Novela da Globo para adolescentes promove ideologia de gênero

Cena exibida recentemente ofende defensores da família e tem gerado polêmica. Entenda


Por Redação (*) / Foto: Reprodução

Recentemente, uma cena exibida em uma novela para adolescentes da Rede Globo, que vai ao ar todas as tardes em rede nacional, gerou muita polêmica. No capítulo em questão, atores explicam o que é a identidade de gênero e detalham as diferentes nomenclaturas.

A cena repercutiu muito, uma vez que a novela vem sendo criticada por abordar frequentemente assuntos relacionados à identidade de gênero.

A postura da emissora contraria vários estudos e alertas de identidades como da Sociedade Americana de Psiquiatria que afirma não ser possível constatar um conflito permanente de identidade de gênero de forma tão precoce.

Em entrevista ao Brasil Notícias, programa da Rede Aleluia – apresentado pelos jornalistas Ana Carolina Cury e Décio Caramigo, o professor de História e Mestre em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Andre Assi Barreto, concorda com a posição da Sociedade Americana de Psiquiatria e afirma que induzir a discussão de gênero para crianças e adolescentes pode atrapalhar o desenvolvimento.

“A cena apresentada na novela ‘Malhação’ é ofensiva para as crianças, porque posta uma discussão na qual elas não estão prontas para receber e fazer parte; o repertório cognitivo delas ainda não é adequado para aprender discutir esse tipo de questão, ou seja, de gênero. Cientificamente falando, a questão de gênero é extremamente controversa. Aí vem um grupo de pessoas que diz que ele tem um corpo de homem, mas ele pode ser mulher; tem um corpo de mulher, mas pode ser homem. Isso pode ser prejudicial à criança, porque pode levá-la a um problema chamado ‘disforia de gênero’”, descreveu Andre.

Segundo enfatizou o professor, talvez muita gente não saiba disso, mas essa questão de a pessoa ter um sexo e atribuir a si própria um outro gênero – que não corresponde a seu sexo -, era considerada uma doença até muito pouco tempo atrás chamada disforia de gênero. “Então, você empurrar essa discussão goela abaixo por vias culturais para os públicos infantil e adolescente pode ser bastante prejudicial e levá-los à confusão”.

O The American College of Pediatricians (ACPeds), entidade americana que reúne pediatras e outros profissionais de saúde, declarou que a ideologia de gênero é nociva às crianças e fez um pedido aos legisladores e educadores dos Estados Unidos para que “rejeitassem as políticas que doutrinem as crianças na aceitação desses conceitos”.

Em entrevista ao Brasil Notícias, o médico psiquiatra Rômulo Bioza e Elaine Balbino, psicóloga  especialista em análise do comportamento,  ressaltaram que os jovens não estão preparados para vivenciar esse tipo de discussão.

“É algo que pode desenvolver uma confusão na mente da criança, do adolescente e do jovem”, destacou Rômulo.

“Questões delicadas, como discussão sobre gêneros, veiculada de maneira leviana, prejudicam muito a formação do adolescente, por exemplo; a maior confusão acontece frente a essas questões, podendo gerar conflitos psicossociais e de personalidade”, ressaltou a doutora Elaine.

Confusão sobre a identidade

Segundo um levantamento feito na Escócia, a implementação da ideologia de gênero nas escolas causou um aumento no registro de casos de jovens dizendo-se confusos sobre a sua identidade masculina ou feminina.

O Scottish Public Health Network, responsável pela publicação do relatório, afirmou que crianças com apenas 6 anos de idade estavam sendo encaminhadas para unidades especializadas alegando confusão de identidade de gênero.

A psicóloga Cristiane Pertusi também comentou a novela em questão e criticou a ideia de implantar a ideologia de gênero.

“Eu acho que a gente tem que prestar atenção exatamente nessa questão de gerar uma confusão sexual ou uma estimulação precoce da sexualidade”, enfatizou a médica.

Assim, de forma geral, a repercussão da cena foi muito negativa. O público não gostou nem um pouco da maneira como a emissora abordou o tema, ainda mais por se tratar da educação das crianças.

“Eu achei um absurdo essa cena, porque eu estava assistindo com a minha filha de 11 anos e eu tive que, imediatamente, tirar do canal, pois eu não admito que ela, com essa idade, assista uma cena dessa”, pontuou a telespectadora Ana Paula, de 39 anos, mãe de 3 filhos.

Para o administrador de empresas Heros Iarossi, de 35 anos, que é tio de dois meninos, indignação é o que ele sente em relação à cena discutida nessa reportagem. “Ela traz um tema polêmico, em horário impróprio e para um público que ainda não tem um senso crítico formado a respeito do assunto debatido”, finalizou.

(*) Reportagem especial do programa Brasil Notícias, da Rede Aleluia

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