Para ela, a Universal era uma "loja" de milagres
Valderes Gonçalves acreditava que as pessoas eram obrigadas a pagar pelas curas
A autônoma Valderes Gonçalves, de 47 anos, nutria um grande preconceito contra a Universal. “Eu assistia reportagens relacionadas à Igreja e, por vezes, mostravam os bispos contando dinheiro e dando risada. Parecia que eles estavam contentes com a situação de conseguir o dinheiro das pessoas. Eu julgava a Universal como um banco que coletava o dinheiro dos fiéis”, declara.
Valderes imaginava que as pessoas eram obrigadas a entregar o que tinham à Universal em troca de curas, conquistas de metas e milagres em geral. “Eu julgava que a água consagrada e os propósitos da Igreja eram vendidos em troca de favores. Tudo relacionado ao Bispo Macedo me incomodava: a forma dele falar, de andar, de agir e eu ainda colocava apelidos nele”, lembra.
Enquanto Valderes julgava quem estava na Universal, ela mesma não era capaz de cuidar do seu dinheiro, pois ela o gastava para sustentar seu vício em bebidas alcoólicas. Além do vício, outros problemas dominavam a vida dela: o complexo de inferioridade e o pavor da morte – por causa dele, ela não dormia à noite. “Havia madrugadas que eu sonhava que estava caindo em um buraco profundo e sem fim. Eu era uma pessoa atormentada”, revela.
Quase morte
Valderes também não era feliz na vida amorosa e considera o envolvimento que teve com um traficante que se relacionava com várias mulheres o seu fundo do poço. Uma das namoradas do traficante planejou uma emboscada para Valderes. “Ela me disse: ‘você vai morrer feito uma vagabunda, mas, antes disso, eu vou te cortar todinha’. Naquele momento, fechei os meus olhos e pedi uma chance a Deus”.
Valderes teve a oportunidade de fugir e saiu correndo. “Fui para o único lugar em que as portas estavam abertas para mim: a Universal. Ali, eu tive a certeza de que era minha última esperança.
Fui ao Altar e pedi socorro a Deus. Eu disse ao Senhor: ‘até agora eu só ouvi falar da Universal, mas, hoje, quero conhecer a Ti aqui nesta Igreja’”.
Valderes, de fato, conheceu a Deus. Com o passar do tempo, ela se libertou do vício e reconstruiu sua vida, inclusive vive um casamento bem-sucedido. “O Espírito Santo tomou posse da minha vida e eu O encontrei na Universal, um lugar onde julguei que jamais pisaria”, finaliza.
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