Eleitor, você é protagonista nas eleições
O papel do cidadão não se restringe a escolher candidatos a cargos políticos, mas também decidir ser um eleitor consciente e responsável em todas as etapas, desde a pesquisa prévia até a fiscalização posterior ao pleito
Muitos pensam que o papel do eleitorcidadão no dia das eleições é apenas votar. É só comparecer na sua zona eleitoral, digitar o número correspondente aos candidatos que escolheu, apertar o botão “confirma”, guardar o título de eleitor no fundo de uma gaveta e esperar até a próxima votação. No entanto seu papel é muito mais do que exercer o direito ao voto: há também alguns deveres que são importantes demais para que sejam negligenciados.
Essa consciência cívica tem início antes das eleições, ainda no processo de escolha dos representantes. O coordenador do Arimateia, o Bispo Alessandro Paschoall, em entrevista exclusiva à Folha Universal, deu algumas dicas para este momento
pré-eleição. Entre elas estão verificar os projetos do candidato, caso ele já tenha exercido algum cargo público; procurar saber o histórico dele, o que ele já fez pela população e como ele pretende ajudar o povo; e acompanhar as redes sociais dele, para conhecer como ele é com a família e o que pensa sobre diferentes assuntos.
“Essas dicas servem para todos os cargos, mas indico que as pessoas pesquisem e fiquem atentas especialmente aos do Legislativo [senadores e deputados, no caso das eleições deste ano, e vereadores, em relação ao próximo pleito], pois são os cargos mais importantes do País e os mais desprezados pelos eleitores que acabam focando nos cargos do Executivo [presidente e governadores, em 2022, e prefeitos e respectivos vices, daqui a dois anos]”, destaca.

Sua escolha é sua voz
Enquanto muitos enxergam o voto como uma mera obrigação, na verdade, ele é símbolo da supremacia do povo e a maneira de fazer sua voz ser ouvida em um país com mais de 200 milhões de pessoas – das quais mais de 150 milhões são eleitores. Infelizmente, muitos ignoram isso e optam pelo voto nulo ou em branco.
O Bispo Alessandro alerta: “anular o voto ou se abster é deixar de exercer o seu direito de cidadão. Muitas pessoas usam a abstenção ou a anulação como forma de protesto, mas o maior protesto é justamente o voto! Quer mostrar o seu descontentamento com a política? Faça isso nas urnas, escolhendo candidatos que vão lutar pelo nosso país e não por interesses pessoais”.
Vale lembrar que não há diferença entre votar em branco e nulo. Esses votos não interferem no resultado, pois apenas os votos válidos permitem identificar quem se elegeu. Assim, eles são usados apenas para fins estatísticos. Ou seja, essa escolha é sinônimo de desperdício: “nas urnas, todos os brasileiros têm a mesma voz e o mesmo poder! Não existem minorias ou maiorias, mas pessoas que estão demonstrando suas escolhas”, reflete o Bispo.
Ao contrário do que muitos pensam, um único voto é capaz de mudar toda a história política. Ele lembra que por conta disso há candidatos que não são eleitos, mesmo tendo “potencial e disposição para ajudar o povo, mas por conta de um único voto não se elegem”. Então fazer valer esse direito é indispensável.
E depois das eleições?
Depois de pesquisar, escolher candidatos que condizem com seus valores e ideologias, não desperdiçar o voto e eleger seus representantes, a responsabilidade do eleitor não acabou. “Depois da eleição, o eleitor assume a ação de fiscalizador. Ele deve acompanhar e cobrar aqueles que ajudou a eleger, pois assim os políticos estarão mais atentos e dispostos a cumprir tudo o que se dispuseram a fazer pela população”, afirma.
Essa fiscalização deve ser constante e não apenas em relação às propostas apresentadas por seus representantes eleitos, mas também em relação às de outros. É preciso, igualmente, cobrar o cumprimento das promessas de campanha e a elaboração de projetos favoráveis ao Brasil. Afinal, os políticos devem servir ao povo e não a si mesmos.
O eleitor também pode conversar com familiares e amigos sobre o tema, sempre de maneira respeitosa e discutindo apenas fatos verídicos. “Tudo que sabemos que é bom costumamos indicar, não é? Na política não é diferente. Se você conhece um candidato honesto, correto, com caráter e os mesmos princípios que os seus, indique-o para o máximo de pessoas possível”, aconselha o Bispo Alessandro.
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