Presidente do diretório municipal do PT de Ubatuba orienta militantes a se infiltrarem em igrejas

Novos ataques políticos e fake news contra a Universal marcam a semana

Por Redação / Imagem: iStock

Nesta semana, um áudio viralizou nas redes sociais. Nele, Gerson Florindo, presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Ubatuba, litoral paulista, pede para os militantes se infiltrarem nas igrejas evangélicas em um ato contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro do Partido Social Liberal (PSL). Leiam um trecho da declaração:

“Se a gente organizar aqui um grupo de pessoas, for participar dos cultos nas igrejas evangélicas e ficar atento até o momento em que o pastor se manifestar na área política e fazer defesa do Bolsonaro, a gente faz a contestação dentro da igreja. Levanta-se e fala para ele que nós somos contrários: eu vim aqui para me evangelizar e eu já estou indo embora porque isso aqui misturou política com religião”.

Gerson continua: “Eu saio dali, causo um fato na igreja e a gente deixa uma outra pessoa para ver o que o pastor vai falar. Acho que é uma proposta que pode nos ajudar a dar nossa contribuição para a campanha”.

Em entrevista ao programa Brasil Notícias, da Rede Aleluia, Gerson confirmou a autoria e a intenção da convocação:

“Eu tinha como objetivo contrapor o adversário em campanha eleitoral. Ocorre que o áudio foi repassado por pessoas mal-intencionadas. E também não vou retirar a minha crítica. Também não posso concordar com as posições políticas desses pastores.”

O Bispo Robson Rodovalho, líder da Fundação Neo-Petencostal e Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, afirma que as intenções da militância ferem a liberdade e a democracia:

“Eu achei um áudio bastante infeliz, mostrando o momento de muita angústia, de muito desespero e, pior ainda, incitando outros a estarem dentro das igrejas disfarçadamente para constranger o ambiente. Então feriria mais ainda o direito constitucional do livre exercício da fé. O livre exercício do culto. A gente assistir ao cerceamento de liberdade de expressão é grave.”

O Mestre em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) André Assi Barreto também teve acesso ao conteúdo e afirmou que essa atitude não é ética:

“Claramente na intenção de criar confusão, de colocar dúvida na relação entre o fiel e a sua igreja, e o seu líder religioso.”

Ataques à Universal

No último final de semana mais uma Universal foi alvo de ataques políticos. Dessa vez o vandalismo aconteceu em Araraquara, no interior paulista. O Pastor Wilson Santos, responsável pela evangelização na cidade, conta o que aconteceu:

“Quando nós fomos abrir a catedral de Araraquara nos deparamos com uma série de folhetos de política falando contra a igreja. Uma semana antes passaram aqui na porta da catedral com palavras agressivas e gestos obscenos. A gente fica triste, porque não fez nada contra ninguém… Pelo contrário: a gente respeita qualquer tipo de manifestação contrária.”

André Assi Barreto ressalta que a intolerância tem crescido neste período que antecede o segundo turno:

“É evidente que a esquerda, por meio deste partido que está tentando virar as eleições, sabe que os valores da comunidade evangélica e cristã como um todo não vão de encontro aos valores defendidos pelo PT e pelo seu candidato, e ela precisa reagir de alguma maneira. Depois que o Bispo Edir Macedo declarou seu apoio ao candidato Jair Bolsonaro choveu uma série de fake news, ou seja, de desinformação plantada pela esquerda.”

Na última semana, duas informações incoerentes foram espalhadas nas redes sociais: em um vídeo um homem afirmava ter participado de uma reunião política com o Bispo Edir Macedo e, desde então, teria mudado seu voto.

Já uma falsa capa de jornal que circulou pelo Whatsapp relatava uma proposta do presidenciável Jair Bolsonaro para mudar o tom de pele de N. Sra. Aparecida. Segundo o texto, a ideia teria sido discutida em reunião com o Bispo Edir Macedo.

Ambas as informações são falsas. O Bispo está fora do Brasil há mais de dois meses. E o cientista político Edson Rildo reforça que o eleitor precisa tomar muito cuidado com os materiais que recebem nas redes sociais para votar consciente no segundo turno, que acontecerá no próximo dia 28 de outubro:

“Eu acredito que o mais importante é o eleitor avaliar com mais clareza, com cuidado, as mensagens, as notícias, os vídeos que chegam e ter um consenso de analisar se aquilo que está sendo dito de fato procede, tem origem verdadeira.”

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