Estresse é tão grave quanto dieta gordurosa

Saiba as consequências desse problema e como evitá-lo

Por Por Kelly Lopes/ Foto: Fotolia

Um estudo publicado pela revista científica Nature Scientific Reports mostrou que o estresse pode ser tão prejudicial ao sistema digestivo quanto uma dieta rica em gordura. Pesquisadores da Universidade de Brigham Young (EUA) e da Universidade Jiao Tong de Xangai (China) usaram camundongos para analisar alterações intestinais causadas pelo estresse. Metade dos camundongos machos e metade das fêmeas foram submetidos a uma dieta rica em gordura por 16 semanas. Depois desse período, todos passaram por 18 dias de estresse suave.

A pesquisa concluiu que os ratos machos apresentaram maior ansiedade em relação às fêmeas, além de uma atividade diminuída em resposta ao estresse. Nas fêmeas, o estresse alterou a composição da flora intestinal, como se elas estivessem em uma dieta rica em gordura. Embora o estudo tenha sido realizado em animais, os cientistas defendem uma relevância para os seres humanos.

De acordo com a doutora Marilda Novaes Lipp, psicóloga, diretora e fundadora do Centro Psicológico de Controle do Stress (CPCS), não há como separar a parte física do aspecto mental quando se trata de estresse. “Quando a mente está tensa, o corpo também está”, disse a profissional. Ela é Ph.D. em psicologia pela George Washington University e pós-doutora em Stress Social pelo National Institute of Health (EUA), além de ser presidente da Associação Brasileira de Stress (ABS).

Marilda define o estresse como uma reação do organismo, de componentes físicos e/ou psicológicos, causada por alterações que ocorrem quando a pessoa se confronta com uma situação que a irrite, amedronte, excite ou confunda.

No momento que a pessoa passa por uma fonte de estresse, uma sucessão bioquímica, com sintomas variados, acontece no organismo: taquicardia, sudorese, tensão muscular e a sensação de estado de alerta.

“Na maioria das vezes o estresse não vem de fatores externos, mas de condições psicológicas do próprio indivíduo. Isso inclui seu modo habitual de pensar e de sentir. Por exemplo, quem está sempre de mau humor tende a ver o mundo de modo negativo, já que focaliza a atenção nos aspectos ruins do dia a dia. Assim, a saúde mental e física pode ser abalada.”

Quem vive sob grande carga de estresse pode desenvolver doenças graves e afetar profundamente sua qualidade de vida. Dentre as doenças estudadas como fator contribuinte ou desencadeador estão a hipertensão arterial, úlceras gastroduodenais, câncer, psoríase, vitiligo, retração de gengivas, depressão, pânico e surtos psicóticos. “O estresse não pode ser atribuído como causa dessas patologias, mas como uma ação desencadeadora ou agravante das doenças.”

A profissional explica que é possível evitar que o problema se torne excessivo por meio de mudanças de atitude no dia a dia e até por meio de um regime alimentar antiestresse e de exercícios físicos e de relaxamento. Confira, abaixo, algumas dicas encontradas em “Estratégias de Controle” *.

Educativas

– Saber o que é estresse

– Saber reconhecer os sintomas do estresse no corpo, na mente e nas relações interpessoais

– Identificar as fontes externas de estresse

– Identificar os estressores internos (a fábrica particular de estresse de cada um)

Situacionais

– Tentar eliminar os estressores possíveis de serem eliminados

– Aceitar os estressores inevitáveis

– Reinterpretar os estressores inevitáveis, ou seja, ver o lado positivo de cada estressor essencial em sua vida

Enfrentamento para atenuar os sintomas

– Rir, brincar e usar o senso de humor

– Desligar dos problemas por alguns minutos durante o dia

– Usar técnicas de relaxamento

– Consumir verduras, legumes e frutas

– Praticar alguma atividade física

Enfrentamento de efeito duradouro

– Reconhecer e respeitar seus limites

– Tomar uma atitude ative frente à vida com técnicas de resolução de problemas

– Aprender a dizer “não”

– Utilizar o apoio de colegas no trabalho

– Lembrar que nada ruim dura para sempre

* Estratégias de controle integram os “21 passos de manejo do estresse”, elaborados pela Doutora Marilda Lipp e disponíveis, na íntegra, em www.estresse.com.br

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