A era do delivery

Saiba como os serviços de entrega podem alavancar o seu negócio

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Modalidades de entrega de produtos ao cliente, como o delivery, em que o consumidor recebe o que foi comprado em casa, e o take away, quando o comprador o retira diretamente no fornecedor, cresceram, em média, mais de 30% no Brasil com a pandemia de Covid-19. Diante da impossibilidade de os restaurantes atenderem seus clientes presencialmente, elas se tornaram a tábua de salvação de muitos deles, revigorando sua atividade e evitando até que fossem fechados. Ainda assim, muitos empreendedores têm dúvidas de como implantar esses modelos.

Para Fabiana Bonfante, consultora na STi3, empresa especializada em soluções de automação comercial, a pandemia foi o principal fator para o crescimento dessas modalidades. “Conhecemos estabelecimentos que tinham atendimento de mesas e o delivery representava de 15% a 20% da renda deles. Com a pandemia, o delivery passou a ser o foco principal. Também temos clientes que já nasceram como delivery e seus estabelecimentos cresceram ainda mais, pois já estavam mais preparados”, afirma.

Para Marcos Stahl, consultor no Sebrae/SP, embora não haja necessidade de adequação ou transformação legal jurídica se o empresário for do comércio, há alguns aspectos importantes para implantar esses novos modelos. “O empreendedor precisa levar em consideração um bom planejamento do produto e da embalagem para encantar o cliente. O cuidado principal é com a higiene, a aparência, a segurança da embalagem, o produto, o atendimento e a entrega impecável que atenda às demandas do cliente e possa até superar as expectativas dele”, observa.

Contudo muitos podem ficar presos aos entraves iniciais. “Além de terem dificuldade na decisão em desenvolver, comprar ou alugar um sistema de automação de delivery ou retirada, normalmente os empreendedores têm problemas em divulgar essas novas modalidades de entrega aos seus consumidores. Muitos têm dificuldade financeira, o que reduz a capacidade de desenvolver novas modalidades e desconhecem créditos baratos e focados em pequenos empreendedores”, avalia Stahl.

Por isso, é preciso ficar atento às diversas ferramentas que podem auxiliar o delivery e take away: “o telefone, o WhastApp, o Instagram e os aplicativos de delivery definem a forma como o empreendedor vai se comunicar com o cliente. Os cinco aplicativos mais populares no País são iFood, Aiqfome, Uber Eats, Rappi e delivery Much. Cada um deles tem suas particularidades, com planos e custos diferentes. Cabe ao empreendedor escolher a melhor opção dentro do seu orçamento para disponibilizar esse contato”, afirma Fabiana.

Para quem está pensando em migrar o negócio para o delivery ou take away e tem uma empresa familiar, Stahl dá mais conselhos: “uma das maiores dificuldades é fazer com que todos entendam sua posição e responsabilidades dentro da empresa, inclusive sobre as retiradas do caixa da empresa. Funções bem definidas, controles, metas e fluxo de caixa são muito importantes para que a empresa não desande nem sejam criados distúrbios entre os familiares. E lembre-se: ajude seu cliente a comprar de você da forma que ele precisa e que você possa fazer”, conclui.

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Autor

Eduardo Prestes / Imagem: Getty Image / Arte: Eder Santos