O retorno de Reis e as lições que estão por vir
A terceira temporada da série trará todos os detalhes sobre o reinado de Saul, o primeiro rei de Israel, e a história de outros personagens que terão muito a ensinar
A espera pela próxima temporada da série Reis chegou ao fim. Depois do hiato que deixou o telespectador com saudade da superprodução da Record TV, a nova fase da trama, intitulada A Rejeição, estreia no dia 10 de agosto e está cheia de novos conflitos, reviravoltas e aprendizados.
As temporadas anteriores, intituladas como A Decepção e A Ingratidão, mostraram a situação do povo de Israel depois de ter se estabelecido na Terra Prometida e como vivia sob a liderança de juízes. Além disso, os capítulos revelaram o esfriamento espiritual, a corrupção e o descontentamento dos israelitas e a petição que fizeram para serem liderados por um monarca.
Agora, A Rejeição trará as nuances da história do primeiro rei de Israel, Saul, interpretado por Carlo Porto. Em entrevista exclusiva à Folha Universal, a autora da série, Raphaela Castro, revela que essa é a história que, até agora, pode falar mais com o público: “esta temporada mostra como que, embora Deus escolha certo, ainda compete a cada um escolher se vai obedecer a Deus e seguir o Seu caminho e a Sua direção ou não”.
A Bíblia, principal inspiração para Reis, não traz muitos detalhes sobre o primeiro monarca escolhido por Deus e as pesquisas realizadas pela autora a surpreenderam. Ela cita que, historicamente, existem pouquíssimas informações sobre Saul e, do ponto de vista da arqueologia, é comprovado que ele não fez nada além de vencer guerras e, durante seus anos de reinado, não houve melhorias em Israel, união das tribos ou benefícios para o povo.
Entretanto os acontecimentos dessa temporada prometem revelar muitas rejeições. “A primeira começa com Saul rejeitando a Deus; depois, Deus o rejeita como rei e também haverá diferentes rejeições envolvendo outras tramas”, conta ela, sem dar spoilers. Ela afirma que o público encontrará no enredo entretenimento, surpresas, inspiração e esclarecimentos sobre esse período bíblico e o destino de alguns personagens.
Além de Saul
Engana-se quem pensa que a série ficará centrada apenas em Saul. “Se o público estiver atento, vai perceber que a história de cada personagem ensina algo que é real e atual, pois aborda um problema ou conflito que passamos nos dias de hoje. Essas histórias foram cuidadosamente escritas com o objetivo de entreter, mas, também, de inspirar e ensinar”, diz a autora.
O profeta Samuel (Roberto Birindelli), por exemplo, é o único personagem que está desde a primeira temporada e ainda tem muito a ensinar. Ele continuará sendo profeta e representante de Deus, mas não desempenhará o papel de juiz de Israel porque sua função agora será aconselhar Saul.

Ele se decepcionou quando o povo pediu um rei, mas obedeceu a Deus e criou muitas expectativas sobre o primeiro rei de Israel. “Samuel é usado para ungir Saul e fica ao lado do rei até que ele começa a se corromper. O profeta permanece presente em momentos cruciais da vida de Saul até que, anos depois, terá de dizer a esse rei, que tanto ama e ajudou, que ele foi rejeitado por Deus e será substituído. Além de ter de lidar com seus próprios conflitos familiares, como a corrupção de seus filhos”, explica Raphaela.
A nova temporada promete continuar preenchendo as lacunas históricas que não foram registradas na Bíblia, além de mostrar que os acontecimentos daquela época ainda se repetem nos dias de hoje.
Acompanhe a série Reis de segunda a sexta-feira, com reprise dos melhores momentos aos sábados, a partir das 21 horas, na tela da Record TV.
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