Como tornar suas conversas mais produtivas em 2022

Um cristão deve ser referência para todos e evitar a ignorância e a falta de educação ao dialogar

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Um bom diálogo pode fazer com que você expresse sua opinião, conheça pessoas incríveis e até solucione conflitos. Contudo o oposto dele também é verdadeiro: se você não souber conversar pode acabar sendo mal interpretado, perder a chance de fazer boas amizades e ainda criar alguma confusão.

Conversas produtivas, ao contrário do que muitos pensam e apregoam por aí, não começam com um discurso bonito e eloquente, mas com os lábios ainda fechados e os ouvidos bem atentos. O Bispo Júlio Freitas, em seu blog, escreve sobre a importância de ouvir porque, “em meio à uma sociedade em que devemos ter uma opinião para tudo ou ser ouvido, o ato de ouvir tem se tornado cada dia mais escasso entre nós”. Saber ouvir é essencial. “Quando ouvimos antes de responder, deixamos de lado a possibilidade de cometermos prejulgamentos e entendermos de forma errada determinada situação.”

Todavia o Bispo ainda destaca que, antes de ouvirmos as pessoas ao nosso redor, devemos ouvir a Deus e evitar distrações. Ele ressalta que o Senhor Jesus sempre dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mateus 13.9). O Bispo esclarece que, “quando o Senhor Jesus dizia isso, Ele se referia aos ouvidos espirituais. As pessoas ouvem muitas vozes e muitos ruídos, mas quem tem ouvidos espirituais, ou seja a humildade de espírito, ouve a Voz de Deus e obedece à Sua Palavra”.

Assim, antes de conversar com conhecidos ou desconhecidos, o diálogo deve ser entre você e Deus. Se você estiver constantemente em comunicação com Ele, o Senhor o ajudará a conversar com as outras pessoas, independentemente de local, assunto a ser abordado ou de quem vai falar e ouvir.

Como aproveitar o momento de falar?

Depois de ouvir a outra pessoa com atenção, ocorre a ação essencial: falar e construir o diálogo. Seja para compartilhar uma informação, seja para pedir algo, orientar alguém ou julgar determinada situação, esse momento requer ainda mais cuidado, principalmente com o tom de voz e o vocabulário utilizados.

Ser cordial com todos com quem convivemos deve ser uma das qualidades de qualquer um que se dispõe a servir a Deus, assim como ser educado e gentil, inclusive no modo de falar.

Essa característica é vista em pequenos detalhes, como incluir “por favor” sempre que pedir algo a alguém e dizer “obrigado”, o que demonstra gratidão e cordialidade.

Essas expressões estão entre as primeiras a serem aprendidas, ainda na infância. Certamente, todos já vivemos ou presenciamos uma cena em que uma criança ganha algo e o adulto responsável por ela lhe pergunta: “como é que se fala?” A criança está sendo ensinada a dizer “obrigado”, apesar de ainda não saber o que isso realmente significa. E, se para a criança a boa educação é importante, para o adulto ela é fundamental.

O Bispo Júlio reforça que essas palavras de cordialidade devem fazer parte do nosso vocabulário e serem ditas com sinceridade. Ele faz o seguinte convite: “repensar sua postura diante dos homens e, sobretudo, diante de Deus. Afinal de contas, se você não tem conseguido agradecer às pessoas ao seu redor, muito provavelmente, também não tem tido o costume de agradecer ao Deus Altíssimo”.

A eficiência de seus diálogos está na sua capacidade de compreender o outro antes de se pronunciar. A receita para isso é primeiro ouvir atentamente a Voz de Deus, depois ouvir o próximo e, por fim, falar com sinceridade e cordialidade. Isso vale não só durante as orações e conversas frente a frente, mas também em ligações ou na comunicação via internet.

O segredo para manter conversas produtivas é ouvir atentamente e sem prejulgamentos e usar um vocabulário cordial e educado.

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Autor

Laís Klaiber / Foto: getty images