Quando a Fé é uma aliada, ela traz a resposta esperada
Eliane Moraes, de 63 anos, que é médica, foi internada três vezes por conta da esquizofrenia. Saiba como ela encontrou a saída para a doença e para a depressão
A médica pediatra Eliane Moraes, de 63 anos, é natural de Santos, cidade do litoral paulista, e chegou à Universal em 2007. Ela trazia dúvidas que por anos ninguém conseguiu responder. Sua infância foi conturbada, pois conviveu com um pai viciado em bebidas alcoólicas e agressivo. Também enfrentava problemas financeiros. Nesse cenário, um hábito peculiar começou a fazer parte de sua rotina: “a mania de ouvir músicas e balançar a cabeça por várias horas durante o dia e antes de dormir. Era tipo um tique (movimentos rápidos e repetitivos)”, acrescenta.

Uma angústia profunda a fazia ficar reclusa em seu quarto ouvindo música e fazendo movimentos com a cabeça. Na infância, sua mãe procurou ajuda psiquiátrica, quando foi descartado qualquer problema de saúde. Na adolescência, Eliane conheceu a depressão.
Com o término da vida escolar, ela decidiu prestar vestibular para medicina e foi estudar no Rio de Janeiro, em Teresópolis. O ano era 1975. “No segundo ano da faculdade, comecei a apresentar distúrbios de comportamento e no pensamento. Até que tive um surto psicótico”, expôs.
Por acreditar que fosse apenas uma fase, ela se afastou dos estudos para se dedicar ao tratamento médico. “O problema foi se agravando. Fiz vários tratamentos, procurei ajuda espiritual em várias instituições religiosas e estudei livros de autoajuda.”
DIAGNÓSTICO INCONCLUSIVO?
Para fazer o período de residência, Eliane veio a São Paulo para morar com uma tia. Ela continuou o tratamento com medicações fortes – chegou a ser internada em hospitais psiquiátricos ao menos três vezes –, mas ainda não havia um diagnóstico. Depois de passar por vários especialistas, recebeu o diagnóstico de esquizofrenia. “Ele disse que eu teria que me tratar até o final da vida.” Além do tratamento medicamentoso com antipsicóticos, também foi proposto acompanhamento com psicólogo.
Ao notar que houve uma melhora, Eliane se casou e engravidou. “Mas eu continuava com sintomas de depressão, ansiedade e mania de perseguição. Acabamos nos separando. Quando me vi sozinha com a minha filha, entrei em surto novamente.” Ela, que ouvia vozes e via vultos, chegou a perder empregos. “Lidei com a falta de aceitação por parte dos meus colegas. Falava muito sobre a doença, sobre meu estado e aquilo gerava um pouco de rejeição. Encontrei muito preconceito. Era depressiva e tinha comportamentos estranhos às vezes, quando ouvia vozes. Achava que aquelas vozes realmente estavam querendo me dizer algo. Dizia a mim mesma que aqueles eram amigos espirituais que estavam tentando me ajudar.”
Se a doença afastou alguns, uma pessoa não teve o menor problema em se aproximar. “Uma funcionária do prédio me convidou para ir à Universal. Eu falei: ‘essa será a última porta em que vou bater.’”
ESTIGMA DE LOUCURA
A palavra esquizofrenia vem da junção de duas palavras: “esquizo”, de dividir, e “frenia”, de mente, o que equivale dizer que seria “um distúrbio da mente dividida.” A doença, marcada por surtos e delírios (como acreditar que está sendo perseguida ou ter a sensação de que está sendo acompanhada), também é caracterizada pelo fato de o paciente apresentar pensamentos confusos, ter perda de entusiasmo nas atividades e dificuldade de demonstrar afeto, como informa a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre).
É importante ressaltar que a doença ainda carrega o estigma de loucura, algo que pode ser mais grave do que a doença em si, pois pode ocasionar isolamento do paciente e complicação do seu quadro.
A fé que liberta
Ao chegar à Universal, ela viu sua vida ser pregada nas palavras dos pastores. Procurou literatura que despertasse o uso da fé inteligente, passou a ouvir o programa Palavra Amiga, do Bispo Edir Macedo, e aprendeu a meditar na Palavra de Deus. “Despertei para a fé que liberta.”

Ela conta que a leitura da Folha Universal foi importante para que sua fé fosse bem alicerçada. “Lia os testemunhos e eles me incentivavam”, recorda.
No começo, houve “um choque” entre o que tinha aprendido e o exercício da fé. Mesmo assim, decidiu abraçar a “loucura da fé”, que tantas vezes contraria palavras negativas e sentenças preconcebidas. Ela entendeu, então, que a maior loucura de todas era o fato de não ter conhecido a Deus antes. “Foram quase 30 anos de convivência com doenças psiquiátricas e só me restabeleci quando conheci a Universal e a Palavra de Deus. Tenho uma vida plena e saudável e procuro ajudar no Grupo da Saúde, por meio das orações e evangelizações”, conclui.
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