O que fazer diante do diagnóstico ruim?

O medo é comum, mas a fé traz conforto e auxilia no tratamento médico



Por Por Ana Carolina Cury / Fotos: / Arte: Edi Edson

Só quem já recebeu o diagnóstico de uma doença sabe o que significa ter que lidar com a perspectiva de um futuro incerto. Questionamentos como “será que vou sofrer muito?” ou “quanto tempo me resta de vida?” pairam na mente daqueles que descobrem uma anomalia no organismo. O medo se torna grande ao perceber que, para enfrentar aquela enfermidade, será necessário passar por um tratamento longo e doloroso.

Recentemente, a mídia trouxe a público a história de um jovem de 22 anos que se recusa a fazer o procedimento de hemodiálise (processo de filtragem mecânica do sangue), necessário por causa de uma doença renal crônica. José Humberto Pires de Campos Filho afirma, sempre que entrevistado, que não quer mais sofrer as dores dessa intervenção médica, pois quer ter uma morte digna.

Desesperada, a mãe conseguiu por meio da Justiça, uma liminar que o obriga a fazer a hemodiálise. Segundo o juiz Éder Jorge, da 2ª Vara Cível de Trindade, apesar da capacidade cognitiva de José não estar comprometida, ele passou por conflitos internos que o levaram ao desinteresse pela vida, o que prejudicou seu processo de decisão.

De acordo com a psicóloga Alessandra Amorim, quem recebe um diagnóstico desse tipo pode reagir com a recusa a se tratar. “Ao negar, a pessoa favorece a piora do quadro. Sem admitir a doença, não existe possibilidade de cura. Já na fase de aceitação, quando a pessoa busca entender o que tem, ela pode até se abater mas não vai permitir que o diagnóstico roube sua fé”, diz.

Então, o primeiro passo na guerra contra a doença é aceitar que existe um problema e lutar contra ele. “Muitas pessoas encontram forças na fé em Deus, no apoio dos amigos e especialmente dos familiares. Existem outras que, após um período de negação, entendem que podem viver os últimos momentos de forma mais leve. Seja como for, a melhor opção é a aceitação. Aceitar não quer dizer concordar, mas implica em fazer o que for possível e preciso para que o quadro possa se reverter a seu favor”, acrescenta.

Quadro grave

Gabriela Freitas (foto ao lado), de 33 anos, foi diagnosticada no dia de seu aniversário, em 16 de janeiro deste ano, com linfoma de Hodgkin, um tumor agressivo, que já estava avançado tomando o tórax, a traqueia e os gânglios da axila.

“Quando descobri a doença foi um impacto muito grande, pois eu não imaginava que teria algo tão grave e mortal. Me senti impotente diante daquela situação”, lembra.

As dores na costela e as tosses constantes tiravam sua força física. “A fraqueza e febre também eram comuns e, com isso, emagreci 20 quilos. Não tinha disposição nem para realizar as tarefas mais simples, como limpar a casa ou subir uma escada”, detalha.

A baixa imunidade causou o surgimento de uma bactéria nos pulmões e Gabriela precisou ser internada. “Fiquei muito debilitada, precisei de aparelhos e oxigênio para respirar e os antibióticos não faziam efeito. Ali me vi frente a frente com a morte”, recorda.

Ela já frequentava a Universal há 18 anos e revela que foi a fé que manteve sua esperança de voltar a ter uma vida sem dor. “Por meio da minha crença, tive a certeza e a garantia de que tudo iria dar certo independentemente das circunstâncias serem ou não favoráveis. Evitei olhar para a situação e me agarrei à fé na Palavra de Deus com toda minha força e convicção”, revela.

Sem abandonar o tratamento, ela passou a se dedicar mais à sua fé. Participou das reuniões da Universal com mais assiduidade, fez propósitos e acreditou em sua cura. “Os médicos não me deram garantia do sucesso nos tratamentos. Eles apenas disseram ‘vamos tentar’. A garantia eu só tive no Altar. Coloquei essa fé em prática e em agosto fui curada do câncer, da infecção nos pulmões e tive minha saúde totalmente restaurada”, afirma.

O dia que recebeu alta médica foi de extrema felicidade para ela. “O momento da notícia da cura foi muito especial, pois ali meu sofrimento tinha acabado. A alegria tomou conta dos membros da equipe médica. Eles choraram comigo e com meu esposo. Hoje, com meu corpo saudável, consigo realizar todas as atividades que preciso, tenho forças e já recuperei meu peso ideal”, comemora.

