o município.

Eduardo deixou uma grande armadilha para Crivella.

Com tudo isso, o trio formado por Eduardo Paes, Rodrigo Maia e Rede Globo não conseguiu dessa vez enganar o nosso povo.

O ex-juiz – um desconhecido, sem apoio e dinheiro – ganhou por uma diferença de 20%. Prefeitos da oposição não conseguiram, em seus municípios, derrotá-lo. Na baixada, Witzel ganhou por uma diferença de 30%.

Eduardo só ganhou por uma margem de 3% na capital, em Niterói e no pequeno município de Rio das Flores.

Essa eleição mostrou que os velhos costumes de se fazer política foram banidos pela população.

(*) O engenheiro Luiz Armando Mattos nasceu e cresceu na zona sul da capital fluminense, é aposentado do setor público e irmão de Marco Antonio de Mattos, ex-secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, e de Carlos Eduardo de Mattos, vereador do município pelo partido Solidariedade (SD).

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