Isso, sim, é um ataque à democracia
Ele se acha um injustiçado por ter passado uma temporada na prisão, mesmo diante de tantas delações, quando foram confessados o assalto feito à Petrobras, ao BNDES e às demais estatais durante o governo do PT, sem precedentes na história do Brasil. Depois que escapou da prisão por manobras processuais, pois o mérito da roubalheira todos sabemos o desfecho, Lula passou a pousar de dono da verdade. Ele ataca os valores democráticos, a liberdade econômica, o direito à vida e deixa claro que, se for eleito, vai impor ao Brasil um estilo de vida à Venezuela.
Recentemente, o “descondenado” e hoje candidato a presidente da República participou de um debate promovido pela Fundação Perseu Abramo e pela Fundação Friedrich Ebert, uma entidade alemã que promove iniciativas na área de desenvolvimento ambiental. Contudo Lula aproveitou a oportunidade para desferir o ódio que carrega por ter sido levado à prisão pelos crimes que ainda está respondendo no fórum criminal do Poder Judiciário federal.
Ele criticou a classe média brasileira, mostrando-se contra o estilo de vida econômico-democrático e disse que a elite brasileira é “escravista” e que a classe média ostenta um padrão de vida “acima do necessário”, melhor do que o europeu. Vale lembrar que a renda mensal da dita classe média brasileira está entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. A contradição no discurso do petista é evidente.
No evento do centenário do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que ocorreu no Rio de Janeiro, todo pomposo, Lula, ao discursar para a sua plateia, ostentou no pulso um relógio da marca Piaget, avaliado em mais de R$ 80 mil.
Esse comportamento de Lula é típico de esquerdistas. Enquanto muitos venezuelanos passam fome e fogem para o Brasil, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se deleita em banquetes de carnes e charutos luxuosos na Turquia, frequentando o estabelecimento do famoso chef Salt Bae, que cobra até US$ 1 mil por refeição em seu requintado restaurante.
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a crise na Venezuela, fomentada pelo governo de Maduro, país em que, segundo Lula, há democracia e tem sua simpatia e apoio, já levou 3,7 milhões de pessoas à extrema pobreza e hoje elas passam fome. Relatórios comprovam que 60% dos venezuelanos acordam com fome e um quarto da população come menos de duas refeições por dia.
Mas não são somente os trabalhadores da classe média que Lula quer achincalhar. Ele se volta contra o modelo econômico brasileiro, contra a livre iniciativa e o livre comércio, direitos garantidos pela Constituição Federal. O esquerdista sonha em transformar o Brasil em uma Venezuela. Para isso, usa o discurso de protetor dos pobres e desfavorecidos, mas ninguém mais cai nessa infame falácia.
O petista está cego de ódio e rancor e não quer somente destruir o modelo econômico brasileiro. Além disso, sem o menor pudor, falou da questão do aborto, tema sensível e que requer muito cuidado e respeito. Nessa questão estão envolvidos um ser indefeso, sua mãe e uma enxurrada de sentimentos, com os quais ele parece não se incomodar. Em nenhum momento ele falou de prevenção ou planejamento familiar, mas que “todo mundo poderia ter direito de abortar e não ter vergonha. Eu não quero o filho, eu vou cuidar para não ter o meu filho”. E ainda disse: “essa pauta da família, dos valores, é uma coisa muito atrasada, …”, dando a entender que a sociedade tem que evoluir nesta questão. A pergunta que fica é: evoluir para o quê? Lula, com sua sagacidade e a “conveniência” de algumas instituições, conseguiu escapar das grades do Poder Judiciário. Mas o cenário mudou e o povo está disposto a condená-lo ao ostracismo.
Tal como na antiga Grécia, que se aplicava o desterro político ao cidadão ateniense, que por sua grande influência nos negócios públicos quisesse atentar contra a liberdade pública. Assim será o destino do comunista Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições. Ninguém mais aceita o uso da influência sobre um grupo político para se atentar contra os valores tradicionais da família, da livre iniciativa econômica e dos princípios que mantêm a sociedade.
Denis Farias é advogado, professor e consultor jurídico.
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