“As pessoas não me encaravam porque tinham medo de mim”
Durante anos, Angélica Lima sofreu por causa do alcoolismo, da insônia e do ódio que sentia contra o pai
A corretora de imóveis Angélica Lima, de 28 anos, conta que sua vida era um tanto “perfeita” até seus 15 anos. Ela explica que era uma moça exemplar, estudiosa e obediente, que trabalhava e ajudava os pais em casa. No entanto, tudo mudou quando ela fez 16 anos. “Parece que virou uma chave na minha cabeça. Abandonei os estudos, larguei o emprego e passei a dar muito desgosto aos meus pais”, diz.
Ela afirma que passou a andar com más companhias e a frequentar festas, baladas e bailes funk. Angélica conta que passava madrugadas na rua e seus pais ficavam muito preocupados. “Se uma pessoa ficasse muito tempo olhando para mim, eu era capaz de agredi-la, eu era muito hostil. As pessoas não me encaravam porque tinham medo de mim.”
Angélica explica que queria preencher o vazio que sentia dentro de si de todas as formas e pensava que o melhor caminho era uma combinação de baladas e vícios. “Meus pais me davam conselhos, mas eu não escutava. Alguém me falava A e eu fazia B. Eu fazia exatamente o oposto, só para contrariar.”
Quando completou 19 anos, Angélica teve seu primeiro filho. Segundo ela, o bebê foi fruto de um relacionamento abusivo, o que a levou a desenvolver alguns traumas. “Eu me tornei mãe solteira.
Passei a trabalhar muito para levar o alimento para casa, mas eu não exercia o verdadeiro papel de mãe. Quem cuidava do meu filho era a minha mãe, porquanto eu não me achava capaz de cuidar dele.” Angélica se sentia frustrada por não desejar cuidar de sua família e afirma que não gostava de ficar em casa. De quin- ta-feira a domingo, após o trabalho, ela afirma que saía com amigos para beber e se esquecia de tudo.
Com o tempo, Angélica conta que desenvolveu um ódio muito grande contra seu pai. “Eu julgava que tudo o que acontecia de ruim comigo era culpa dele, porque ele também era viciado. Cheguei a desejar a morte do meu pai, de tanto ódio que eu nutria dentro de mim.”
Angélica conheceu seu atual marido quando ela tinha 21 anos. Juntos, eles tiveram um filho. O rapaz frequentava a Universal e a convidou para conhecer o trabalho da Igreja. “Pensei: ‘eu vou à igreja para passear, pois estou cansada de ficar em casa’”, lembra.
No primeiro dia em que Angélica foi à Igreja, o pastor pregou sobre a cura aliada à Fé e pediu para que as pessoas presentes refletissem sobre algo que gostariam que se realizasse. “Mesmo sem Fé, eu pedi a Deus para me curar da insônia. Eu não dormia e quando dormia tinha pesadelos terríveis. Eu sentia a presença do mal.” Naquele mesmo dia, Deus a libertou da insônia e ela passou a ter noites de sono tranquilas.
Dois anos depois de conhecer a Universal, Angélica estava livre da insônia, dos vícios, das bebidas e das más amizades. Contudo ela ainda carregava muita raiva em seu coração. “Eu ainda tinha ódio contra meu pai, nem conseguia olhar para ele. Até que um dia eu pedi perdão e o abracei. Eu sabia que isso era necessário e fazia parte do processo”, detalha.
Daquele dia em diante, Angélica se libertou de tudo que gerava a sensação de vazio dentro de si. Ela se batizou nas águas, entrou para o grupo de Evangelização e passou a buscar o Espírito Santo com todas as suas forças, até que foi selada por Ele. “Hoje eu sou uma nova pessoa. O Espírito Santo não mudou, mas transformou minha vida por inteiro. Eu posso dizer que finalmente encontrei em Deus a paz que tanto procurava no mundo”, finaliza Angélica.
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