“O médico disse que era para eu me despedir da minha filha”
Carolina Machinez nasceu com uma doença rara e incurável. Todos os médicos que a conheciam diziam que ela não resistiria, mas a fé de seus pais foi mais forte do que a enfermidade
A manicure Hosana Barreto Machinez, de 34 anos, e o marceneiro Vanduir Machinez da Cunha, de 45 anos, contam que em 2019 ficaram muito felizes com a descoberta de que teriam o terceiro filho. O que eles não sabiam, porém, é que enfrentariam desafios.
O pré-natal, acompanhamento médico que avalia a saúde da mulher e do bebê durante a gestação, foi realizado corretamente e até o sexto mês da gravidez tudo correu bem tanto com a mãe quanto com a pequena Carolina Barreto Machinez, atualmente com 3 anos. Mas, a partir desse período, Hosana apresentou um quadro de bolsa rota (quando a membrana amniótica se rompe sem que a mulher esteja em trabalho de parto). Quando isso acontece antes de 34 semanas, a gestante deve ficar em observação, pois são maiores os riscos de infecções e de nascimento prematuro. Esse foi apenas o início da luta pela vida da bebê.

“Eu comecei a perder muito líquido e minha filha queria nascer. Os médicos me internaram para tentar prolongar o momento do parto, para que ela não nascesse tão prematura. Eu consegui manter a gestação até o início do oitavo mês, porém, dias antes do nascimento, os médicos já não conseguiam mais ouvir os batimentos cardíacos dela e a consideraram morta. Eles não deixaram nem meu esposo acompanhar o parto. Foi uma grande alegria e um alívio quando a colocaram perfeita em meus braços”.
Os médicos decidiram colocar Carolina na incubadora e ela permaneceu ali 11 dias. Na primeira semana de vida da bebê, o teste do pezinho (feito a partir do sangue coletado do calcanhar do bebê, que permite diagnosticar doenças graves) identificou uma hiperplasia adrenal congênita (HAC), uma doença genética caracterizada por distúrbios no funcionamento das glândulas adrenais. Hosana recorda: “Os médicos disseram que ela não se desenvolveria como uma criança normal por falta de sódio em seu organismo, que a doença não tem cura e, por isso, ela teria que fazer tratamento pelo resto da vida com corticoides e, provavelmente, quimioterapia hormonal”.

Ainda no primeiro mês de vida, Carolina apresentou uma alteração na genitália, (característica da doença) e teria que fazer uma cirurgia reparadora. Ela nasceu com 2kg e estava perdendo peso até que chegou ao ponto mais crítico. Hosana conta o que estava acontecendo: “ela já estava encaminhada para tratamento na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Eu saí com ela de uma UTI para outro hospital e os médicos diziam que ela não tinha chances. Nós só recebíamos palavras duras. Minha filha seguiu perdendo peso, chegou a 1,5kg e quase voltou para a incubadora. Fui orientada a me internar com ela porque ela não estava mais resistindo. O médico disse que era para eu me despedir da minha filha”.
O que é a hiperplasia adrenal congênita
De acordo com o Ministério da Saúde, a hiperplasia adrenal congênita (HAC) é uma doença genética caracterizada por distúrbios no funcionamento das glândulas adrenais (duas glândulas que se localizam acima dos rins e produzem importantes hormônios para o organismo). Por uma alteração nas enzimas necessárias ao funcionamento das glândulas adrenais, o portador não produz os hormônios adrenais na quantidade adequada.
A HAC clássica possui dois subtipos, geralmente diagnosticados logo após o nascimento ou na primeira infância:
– Perdedora de sal: as glândulas adrenais não conseguem produzir quantidades suficientes de cortisol e aldosterona, dois hormônios responsáveis pela manutenção do nível de glicose (açúcar) no sangue e pela conservação da água e sal no organismo, dentre outras funções. As meninas podem nascer com a genitália semelhante à masculina (genitália ambígua). É nesse tipo que pode ocorrer a “crise adrenal”, que surge de forma súbita com perda de apetite, vômito, dor de barriga, fraqueza, febre, confusão e desmaio. Sem o diagnóstico no tempo correto e o tratamento adequado, essa forma de HAC clássica pode levar à morte;
– Virilizante simples ou “não perdedora de sal”: quando as glândulas adrenais produzem quantidades suficientes de aldosterona, mas não suficientes de cortisol.
O tratamento da HAC deve se estender ao longo da vida. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, mais rápido é iniciado o tratamento com reposição hormonal e menos chances a criança terá de manifestar os sintomas característicos da enfermidade. O teste do pezinho é capaz de diagnosticar a doença. O tratamento e o acompanhamento dos pacientes são garantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Uma Fé inexplicável
O casal não aceitou aquela situação. Por já frequentar a Universal e conhecer o poder de Deus, eles recorreram a Ele. Hosana esclarece como agiu: “quando ela estava no meu ventre, eu já a consagrava a Deus e bebi a água do consagrada (apresentada em oração aos domingos na Universal) durante toda a gravidez. Depois do nascimento dela, como não podia dar água para que ela bebesse, eu pegava um paninho usado para o banho e o molhava com a água consagrada e todos os dias passava nela determinando a cura e confiando no poder de Deus”.

Vanduir conta que sempre manteve a fé: “A médica falou que não tinha histórico na Ciência de cura para essa doença. Eu falei que aquilo era o que a Ciência estava dizendo, mas que eu acreditaria na Palavra de Deus”.
Mesmo contra todas as perspectivas, a anomalia desapareceu antes que a cirurgia fosse realizada. Em pouco tempo, Carolina foi ganhando peso e novos exames mostraram que ela não era mais portadora de HAC. “A médica me deu o exame, falou da cura e chegou a chorar ao afirmar que nunca tinha visto algo assim. “Minha filha está curada. Ela é a forma mais palpável do milagre de Deus na minha vida”, declara Vanduir.
Cura total pela fé
Você também pode usar a fé para obter a cura para si mesmo ou um familiar. Participe da Corrente dos 70, que ocorre todas as terças-feiras na Universal.
No Templo de Salomão, em São Paulo, os horários são às 10h, 15h e 20h. Você ainda pode participar em uma Universal mais próxima.
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