Transmissor de doenças: Aedes Aegypti volta a preocupar brasileiros
Brasil enfrenta surto de dengue enquanto cientistas norte-americanos alertam para mutações do zika vírus
A preocupação com a saúde nunca foi tão grande. O início da pandemia também chamou a atenção para a possibilidade de outras doenças se alastrarem pelo mundo. Recentemente, cientistas da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, revelaram que as mudanças climáticas causadas pela ação do homem farão animais silvestres migrarem para outros lugares e, ao se aproximarem do ser humano, aumentarão também a transmissão de vírus.
De fato, nos últimos anos isso já tem acontecido. Em 2018, por exemplo, o vírus zika foi identificado em carcaças de macacos em São José do Rio Preto (SP) e em Belo Horizonte (MG). Isso apenas pouco tempo após essa doença levar o País a uma epidemia por um período curto (2015-16), mas muito danoso. E mesmo após o fim da epidemia, a doença continuou a fazer vítimas: 3.423 bebês nasceram com microcefalia em razão do vírus entre 2015 e 2020, segundo o Ministério da Saúde.
O tema voltou às manchetes dos meios de comunicação depois que cientistas norte-americanos alertaram para o surgimento de variantes do vírus que poderiam causar uma disseminação em massa. O zika vírus é transmitido, principalmente, pela picada do Aedes aegypti, mosquito conhecido por também transmitir a dengue. O inseto está presente na Ásia e em toda a América, com exceção de Canadá e Chile.
A despeito do perigo que carrega, o Aedes aegypti é um dos menores mosquitos comuns conhecidos. Ele é descrito como: preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas.
Além do zika, a lista de doenças transmitidas pelo inseto é longa, entre elas: malária, febre amarela e filariose, além de chikungunya e dengue. E esta última também é motivo de preocupação no Brasil.
De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde houve aumento de 113,7% nos casos prováveis da doença entre janeiro e abril de 2022, em comparação com o mesmo período de 2021. Ao todo foram registrados 544 mil casos prováveis da doença em todo País.
Faça sua parte
Como ainda não há imunização para as principais enfermidades transmitidas pelo Aedes, a principal forma de se proteger é combatendo a proliferação do inseto. Para isso, além de tomar os cuidados descritos no infográfico ao lado, também é importante cobrar de gestores municipais e estaduais medidas para combater o inseto, como vistorias em casas e terrenos abandonados, aplicação de inseticida químico, como fumacê, e utilização de técnicas de engenharia genética para reduzir a população de mosquitos em determinada região.
Vale ressaltar que é possível denunciar à prefeitura locais que possam ser foco de criação do mosquito, mesmo que sejam propriedade privada. E, se o proprietário do local não tomar as medidas necessárias, pode inclusive ser processado na Justiça por colocar a saúde de sua vizinhança em risco.
Medidas para impedir a disseminação das doenças causadas pelo mosquito existem. Agora é preciso que cada um faça a sua parte no combate e, ao perceber sintomas das doenças relacionadas, busque um médico.
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