A estratégia do mal para fazer você aceitar o inaceitável

Há um perigo escondido no "novo normal". Entenda

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O mundo não é o mesmo desde que a pandemia começou. Repentinamente, no mundo inteiro, as pessoas viram suas rotinas mudarem de forma brusca e inevitável. Os especialistas opinam que estas mudanças vieram para ficar.

É o “novo normal” que tanto se fala por aí. E há um controle social para que todos se moldem de acordo com esta mentalidade.

A máscara tornou-se acessório indispensável. Sem ela, nem pensar em sair de casa. O álcool em gel também não pode faltar na bolsa. E se antes a pessoa que tinha o hábito de lavar as mãos a todo momento era séria candidata a ser diagnosticada com Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), hoje é uma prática normal e altamente recomendada. Anormal é não a adotar.

Relações humanas comprometidas

Mas as mudanças não param por aí. Elas são muito mais profundas, especialmente no que diz respeito às relações humanas.

No trabalho, tudo indica que o home office veio para ficar. Antes, o modelo recebia até uma certa resistência por parte das empresas. Hoje, as empresas observam que o home office contribui para a qualidade de vida das pessoas e aumenta a produtividade do trabalho. Por outro lado, as pessoas tendem a ficar mais tempo dentro de casa, sem o contato “olho no olho”, que a convivência diária proporciona.

Há outro ponto que também precisa ser observado. Como explicar para uma criança que ela não pode mais abraçar, beijar ou simplesmente brincar com seus amiguinhos? Igualmente, aqui, observamos uma reeducação. Pois no mundo pós-pandemia a tendência é que as escolas adotem o ensino a distância para garantir a segurança dos alunos. Contudo, certamente, haverá uma perda na socialização da criança, tão importante nessa fase de formação do indivíduo.

Estratégia antiga usada pelo mal

Mas, isso tudo é só a “ponta do iceberg”. Ainda há muitas outras questões no que diz respeito às alterações nas relações interpessoais. E, em um mundo em que o egocentrismo já impera, a tendência é que isso se acentue ainda mais.

Para o Bispo Renato Cardoso, a pandemia, mesmo com todos os seus problemas, trouxe uma oportunidade para que as pessoas reflitam e reavaliem o que realmente importa.

Entretanto, ele destaca que este “novo normal” nada mais é do que uma estratégia antiga que o mal usa para mudar a vida  das pessoas para pior. “Você pode ver que o novo normal é sempre pior do que o antigo. O novo normal sempre é uma descida daquilo que antigamente era praticado. Ou seja, o mal impõe novas situações e tenta condicionar a mente das pessoas para aceitarem como algo normal. Então, coisas que outrora eram inaceitáveis, agora já são abraçadas como normal”.

Não se adapte ao problema

Ele cita, como exemplo, o caso de Gideão e do povo de Israel quando viviam sob o jugo dos midianitas. Ano após ano, eles invadiam Israel e destruíam a colheita, levavam os animais e acabavam com tudo, impondo grande miséria e sofrimento ao povo.

Então, os israelitas em vez de reagirem, aceitaram e se acostumaram com aquela situação  imposta pelos inimigos e saíram de suas casas e passaram a se refugiar em cavernas. Ou seja,  eles se adaptaram ao problema e aquilo se tornou o novo normal na vida deles.

“É isso o que o diabo quer. Impor para você que a sua situação, a sua condição, seja normal.  Assim, o mal trabalha normalizando o que era anormal, aquilo que era inaceitável na sua vida. Você tem que se despertar para isso, você tem que abrir a sua mente para não entrar nessa onda de que o seu problema, o seu sofrimento, é normal”, alerta.

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Colaborador

Jeane Vidal / Foto: Getty Images