Medo de amar faz as pessoas aceitarem a solidão

Saiba por que é importante abandonar os traumas do passado para viver o amor verdadeiro



Por Por Ana Carolina Cury / Fotos: Fotolia e Cedida

O medo de sofrer assombrou por muitos anos a vida da empresária Jennifer Coelho da Cunha, de 27 anos (foto abaixo). Ela sonhava viver um grande amor um dia, mas, por não ter uma referência masculina dentro de casa, não sabia ao certo como lidar em um relacionamento amoroso. “Minha vida sentimental não tinha base nem referência. Por isso, eu seguia meu coração, queria apenas viver o momento.”

Jennifer viveu solitária e com medo de se relacionar por vários anos. “Depois que engravidei, sem planejamento, sem estrutura financeira nem emocional, fiquei bloqueada porque também adquiri um novo medo: o de não ser aceita com uma criança pequena”, revela a jovem, que teve sua filha aos 21 anos.

Reconheça o problema

Segundo a psicóloga Alessandra Souza de Amorim, o medo paralisa e faz com que as pessoas vivam solitárias e aceitem a tristeza. Ela orienta que é preciso lutar para vencer esse sentimento e o primeiro passo é buscar entender a raiz dos problemas. “É necessário que a pessoa se conheça e identifique a razão do medo. Se ele tem relação com o aprendizado do que seria a vida a dois, se é uma dificuldade em se aceitar (ou aceitar o outro), se houve alguma experiência amorosa que gerou infidelidade e mentiras ou se ele é apenas uma forma de defesa usada para se afastar de tudo que se relaciona ao amor”, recomenda.

Independentemente de qual for a raiz do problema, fingir que ele não existe não mudará a situação. “Uma hora os galhos aparecerão, os frutos nascerão e muitas vezes eles poderão não ser tão agradáveis”, alerta a psicóloga.

É possível ser feliz

Em 2016, Jennifer comprou o livro Namoro Blindado, de autoria de Renato e Cristiane Cardoso. Depois da leitura, ela decidiu conhecer a Terapia do Amor (palestra voltada aos que precisam de direção para obter sucesso na vida amorosa). “Estava passeando e vi o livro na estante de uma livraria e me interessei. Tudo que estava escrito ali me mostrou outra perspectiva e uma nova forma de enxergar a vida a dois. Fiquei curiosa para saber mais sobre o amor inteligente que os autores falavam e fui conhecer a Terapia”.

Nas palestras, Jennifer entendeu que o medo trazia muitas consequências ruins à sua vida e que precisava usar as ferramentas certas para mudar. “Foi lá que comecei a me valorizar. No fundo eu não me aceitava e na Terapia entendi o que é o amor-próprio e que ele vai além de ser aceita ou não por alguém. Assim, decidi parar de viver do passado e me superar. Minha mudança foi notada por todas as pessoas que conviviam comigo, passei a me amar, a me valorizar e minha mente mudou em relação ao passado”, conta.

Durante esse período de transformação, ela conheceu seu atual marido, o bancário Alan Maurício Casuo, de 31 anos (foto acima). “Quando nos conhecemos, já estava confiante e pronta para me relacionar, sem medos ou inseguranças. Estamos casados há seis meses e somos felizes e completos. Quando olho para trás, me alegro por não ter desistido de me reconstruir como mulher, de ter deixado o medo de me relacionar no passado e avançado para minha mudança interior”, conclui.

Vida amorosa

Para saber mais como resolver os problemas da vida amorosa, participe das palestras da Terapia do Amor, todas às quintas-feiras, em uma Universal mais próxima de você. A cada palestra, casais, noivos, namorados e solteiros aprendem sobre o amor inteligente e como desenvolver o relacionamento a dois.

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