O que os médicos dizem

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que pacientes que têm fé respondem melhor ao tratamento. Outro estudo, feito pelo Instituto Dante Pazzanese, analisou aproximadamente 250 artigos de todo o mundo e concluiu que a prática regular de atividades religiosas reduz o risco de morte em 30% e melhora a resposta a processos médicos, como quimioterapia e radioterapia, por exemplo.

E é o que defende a médica Julia Barbi, mestre em patologia investigativa pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. “Atualmente, a medicina tem reconhecido que a fé pode ser uma grande aliada para a recuperação. A fé é um fator importante que permite melhor enfrentamento da situação. Ela torna-se um auxílio para superar o medo e o sentimento de desamparo percebidos e ajuda a focar em pensamentos de esperança e de determinação”, explica.

E quando não tem cura?

Você acredita em milagres? Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, a palavra milagre significa um acontecimento fora do comum, sobrenatural, inexplicável pelas leis naturais. Para o jovem balconista Misael Ramão da Silva (foto ao lado), de 25 anos, qualquer pessoa pode viver um milagre em sua vida, desde que dê o primeiro passo: acreditar que ele existe.

Em 2015, depois de ir ao médico com o intuito de investigar a ausência de fome e fraquezas constantes, ele descobriu que estava com o vírus HIV, ou seja, com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). “A médica disse que teria que começar o tratamento o mais rápido possível. Como estava envolvido com drogas e festas, não acreditei que aquilo poderia acontecer comigo e ignorei o diagnóstico. Para mim, o exame estava errado. Assim, fiz o teste novamente e foi confirmado. Me encaminharam para um especialista e comecei o tratamento”, lembra.

Uma simples gripe fazia com que ele ficasse de cama durante dias. “Minha imunidade sempre estava muito baixa e eu ficava doente com muita facilidade. Não podia correr, tinha diarreias constantes e meu pulmão sempre apresentava algum problema”, acrescenta.

No primeiro momento, Misael aceitou que tinha algo incurável e decidiu abandonar o tratamento. “Com isso fui me afundando, entrei em depressão, tinha síndrome do pânico, passei a fumar cigarro. Estava confuso e, a cada dia, os pensamentos de morte só aumentavam. Em dezembro de 2016, tive um começo de overdose”, lamenta.

Depois dessa overdose, ele tomou uma decisão que transformou sua história. “Decidi que minha vida tinha que mudar. Foi quando cheguei em casa, dobrei os joelhos e fiz uma oração e, no dia seguinte, aceitei o convite da minha mãe e fui à Universal. Saí de lá com a certeza dentro de mim de que aquela situação iria mudar. Nas reuniões de cura, eu tomava a água do milagre e fiz minha parte: perseverei com a certeza que Deus me curaria”, destaca.

Foi com essa determinação que o milagre aconteceu na vida de Misael. “Em maio, fiz novamente os exames gerais e, quando retornei ao médico, o vírus estava indetectável. Já não sentia mais fraqueza, não tinha mais diarreias, respirava melhor e carregava dentro de mim a certeza do milagre. O médico pediu novos exames e os resultados mostraram que minha imunidade estava perfeita. Assim, eles constataram a cura. Sou prova viva de que milagre existe”, completa.

Intervenção familiar

O apoio dos entes queridos faz a diferença. A mãe de José Humberto – citado no começo dessa matéria – agiu com o apoio da Justiça para que o filho não desistisse do tratamento. Do mesmo modo, a mãe do Rogério Augusto Ferraz (foto ao lado), de 29 anos, administrador, Elza Maria Candido Ferraz, de 62 anos, dona de casa, também tomou uma atitude ao descobrir que ele estava com câncer no cérebro aos 4 anos de idade.

“O Rogério começou tendo uma pequena paralisia facial e os médicos não descobriam o que ele tinha. Até que passou a ter fortes de cabeça e falta de equilíbrio e, após uma ressonância, veio o diagnostico de câncer. Meu fundo do poço foi quando o médico disse que o câncer estava avançado e que seria muito difícil que ele sobrevivesse porque era ainda uma criança”, conta Elza.

Ao ver o sofrimento dela, sua cunhada a chamou para uma conversa. “Ela me disse que havia um Deus que poderia curá-lo e me convidou para assistir um programa de televisão da Universal e, posteriormente, ir às reuniões de cura batalhar pela recuperação dele. Eu abracei a ideia e fui com ela”, diz.

