Quarentena e pandemia afetam a memória de trabalho
Estudo mostra relação entre situação atual e falhas no cérebro
Há mais de 100 dias em quarentena, o Brasil segue sem data prevista para voltar à normalidade. Entre muitos outros males, este isolamento social está fazendo com que as pessoas sofram com mais ansiedade. Consequentemente, a atenção delas falha mais a cada dia.
É o que aponta um estudo realizado pela Universidade Åbo Akademi (Finlândia). De acordo com a publicação, está havendo um mau funcionamento da chamada “memória de trabalho”, que é a capacidade do cérebro de captar informações, transformá-las em pensamento coeso e mantê-las por tempo suficiente para fazer o necessário.
O professor de psicologia Matti Laine, responsável pelo estudo, explicou à BBC local:
“A memória de trabalho está intimamente relacionada à atenção. Você está se concentrando em alguma tarefa, algum objetivo ou comportamento que deseja realizar”.
De acordo com ele, a quarentena e a pandemia de COVID-19 estão incapacitando as pessoas de realizarem esse “raciocínio imediato”, conforme ele era realizado anteriormente.
Isso acontece porque mudanças rápidas e inesperadas, preocupações e ansiedade têm grande impacto na memória de trabalho, assim como situações prolongadas de estresse.
“Vimos uma tendência de um relacionamento negativo entre ansiedade e memória de trabalho. Quanto maior a ansiedade, menor o desempenho da memória de trabalho”, explicou Laine.
Cada vez mais ansiosos
Laine ressaltou que esse lapso de memória de trabalho “está relacionado a um futuro profundamente incerto. Você não sabe até quando vai continuar assim. Ninguém sabe. Isso está nos levando a uma situação de ansiedade mais crônica”.
Com isso, o cérebro gasta mais energia do que o usual para realizar até mesmo tarefas simples. É o cérebro cansado se tornando incapaz.
“Quando você está ansioso, sua cabeça está cheia desses pensamentos e seu cérebro, de alguma forma, é tendencioso e presta mais atenção às coisas negativas”, afirmou Laine.
O que é ansiedade?
Ansiedade é justamente o medo, a preocupação ou o estresse causados pela incerteza em relação ao futuro. Em outras palavras, esse sentimento é a falta de fé, a falta de certeza de que o futuro será bom.
É o que explica o Bispo Renato Cardoso: “A ansiedade, na verdade, é a falta do Espírito Santo na vida da pessoa. Jesus falou sobre isso”, explicou durante o programa Inteligência e Fé. “Basta você abrir no Evangelho de Mateus, capítulo 6. Na segunda metade do capítulo Jesus está falando sobre ansiedade. Ele dedicou praticamente um capítulo todo só falando sobre ansiedade. E o que ele conclui ali? Ele conclui que as pessoas são ansiosas porque elas buscam coisas e pessoas mais do que a Deus. Buscam coisas ou pessoas primeiro e deixam Deus por último”.
De acordo com o Bispo, a solução do problema está justamente na inversão dessa busca. Quando a pessoa coloca Deus em primeiro lugar, ela tem a certeza de Sua resposta. Consequentemente, não teme o futuro.
“Se você não tira tempo para buscar a presença de Deus, vai ficar com outras coisas dominando a sua vida. Elas vão causar ansiedade, depressão, fracasso. As coisas vão começar a dar errado, daqui a pouquinho a família vai estar desestruturada. Porque você buscou outras coisas a frente de Deus”.
Quer aprender a buscar a Deus em primeiro lugar, para, então, utilizar a fé como proteção contra a ansiedade? Então participe de um encontro, hoje mesmo, em uma Universal mais próxima. Clique aqui e descubra o endereço.
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