Seu filho pode ter sido ameaçado na internet sem você saber

A cada 10 meninos, mais de 8 já sofreram ameaças

Imagem de capa - Seu filho pode ter sido ameaçado na internet sem você saber

Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que 85% dos meninos que utilizam a internet já receberam ameaças online. Essas ameaças surgiram por meio de redes sociais ou aplicativos de comunicação, como o WhatsApp.

Esse comportamento, infelizmente, está se multiplicando conforme se torna mais fácil ter acesso à internet. Atualmente, crianças já possuem smartphones e raramente são supervisionados por seus pais. O que gera, entra outros problemas, as ameaças citadas.

Embora poucos saibam, as ameaças online são tão graves quanto as realizadas face a face. O código penal brasileiro descreve ameaça como intimidação realizadas oralmente, por telefonemas, por escrito ou por qualquer outro meio simbólico. E isto inclui e-mails, posts, DMs ou qualquer outra opção que a internet possa oferecer.

O que você pode fazer por seu filho

Por isso, é tão importante que pais estejam atentos a todas as atividades de seus filhos. A psicóloga Verônica Kehdi explica que “é para isso que existem os pais: para orientar, para acompanhar, para ensinar, para explicar. Então os pais devem estar juntos, sim”.

Os pais que veem seus filhos sendo ameaçados devem conversar com a criança/adolescente e mostrar que aquele não é o ambiente virtual propício para ele. Se o jovem faz questão de estar naquela rede social, uma opção é denunciar e bloquear o agressor.

Essa denúncia pode ser feita à própria rede social, que tem políticas de banimento a discursos de ódio. Mas também deve ser realizada às autoridades. Para isso junte as evidências e procure uma delegacia. A pena para ameaças varia entre um e seis meses de detenção, além da multa.

Já os pais que têm filhos ameaçadores precisam fazer a criança entender que, “muitas vezes, ela não tem a real conhecimento da consequência daquilo que ela está fazendo”, como explica Verônica.

Esses pais têm que trabalhar intensamente na melhora do comportamento de seus filhos.

Em suma, “é o dever dos pais estar junto e acompanhando para que essa criança não corra riscos graves, por exemplo de sofrer assédio”, afirma a psicóloga. “Saber com que está conversando, que tipo de conversa, eu acho que isso é importante”.

Pais que estejam encontrando dificuldades nessa tarefa podem buscar auxílio na Escola de Mães, da Universal. Ali educadoras preparadas estão oferecem palestras, cursos e cuidados para com as crianças e adolescentes. Clique aqui e conheça mais sobre o projeto.

imagem do author
Colaborador

Andre Batista / Foto: Getty Images