A razão de você ter que perdoar

O perdão é uma das maiores expressões de amor e pode acabar com mágoas e ressentimentos


Por Camila Dantas / Foto: Fotolia e Divulgação

O Reino dos Céus é totalmente contrário ao reino deste mundo. “O ser humano, quando passa pela ‘porta estreita’ e inicia a sua jornada no Reino de Deus, precisa estar cônscio de que neste mundo há regras para as quais não se poder dar um jeitinho”, explica o Bispo Edir Macedo no livro O Perdão.

Neste mundo é considerado melhor aquele que usa trapaças, mente e comete injustiças, mas a base do Reino de Deus é o amor, amparado na força do perdão. “Sem que haja o sincero perdão, o amor se desqualifica e, consequentemente sofre o Reino de Deus, que desce quase ao nível do reino deste mundo”, lembra o autor. O perdão é fundamental para todos os que desejam entrar pela porta estreita, seguir os passos de Jesus e possuir Seu

caráter.

O Bispo esclarece ainda que “o pecado é como uma doença que, quantas vezes venha sobre nós, sempre procuramos nos livrar dela; da mesma forma são os ressentimentos não repelidos do coração: precisam ser extintos cada vez que encontrarem receptividade”, ou seja, não existe limite para o perdão e ele precisa ser liberado quantas vezes forem necessárias.

Barreira intransponível
Ele diz ainda que, quando uma pessoa não consegue perdoar, ela cria para si uma barreira difícil de ultrapassar e que a impede de estar próxima de Deus. “Está é a razão de existirem muitos que professam a fé cristã, mas não alcançam a plenitude de vida.”

Eu devo confessar?
Quando a pessoa tem mágoa de alguém que não sabe disso, deve perdoá-la secretamente ou confessar abertamente. “Isso depende de cada um. Se por acaso a pessoa magoada sentir no coração o desejo de confessar, confesse-o. Mas, se não sente necessidade, pode perdoá-la secretamente.”

Independentemente da forma que o perdão vai ser concedido, o autor enfatiza que o importante é não guardar, de forma alguma, nenhum ressentimento. Ele lembra, porém, que há mágoas que precisam ser confessadas, porque, ao esclarecemos o porquê de todo ressentimento, retiramos de dentro de nós a semente do mal.

O tempo
O autor destaca que, dependendo da falta cometida, há chances de o tempo apagar os ressentimentos, mas isso não deve servir de regra para conceder o perdão. No entanto cita que “também há o risco de que o tempo faça com que se criem condições para gerar outros ressentimentos, que até então eram banais”.
Há sempre o perigo de uma mágoa trazer outras em processo rápido. “Por isso, é muito melhor que haja um acerto de contas o mais rápido possível, para que isso não venha a ocorrer”, recomenda o Bispo Macedo.

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