A fraude na carta da democracia
Foi organizado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) um movimento que se diz defensor da democracia. Por meio de uma carta, o movimento defende a urna eletrônica e a lisura do resultado das eleições. A grande mídia divulgou ostensivamente que o documento foi subscrito por mais de mil assinantes. No entanto o que parecia ser um ato de confiabilidade cívica foi contaminado por uma suspeita de fraude.
A academia sempre foi vista como um lugar de pessoas letradas, inteligentes e sabedoras do que ocorre na sociedade, mas o que a opinião pública talvez não saiba é que muitas universidades funcionam como subsecretarias de partidos políticos de esquerda e usam as salas de aula para divulgar as ideias esquerdistas, socialistas e comunistas. Portanto é previsível que uma faculdade, ainda que renomada, seja usada por grupos de esquerda para manipular a opinião pública, criar monstros onde não existem e inventar inimigos da República para influenciar no resultado das eleições.
Nessa empreitada de se deixar usar por ideias esquerdistas, era previsível que a faculdade entrasse por caminhos tortuosos e agora está envolvida em um caso de polícia. Dentre os muitos supostos subscritores da tal Carta em Defesa da Democracia, constava o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. No entanto Skaf veio a público e denunciou a fraude em que os organizadores do evento incorreram ou deixaram que ocorresse: a assinatura dele no documento. Sem sua permissão, seu nome foi incluído como se ele fosse um dos apoiadores do movimento e subscritor da tal carta. Entretanto ele afirmou que sua assinatura foi falsificada.
Pasmem, leitores e leitoras! Uma universidade desse porte, com fama de destaque no meio acadêmico, envolvida em uma suspeita de fraude!
Paulo Skaf só soube que tinham falsificado sua assinatura um dia depois do evento de leitura da carta em frente à Faculdade de Direito da USP. Procurados para explicar o ocorrido, nenhum dos organizadores do evento ou a direção da faculdade apareceram para apresentar justificativas. Onde estão os 1 milhão de apoiadores? Ninguém apareceu para explicar a fraude? Por incrível que pareça, não!
A ufanista Faculdade de Direito da USP limitou-se a emitir uma nota confirmando que o nome de Skaf foi de fato incluído de forma indevida como apoiador da carta. Mas que agora, depois que a verdade veio à tona, vai retirar o nome dele da lista dos apoiadores e comunicar formalmente à polícia os detalhes do que ocorreu.
Independentemente do objetivo dos organizadores do evento e do teor das palavras contidas na carta, o certo é que o caráter de todo o movimento foi posto em xeque. Há mais alguém que foi incluído de forma fraudulenta na lista dos apoiadores? A quantidade dos supostos correligionários é real ou fake? Ainda não sabemos e somente a investigação da polícia demonstrará o que de fato aconteceu, mas o que restou claro foi a vergonha que a Faculdade de Direito da USP passou ao se deixar usar pela esquerda brasileira.
A carta faz referência aos tempos em que o Brasil viveu sob a administração do regime militar e destaca o temor com a volta da ditadura. A contradição do movimento que ganhou destaque foi a participação do ex-presidente Lula, que assinou a carta em favor da democracia, no entanto, quando governou o Brasil, usou os cofres públicos para financiar obras em países governados por ditadores.
Segundo a carta, o Brasil está com instabilidade democrática e as instituições da República estão sob risco. No entanto essas afirmações não resistem à analise dos fatos. Hoje temos uma Corte Constitucional que regula e até mesmo anula muitos atos dos Poderes Executivo e do Legislativo.
Membros do parlamento já foram presos por envolvimento em crimes.
A Polícia Federal até já cumpriu mandado de prisão contra um ex-presidente da República pelos muitos crimes pelos quais ele ainda continua sendo investigado. Portanto as instituições republicanas estão cada vez mais fortes e preparadas para conter os abusos praticados pelos verdadeiros inimigos da nação brasileira e saqueadores dos cofres públicos. E o melhor de tudo é que o povo está cada vez mais informado, participa e marca presença no debate por meio das mídias sociais em relação à conduta e o caráter de todos os candidatos a cargos eletivos e das instituições que os apoiam.
Denis Farias é advogado, professor e consultor jurídico
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