A cada 12 minutos uma pessoa morre no trânsito

Campanha alerta para a importância de combater os altos índices de acidentes

Por Por Katherine Rivas/ Foto: Fotolia

O Movimento Maio Amarelo está nas ruas, mais uma vez, para conscientizar cada cidadão da sua responsabilidade no trânsito. A escolha de um laço amarelo como símbolo da campanha, que já está na 5ª edição, representa a cor da sinalização de advertência no trânsito e alerta para os acidentes – que se tornaram uma epidemia no País. Por isso, é importante chamar a atenção da população para a necessidade de adotar comportamentos mais seguros e responsáveis.

A ação destaca o alto índice de mortes e de feridos no trânsito, com o objetivo de gerar um debate entre sociedade, órgãos públicos e sociedade civil sobre segurança viária. Há 7 anos, neste mesmo mês, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretava a “Década de Ação para Segurança no Trânsito”, com o desafio de poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundiais, cinco milhões de vidas até o ano de 2020. Por isso, o mês de maio é dedicado ao assunto em diversos países.

Diariamente, três mil vidas são perdidas nas estradas. Os acidentes de trânsito são a 9ª maior causa de mortes no mundo e a maior responsável por mortes de jovens de 15 a 29 anos de idade.

Campanha

Este ano, a temática da campanha Maio Amarelo é “Nós somos o trânsito”. Para José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, a escolha do tema é um alerta. “Qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça quando pensa na palavra trânsito? Com certeza, você pensará em congestionamentos, buzinas, placas de trânsito, semáforos. Esquecemos que o trânsito é feito de pessoas. Vamos repensar a mobilidade urbana e juntos fazer do trânsito um momento mais humano, respeitoso e seguro?”

Dados indicam que 90% dos acidentes são causados por falha humana e negligência. Nos últimos anos, o crescimento exponencial do uso de celulares durante a condução de veículos está encabeçando a lista de mortes e acidentes.

Entre os cinco fatores de risco da insegurança viária estão: conduzir o veículo com excesso de velocidade, dirigir sob efeito de álcool, não usar capacete, não usar cinto de segurança, nem equipamento de proteção infantil, como as cadeirinhas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), caso nenhuma ação seja feita até 2020, o número de mortes no trânsito será de 1,9 milhão de pessoas. Em 2030, será de 2,4 milhões.

Diagnóstico no Brasil

Segundo a OMS, o Brasil é o 5º país do mundo com o maior número de mortes por acidentes de trânsito, atrás apenas da Índia, China, EUA e Rússia. A cada minuto, uma pessoa fica com sequelas por conta desses acidentes no País.

Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, o custo das ocorrências de trânsito no Brasil é de mais de R$ 52 bilhões (dados de 2015).

Com esse valor, seria possível construir 1.800 hospitais e atender 450 mil pessoas por dia, ou construir 28 mil escolas e aumentar em 50% o número de crianças nas creches e no Ensino Fundamental.

“Uma pessoa morre vítima de violência no trânsito a cada 12 minutos, o que representa cinco mortes a cada hora. Esses acidentes produzem a mesma quantidade de vítimas que as agressões no Brasil”, explica José Aurélio Ramalho.

Ele destaca que ainda há muito trabalho pela frente no que diz respeito à segurança viária, mas acrescenta que já houve muitos avanços. “São 20 anos de uma lei respeitada pelos brasileiros. Vejo cada vez mais adeptos na busca por um trânsito mais seguro”, conclui.

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