Morte ou uma vida vegetativa: este era o seu futuro

Depois de dois AVCs hemorrágicos, Mariana Silva ficou em coma e teve uma parada cardíaca. Contudo a Fé da sua sogra e da família no Altar de Deus mudou a situação

A contadora Mariana Trevizan dos Passos Silva, de 40 anos, sofria desde a infância com várias crises de enxaqueca. Acompanhamento médico e exames, porém, não mostravam nenhum problema de saúde. “Eu sempre ia aos médicos, tomava vários remédios, mas as crises eram constantes e não passavam. Ninguém descobria o que eu tinha”, afirma.

Mariana conviveu com as dores por toda a vida até que, aos 27 anos, no dia 7 de outubro de 2009, uma forte dor de cabeça a fez desmaiar. “Eu estava em casa, sozinha em um dos cômodos. Meu esposo, ao perceber que eu não respondia aos seus chamados, foi ao meu encontro e eu estava no chão. Então, ele me levou às pressas para o hospital”, lembra.

Ali foi constatado que ela tinha sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. O casal, entretanto, foi avisado de que não havia vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, enquanto aguardava a transferência para outro hospital, Mariana sofreu mais um AVC hemorrágico. Transferida, Mariana foi induzida ao coma e permaneceu assim por 15 dias. Ela foi submetida à cirurgia para realizar uma drenagem para remover o sangue que se acumulava em grande quantidade no cérebro.

Durante esses dias de aflições, a sua família, que já frequentava a Universal, orava a Deus pela cura dela. Sua sogra, a aposentada Helenita Maria da Silva, de 64 anos, foi essencial nesse momento. Ela conta como foi aquela situação: “quando visitávamos a Mariana, era como se ela já estivesse morta. Os médicos não davam perspectiva de vida e disseram que o quadro era de morte porque tinha muito sangue na cabeça dela. Caso ela saísse do hospital, seria em uma cadeira de rodas e para vegetar”.

Mesmo depois de ouvir essas palavras de morte, Helenita não esmoreceu e usou sua fé. Ela clamou a Deus todos os dias pela mudança do quadro de saúde da nora. “Eu peguei o lencinho da corrente da cura e coloquei no leito dela, sempre em oração e determinando a cura, pois não aceitava perdê-la para a doença”.

No 16º dia do coma induzido, Mariana teve o que é considerado como a “melhora da morte”, quando um paciente melhora subitamente e logo depois vai a óbito. A própria Mariana descreve qual foi sua sensação: “eu acordei e me sentia bem. Eu me recordava das pessoas, abraçava e perguntava por todo mundo nas visitas. Todos ficamos felizes, mas, às quatro horas da manhã do outro dia, tive uma parada cardíaca e ‘morri’”.

O que é um AVC hemorrágico?

O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, o que provoca uma hemorragia. Essa hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície, entre o cérebro e a meninge. Esse tipo de AVC corresponde a 15% de todos os casos, mas ele pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.

Alguns fatores aumentam a probabilidade de ocorrência de um AVC hemorrágico, como hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, sobrepeso, obesidade, tabagismo e uso excessivo de álcool.

Entre os sintomas da doença destacam-se fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente se acontece apenas em um lado do corpo; confusão mental; alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); alteração do equilíbrio, da coordenação, tontura ao andar; e dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente.

Quanto mais rápido for feito o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Os tratamentos consistem, em geral, em limitar complicações e prevenir outros acidentes vasculares cerebrais.

Fontes: Ministério da Saúde e OMS

O VALE DA SOMBRA DA MORTE
Quando o hospital ligou durante a madrugada para o esposo de Mariana, a família percebeu que algo ruim tinha acontecido. Helenita relata como foi aquele momento: “eu estava arrumando as coisas para ir à Universal quando meu filho ligou avisando que, provavelmente, minha nora tinha falecido. Quando ele chegou no hospital o avisaram da morte dela e que já estavam com os laudos para doar os órgãos”.

Mariana sofrera morte súbita cardíaca, mas os médicos não aceitaram perder alguém tão jovem e tentaram reanimá-la. Eles deram quatro choques elétricos com o desfibrilador, mas não obtiveram sucesso.

Ao mesmo tempo, Helenita se dirigia à Casa de Deus em busca de uma resposta. “Estávamos na campanha da Fogueira Santa e, sabendo o que estava acontecendo, dobrei meus joelhos no Altar de Deus e falei: ‘Deus, eu entrego minha vida aqui. Não aceito perder minha nora para essa doença e ou o Senhor a ressuscita e cura ou então me mata aqui também’.”

Na quinta desfibrilação, o coração de Mariana voltou a bater e ela recobrou a consciência. Ela ainda permaneceu no hospital para acompanhamento, mas a cada dia os boletins médicos mostravam evolução. “Eu realmente me vi no vale da sombra da morte e, por mais que não me lembre daquilo, recordo que eu sentia tranquilidade, pois eu percebia que não estava sozinha.”

Em 14 de dezembro de 2009, Mariana recebeu alta médica, o que foi considerado um verdadeiro milagre por todos que acompanhavam o caso. Hoje, ela vive sem nenhuma sequela, limitação ou dor e com a saúde em perfeitas condições. “A cura dela foi um milagre porque ela chegou a morrer. A fé foi essencial e até a gravidez dela, que diziam que não poderia ocorrer, também aconteceu. Com a fé e o sacrifício em Deus, vencemos até a morte”, conclui Helenita.

Cura total pela fé

Você também pode usar a fé para obter a cura para si mesmo ou um familiar. Participe da Corrente dos 70, que ocorre todas as terças-feiras na Universal.

No Templo de Salomão, em São Paulo, os horários são às 10h, 15h e 20h. Você ainda pode participar em uma Universal mais próxima.

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Autor

Camila Teodoro / Fotos: Cedidas