O que você faz contra o bullying?

Professora conscientiza crianças de forma simples sobre como lidar com essa questão



Por Por Eduardo Prestes / Foto: Fotolia

Nem sempre é uma tarefa fácil falar de um tema polêmico e, ao mesmo tempo, bem específico. Alguns discursos acabam se tornando batidos e não alcançam o objetivo esperado. Nesses casos, usar a criatividade pode ser uma solução eficaz. Um exemplo disso aconteceu no final do mês passado, quando uma professora britânica encontrou uma maneira inusitada para falar a seus alunos sobre o bullying.

Usando duas maçãs, Rosie Dutton pediu que os seus alunos descrevessem as semelhanças entre as frutas. Mas, sem que os alunos soubessem, antes de levá-las para a sala de aula, ela bateu uma delas no chão repetidamente. “Eu peguei a maçã que tinha jogado no chão e comecei a dizer às crianças o quanto eu não gostava dela, que eu a achava nojenta, com uma cor horrível. E disse que elas deveriam xingar a fruta”, conta.

As crianças estranharam o pedido, mas começaram a passar a maçã aos colegas, sempre com um xingamento: “você deve ter vermes dentro de você”; “você é fedida”; “nem sei por que você existe”, entre outros. Em seguida, a professora encorajou as crianças a passarem entre si a segunda maçã. E pediu para que os alunos fossem gentis. “Sua casca é bonita”; “que cor bonita você tem”; “você é uma maçã adorável”, foram algumas expressões.

Depois, a professora segurou as duas maçãs e, com as crianças, falou sobre suas semelhanças e diferenças. As duas continuavam iguais. Rosie cortou as frutas ao meio. A fruta elogiada era clarinha, fresca e bem suculenta por dentro, mas a maçã xingada estava toda machucada e molenga internamente.

“Acho que as crianças tiveram uma espécie de iluminação naquele momento e realmente entenderam. O que vimos no interior das maçãs, os machucados, os pedacinhos partidos, era como cada um de nós se sente quando alguém nos maltrata com suas ações ou palavras”, disse a professora em um post no Facebook.

Ao falar sobre a experiência, ela afirmou que conseguiu que as crianças enxergassem o mal que podem causar com o bullying. “Quando as pessoas sofrem bullying, especialmente as crianças, elas se sentem péssimas por dentro e, muitas vezes, não demonstram nem falam como estão se sentindo. Se a gente não tivesse cortado aquela maçã para ver seu interior, nunca teríamos percebido quanta dor causamos a ela”, afirmou Rosie.

Todos sabem que o bullying é um problema mundial e pode ocorrer em todos os contextos em que há interação de pessoas: na escola, na faculdade, no trabalho e na família. Geralmente, existe uma tendência de não admitir a ocorrência dessa prática, disfarçada de brincadeira, mas negá-la não resolve.

Crianças ou adolescentes que são vítimas dessa prática podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima, tornam-se pessoas que tendem a adquirir problemas de relacionamento e podem desenvolver comportamentos agressivos. Sabe-se que em casos extremos as vítimas podem cometer suicídio.

Uma pesquisa realizada em 2010, no Brasil, com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries.

Por isso, é preciso falar sobre o assunto. Iniciativas como a da professora são construtivas e ajudam a inibir essa prática. Ela dá um exemplo para que, desde pequenas, as crianças aprendam sobre o mal que o bullying faz e que ele machuca as pessoas por dentro.

O efeito do bullying parece imperceptível, pelo menos em uma primeira análise, mas não quer dizer que não haja consequências ruins, por mais que os resultados da prática pareçam invisíveis para muitos.

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