“Fiquei em óbito por 45 minutos”

Aparecida Santos tinha quatro tumores e poderia ficar com um lado do corpo paralisado. Apesar da orientação médica para o tratamento, ela cria que dependia apenas de um milagre

Imagem de capa - “Fiquei em óbito por 45 minutos”

Há cerca de seis anos, Aparecida Santos, de 43 anos, notou caroços na região do pescoço e feridas em suas mãos, além de ter infecções frequentes e desmaiar sem motivo. Na época com 37 anos, ela, que é vendedora, procurou um médico para descobrir o que motivava aqueles sintomas. Depois de fazer os exames, ela recebeu o diagnóstico: “eu estava com câncer e precisava fazer uma cirurgia para retirar os tumores. Um deles estava debaixo do nervo do pescoço e havia o risco de que deixasse um lado do meu corpo completamente paralisado”.

Ela conta que, ao receber o diagnóstico de linfoma de Hodgkin na região cervical, que já estava ali há pelo menos dois anos, não ficou triste ou desesperada, mas foi tomada de coragem, força e permaneceu tranquila. Ela lembra que o médico pensou que ela estivesse em estado de choque quando, na verdade, ela não se deixou abalar pela situação por ser conhecedora e praticante da fé ensinada na Universal desde a adolescência.

Por crer que deveria fazer sua parte, Aparecida seguiu a recomendação médica e iniciou as sessões de quimioterapia. A orientação médica é uma prática que deve ser seguida, mas, ao ouvir que o médico a curaria com o tratamento, ela teve outra atitude: “seria fácil dizer ‘graças a Deus e ao tratamento estou curada’, mas não aceitei dividir a glória de Deus com ninguém e, por conta própria, decidi não continuar a quimioterapia”.

Aparecida revela ainda que logo depois de abandonar as sessões de quimioterapia quase foi vencida pela enfermidade: “meu corpo entrou em falência e fiquei em óbito por 45 minutos. Minha irmã, meus pais e meu irmão contam que eu não tinha batimento cardíaco nem pulsação, fiquei pálida e com o lábio roxo”.

Linfoma ou Doença de Hodgkin

O sistema linfático faz parte do sistema imunológico e tem como principal função auxiliar a combater infecções e algumas doenças. Existem mais de 20 tipos de linfoma e o de Hodgkin é uma doença linfoproliferativa maligna. Ele se espalha de maneira ordenada, ou seja, de um grupo de linfonodos para outro grupo.

O linfoma de Hodgkin pode surgir em qualquer parte do corpo e faz com que os sintomas variem conforme sua localização. Na região do pescoço, os linfonodos inchados são indolores, mas alguns sinais de alerta são febre, cansaço, coceira no corpo, perda de peso e suor noturno. O diagnóstico é obtido depois da realização da biópsia da região afetada e o tratamento depende de cada caso e do paciente.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Uma fé audaciosa
Os sintomas e as dores persistiram e se intensificaram, assim como a ousadia de sua fé por meio de orações, jejuns e propósitos. Ela se manteve fiel na Corrente dos 70 em prol da cura e ao propósito da água consagrada aos domingos, que era usada para tudo: “eu bebia a água, fazia comida e lavava minha cabeça e minhas roupas usando somente aquela água”.

O linfoma foi deixando Aparecida cada vez mais fraca fisicamente. Ela recorda que, em uma nova consulta, o médico disse que seu corpo “estava todo tomado pela doença e pediu quatro tomografias, mas eu estava tão debilitada que não aguentaria fazê-las. Então, ele recomendou um exame único, que seria realizado na rede particular e com um custo alto”. Seu pai fez um empréstimo no banco para custear o exame e ela o surpreendeu, pois disse a ele que não o faria apenas para ter a notícia de que iria morrer e, então, o convidou para ir com ela até o Altar e para usarem a fé juntos.

“Meu pai aceitou o desafio e fomos até uma igreja simples, mas com um Altar onde habita um Deus grandioso. Me deitei nEle e falei: ‘meu Pai, estou aqui no Seu Altar, ou o Senhor me cura ou me mata, pois eu não vou mais continuar assim’”, detalha.

Depois de lidar quase dois anos com a enfermidade, ela obteve a resposta pela ação de sua fé: os sintomas sumiram e ao realizar uma nova ultrassonografia “não constou mais nada”, como ela afirma. Aparecida estava curada.

Apoiada na decisão de por conta própria não se submeter às sessões de quimioterapia, Aparecida faz questão de declarar que seu testemunho de cura é resultado exclusivamente da resposta de Deus pela fé e confiança que ela depositou nEle. Hoje, ela está saudável e não apresenta nenhuma sequela da doença.

Assim como Aparecida usou a fé para alcançar a cura, milhares de pessoas fazem o mesmo na Corrente dos 70, reunião que acontece todas as terças-feiras, na Universal. No Templo de Salomão, em São Paulo, os horários são às 10h,15h e 20h. Você também pode participar em uma Universal mais próxima de sua casa.

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Autor

Laís Klaiber / Fotos: cedida