“Fiquei na rua por muitos anos”

Fabricio pensou que ganhos financeiros o levariam a glorificar a Deus, mas isso só o distanciou da Presença dEle e o levou aos piores anos de sua vida

Imagem de capa - “Fiquei na rua por muitos anos”

Na adolescência, Fabricio se deixou influenciar por amigos e começou a fumar maconha e a beber. O que parecia curtição entre os amigos logo lhe trouxe problemas: ele passou a ser um jovem nervoso e, aos 18 anos, entrou em um quadro de depressão profunda. Foi nessa fase que conheceu a Universal.

Ele se recorda que sua mudança foi muito rápida: “eu ouvi a Palavra, a entendi e na primeira semana de igreja decidi me batizar nas águas. Depois de dez meses, recebi o batismo com o Espírito Santo e fui consagrado a obreiro”. Um ano depois, ele se casou e tudo caminhava bem, mas, com o passar do tempo, ele se tornou rebelde, orgulhoso e passou a ter maus olhos em relação aos obreiros e pastores.

Fabricio diz que passou a se dedicar muito ao trabalho, pois cria que se ganhasse mais dinheiro estaria glorificando a Deus. Só que seu esfriamento espiritual se tornou cada vez mais visível e o pastor até o chamou para conversar e poder ajudá-lo. Contudo, depois de alegar que não havia nada de errado com ele, Fabricio foi orientado a deixar de ser obreiro e confessa que, na ocasião, se sentiu aliviado.

Do fundo do poço ao recomeço
Tudo parecia estar bem, até que surgiram os problemas financeiros e os vícios novamente. Se no passado o problema tinha começado com a maconha, desta vez foi com a cocaína e o crack. “Passei a roubar dentro de casa, inclusive o dízimo da minha esposa. Eu já tinha perdido totalmente o temor.” Com isso, o relacionamento se desgastou, o casal se divorciou e Fabricio foi morar nas ruas.

“Fiquei na rua por muitos anos consumindo drogas, apanhando de policiais, dormindo em cima de um papelão e não tomava mais banho. Quando passava na porta da igreja, eu chorava ao observar os obreiros se reunindo e me perguntava: ‘Deus, o que fiz da minha vida?’, mas também pensava que não tinha mais jeito para mim.”

Em uma sexta-feira, o desespero veio com tudo. No meio da rua, ele colocou as mãos na cabeça e começou a chorar copiosamente. Fabricio correu para a igreja e entrou. Ele lembra qual era sua situação: “eu estava chorando, sujo, fedido, desleixado e descrente de tudo”. O pastor o recebeu sem receio e o orientou a participar da reunião, garantindo que pela fé ele nunca mais sentiria desejo de usar drogas ou beber. E foi o que aconteceu, como ele lembra: “eu só tinha vontade de ir para a igreja”.

Fabricio se libertou, foi batizado com o Espírito Santo e se dedicou a evangelizar com alegria. “O segredo é voltar e não olhar para ninguém. Não é fácil, mas Jesus está de braços abertos esperando por você”, aconselha.

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Autor

Laís Klaiber / Foto: reprodução