Como Deus vê uma autoridade?


Por Kelly Lopes / Foto: Reprodução/RecordTV e Fotolia

Desde os tempos antigos, o povo sempre necessitou da figura de um líder que o governasse e o representasse, como aconteceu em Israel, por exemplo, no período bíblico, logo depois da nação ter sido governada por juizes, especialmente pelo profeta Samuel. O povo passou a rejeitar esse modo de governo que Deus havia constituído, menosprezou a liderança de Samuel e pediu um rei que o governasse, conforme registrado nas Sagradas Escrituras: “Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá. E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor.” (1 Samuel 8.4-6).

Mas Deus, que conhece o íntimo do homem, sabia que a rejeição de Israel não era ao profeta Samuel e que o pecado praticado pelos filhos dele foi apenas uma desculpa para o povo fazer essa exigência, como descrito em 1 Samuel 8.7-8: “E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti.”

Então, o profeta Samuel, a mando de Deus, alertou os israelitas sobre as consequências de terem um rei representando-os: ele poderia tomar seus filhos para servidão e as filhas por cozinheiras e se apossaria do que o povo tivesse de melhor, como propriedades e rebanhos. Porém o povo não deu ouvidos a Samuel.

Autoridade permitida por Deus
De acordo com a Bíblia, Samuel, então, convocou o povo e reuniu todas as tribos, desde a de Benjamim até chegar em Saul, filho de Quis. Saul era jovem, alto e formoso. Destacava-se pela aparência e atendia às expectativas dos israelitas que desejavam exibir um rei para as nações vizinhas. Então, Deus instruiu que Samuel o ungisse como o primeiro rei de Israel, cumprindo assim o desejo do povo.

A escolha não era conforme a vontade de Deus, mas conforme o pedido do povo judeu. Afinal, o Senhor não havia se recusado a governar Israel; foi Israel que insistiu pelo reinado de uma figura humana, e, assim, Ele permitiu. O povo, então, se alegrou com a escolha de Saul.
Saul começou bem seu reinado: liderou o exército que derrotou inimigos de Israel, como os amonitas, e teve sua

gestão marcada por batalhas, especialmente as que enfrentou contra os filisteus – principal nação inimiga. Foi nessas batalhas que o jovem Davi saiu do anonimato ao matar o gigante Golias.

Só que os pecados de Saul arruinaram seu reinado. Ele deixou de confiar no Senhor e, em uma das batalhas contra os inimigos amalequitas, desobedeceu à ordem de Deus de exterminar totalmente aquele povo. Em vez disso, poupou da morte o rei e os melhores animais.

Deus conhecia o coração de Saul, que, na verdade, sempre esteve distante dEle. Então, o profeta Samuel anunciou a Saul que o Senhor o havia rejeitado e que buscava um novo rei para aquela nação: um “homem segundo o Seu coração” (1 Samuel 13.14).

A autoridade da vontade de Deus
Depois de rejeitar Saul, Deus anunciou a Samuel a escolha de Davi. Diferentemente do primeiro rei, Davi não foi escolhido pela aparência, mas pelo seu coração. Deus disse a Samuel: “Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” (1 Samuel 16.7).

Cumprindo o que Deus havia ordenado, Samuel foi até a casa de Jessé, pai de Davi, para ungir o escolhido de Deus como o próximo rei. Então, daquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. (1 Samuel 16.13). Ele não estaria mais sozinho e seu reinado teria a direção do Espírito de Deus, diferentemente de Saul. Essa é a principal característica de uma autoridade instituída pela vontade de Deus.

Perseguido por Saul, Davi viveu como fugitivo por um período. Ele sempre respeitou a autoridade de Saul, mesmo quando foi ameaçado de morte por ele. Ao saber da morte de Saul, Davi rasgou as suas vestes em sinal de tristeza e chorou. (2 Samuel 1.11-12).

Davi só assumiu o trono após a morte de Saul e de seus filhos, quando tinha 30 anos. Foram grandes as suas realizações. Seu reinado foi marcado por lutas, destacando-se a que derrotou os filisteus. Entre seus feitos, levou a Arca da Aliança (representação de Deus no meio de Seu povo) para Jerusalém e orientou seu filho Salomão quanto à construção do Templo. Apesar de seus defeitos, ele sempre se arrependia diante de Deus com humildade.

Deus sempre permitiu que o homem exercesse sua autoridade, fosse ela instituída ou permitida por Ele. No cenário atual não é diferente: um bom governo representa a solução das mazelas sociais. Dessa forma, o povo deve atentar para não cometer o mesmo erro de Israel, que considerou apenas a aparência do primeiro rei. Ao contrário, é preciso analisar bem as propostas de nossos candidatos, pois a qualidade da autoridade sobre os eleitos refletirá em seus mandatos e no povo.

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