TikTok: empresário oferece R$ 6 mil para quem deixar de ser cristão
Ele utiliza dinheiro para forçar conversão ao Islamismo
Um vídeo publicado na rede social TikTok anuncia “premiação” de 200.000 rúpias paquistanesas (o equivalente a R$ 6.644) para cada cristão que se converter ao islamismo. Caso uma família inteira se converta, o “prêmio” sobe para 1 milhão de rúpias (R$ 33.220).
Quem oferece esse dinheiro é o paquistanês Mian Kashif Zameer Chohadary, empresário da indústria têxtil do Paquistão, país do sul da Ásia. O vídeo foi publicado no dia 22 de agosto.
“Aqui no TikTok pessoas fazem desafios estúpidos umas às outras. Mas agora estou prestes a fazer um anúncio que nunca foi feito”, anuncia o empresário, antes de oferecer o dinheiro e concluir: “Por favor, aceite o Islamismo, que é a melhor religião”.
Não é o primeiro caso
Embora a oferta em dinheiro pareça inofensiva, ela retrata uma realidade cruel a qual têm que sobreviver os cristãos paquistaneses. Todos os dias, seguidores de Cristo são humilhados e perseguidos – quase sempre violentamente – por quem busca sua conversão.
Há menos de um mês, no mesmo TikTok, um vídeo publicado mostra vários homens jovens usando a força para fazer com que um cristão se converta ao islamismo. Entretanto, mesmo diante das ameaças, o jovem agredido afirma:
“Nunca rejeitarei minha fé cristã. E estou pronto para enfrentar todas as consequências”.
Não há informações sobre o que ocorreu ao jovem.
Risco de morte
O Paquistão é, atualmente, o 5º país mais perigoso para um cristão, de acordo a Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2020. A lista é fruto de um estudo realizado todos os anos em mais de 100 países no mundo.
A lista mais recente traz dados recolhidos entre novembro de 2018 e outubro de 2019. De acordo com ela, o Paquistão é uma república islâmica que realiza perseguição extrema e constante contra cristãos.
Essa perseguição afeta não apenas a vida em comunidade dos cristão, mas também a vida familiar e particular, além das igrejas. Cristãos mais jovens ou evangelizadores são os principais alvos dos agressores.
No Paquistão, existe uma lei conhecida como “Lei da Blasfêmia”. Utilizando ela, tanto a comunidade local quanto as próprias autoridades subjugam cristãos para que suas vozes sejam silenciadas.
Após o vídeo de Chohadary, o advogado Mariyam Kashif Anthony, que atua na luta pelos direitos humanos e dá aulas em Carachi (cidade paquistanesa mais populosa), pediu publicamente para que as autoridades encontrem Chohadary e tome as medidas cabíveis. Ele também solicitou ao TikTok que deixe de publicar esses vídeos de perseguição ao cristianismo. Infelizmente, nenhuma resposta foi dada até o momento.
“Jesus Cristo tem o poder de nos proteger. Nós acreditamos que o Senhor Jesus, o Vivo, não pode ser vencido por nenhum poder”, afirmou o advogado ao site local Asia News.
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