Programa social resgata jovens em situação de vulnerabilidade no Suriname

Na capital do menor país da América do Sul, crianças e adolescentes são vítimas da prostituição e da criminalidade  


Por UNIcom / Fotos: Jhuan Matos e Abigail Panka da FJU Suriname

Quatrocentos jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social, no Suriname, participaram de evento esportivo-cultural na capital em Paramaribo, no sábado, dia 8 de setembro.

Realizado pelo programa social Força Jovem (FJU) do Suriname, o evento teve o objetivo de elevar a autoestima dos participantes. Ao mesmo tempo, a ação procurou conscientizá-los da importância de levar a vida de forma saudável.

Foi realizado um torneio de futebol masculino, além de apresentações teatrais, de dança e sarau de poesia com o tema “Driblando os Problemas dos Jovens na Sociedade”.

Segundo a Organizações de Bairro Suriname, na capital do menor país da América do Sul, a prostituição atinge meninas de 12 a 19 anos. Também, parte de 20 mil jovens, com idades entre 15 e 19 anos, estão na criminalidade

De acordo com a neuropsicóloga que atua em Paramaribo, Sila Kisoensingh, nove em cada dez crianças surinamesas, enfrentam abuso físico ou mental. O fato provoca o abandono escolar precoce e “estimula o ingresso em gangues, no circuito de drogas ou na prostituição juvenil.”

 Inclusão social por meio do esporte e cultura

O coordenador da Força Jovem no país, Pastor Aleixo Prates, destacou que o uso do esporte na prevenção da delinquência juvenil, é um dos itens apontados pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) da ONU como uma das estratégias para tornar o mundo mais seguro.

Nesta linha, ele organizou, pela primeira vez no Suriname, o que chamou de “FootShow”. O evento foi realizado no conhecido estádio Ismay van Wilgen Sporthal, estrategicamente, para chamar a atenção dos jovens.

Oito times de futebol disputaram a taça. O Pulse, de Land van Dijk, venceu o torneio. O segundo lugar ficou para o Dynamic, do bairro Flora. Time Sky, de Tourtonne, ficou com a terceira colocação

Entre as partidas, as apresentações culturais animaram a plateia. A declaração de Charlain, de 27 anos, uma das integrantes do FJU, emocionou os presentes: “Eu era infeliz no meu interior, me sentia sozinha e não conseguia controlar meus sentimentos. Já não sabia se eu era menino ou menina”, declarou.  “Hoje, me visto como uma dama e não tenho mais complexos de inferioridade e nem ódio.”

O coordenador da FJU explicou para os jovens que “sempre existe uma saída para enfrentar seus problemas, primeiramente por meio da fé, depois por meio da cultura, educação e esporte.”

Nova ação social do FJU já está marcada no país. Será em 17/11, o “Saiba Dizer Não”, voltado para os jovens aprenderem a combater mazelas como bullying, drogas, suicídio e preconceito. 

A FJU é um programa social da Igreja Universal do Reino de Deus e está presente em países das Américas, Europa, África, Oceania e Ásia.

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