Os anos passaram e Rogério seguia fazendo o tratamento sem melhoras. “Mas eu aprendi a confiar que Deus iria fazer o melhor por ele. Lembro que passava meses com ele no hospital, sempre orando com fé. Em diversas crises o vi quase morrer. Outras crianças que estavam na mesma situação morreram ao nosso lado, mas eu seguia firme, crendo no milagre”, constata.

Quando estava com 9 anos, os movimentos dele voltaram ao normal e a saúde melhorou de uma forma que ninguém entendia. “Lembro como se fosse hoje: o Rogério estava passando por mais uma das muitas cirurgias e eu falei com Deus ‘ou o Senhor o leva ou o cura. Não aguento mais ver meu filho sofrer’. Graças a Deus, a vontade dEle foi a cura. Hoje, o Rogério faz suas atividades normalmente, se formou em administração de empresas, trabalha, é obreiro voluntário e vive feliz”, completa.

Rogério diz que o poder da fé de sua mãe foi o que influenciou a cura dele. “Ela é uma guerreira. Sempre me falava coisas positivas. Nunca me falou que a doença era grave e que eu estava correndo risco de morrer, mas que o Senhor Jesus Cristo estava comigo e que daria tudo certo. A fé dela despertou a minha e hoje ela é a maior fonte de vida, minha maior arma de luta”, finaliza.

São muitos os estudos que mostram que os pacientes que recebem orações, mesmo sem saber, têm melhora no quadro de saúde em comparação aos que não recebem. Em 1988, o físico Randolph Byrd impressionou o mundo com os resultados de uma pesquisa que realizou a respeito dos efeitos da oração em pacientes cardíacos.

Byrd estudou 393 pacientes internados em uma unidade de tratamento cardíaco em um hospital de São Francisco, nos Estados Unidos. Esses pacientes foram divididos em dois grupos: os que receberam oração e os que não. Nem o médico nem o paciente sabiam quem estava em qual grupo.

Após concluir o estudo, o físico constatou que havia uma grande diferença na qualidade da recuperação dos pacientes que receberam as orações. Estes afirmaram se sentir melhor do que os que não receberam as orações. Desde então, esse estudo deu origem a muitos outros abordando o tema.

Agregue a fé

É preciso entender que a morte chegará para todos, porém é muito importante que, ao descobrir uma doença, o paciente escolha a opção de acreditar, ser otimista, se empenhar e, sobretudo, praticar a fé inteligente. O bispo Francisco Decothé, responsável pela reunião denominada Ritual Sagrado, que tem o objetivo de restaurar a saúde física e emocional e que acontece às terças-feiras às 10h, 15h e 20h no Templo de Salomão, explica que é importante seguir o tratamento e o direcionamento médico, mas a fé é o grande combustível para superar as dificuldades.

“O que recomendo no Ritual Sagrado é que nunca se deve desistir do tratamento, mas tem que aliar a fé e um tratamento espiritual muito forte. Ninguém procura o médico sem que tenha fé no médico e no tratamento. Então, todos têm fé, só é preciso colocá-la na pessoa certa: Deus. Isso é imprescindível para a cura de uma doença”, explica.

Por isso, é importante acreditar e não duvidar. “Para se ter o resultado, a fé tem que estar 100% na cura, não se pode ficar dividido, ou seja, é preciso ter 24 horas o seguinte pensamento: ‘estou curado’. Obedecer à Palavra de Deus e vencer mágoas do passado também são atitudes simples, mas que fazem a diferença e ajudam muito nesse processo”, orienta.

Fé significa ver o invisível e ter a plena convicção de que o que se espera vai acontecer. Mas é a mente que decide: acreditar ou não, lutar ou não. Por isso, aprenda a usar a fé inteligente, aquela que utiliza o poder da mente aliado à crença no sobrenatural, a seu favor. Siga esse caminho e encontre a resposta que você tanto procura. Você pode transformar essa doença em vida. Acredite, lute e persista sempre.

Muitas pessoas fazem e recebem orações para
tratar doenças incuráveis nas reuniões de cura e libertação da Universal. As
correntes acontecem todas as terças-feiras, em todo o Brasil. Veja o endereço
da Universal mais próxima em
universal.org/enderecos .

Colaborou Michele Francisco | mcristina@sp.universal.org.br

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