O Sarampo mata e você precisa se proteger
A doença já causou, nas últimas semanas, quatro mortes no País. Confira a importância da prevenção
O número crescente de casos de sarampo no Brasil acendeu o sinal de alerta para a doença neste ano. Até o fechamento desta edição, quatro mortes foram registradas em virtude da enfermidade. Em Taquaritinga do Norte, região do agreste pernambucano, a vítima foi um bebê de 7 meses. As demais ocorreram em São Paulo: um homem de 42 anos, que não tinha sido imunizado; e dois bebês (um de 4 meses e outro de 9). Mortes em razão da doença não aconteciam no Estado desde 1997, mas, hoje, São Paulo lidera o ranking com o maior número de registros: 2.982 casos.
Em coletiva de imprensa realizada no dia 4, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, afirmou que toda a comunidade internacional está atenta ao problema. “Uma estimativa calculada em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) indica que 39,9 milhões de brasileiros estão desprotegidos contra o sarampo, por não terem tomado nenhuma dose da vacina, mas o Ministério da Saúde está monitorando diariamente tanto os pedidos de exames para a doença quanto a confirmação de novos casos”, disse.
Para Oliveira, o ideal é que todos entre 1 e 29 anos tenham tomado as duas doses da vacina e que pessoas de 30 a 49 anos tenham certeza de que tomaram ao menos uma dose. “Na dúvida, é melhor tomar a vacina. É fundamental proteger, neste momento, crianças menores de 1 ano. É importante esclarecer também que a chamada ‘dose zero’ não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. A vacinação de rotina delas deve ser mantida”, orientou o secretário.
O secretário esclareceu ainda que o Ministério da Saúde já destinou 1,6 milhão de doses extras da vacina tríplice viral para todos os Estados. “A vacina é segura. As duas doses têm eficácia de 97%. Não adianta tomar doses adicionais porque a proteção não chegará aos 100%. A vacina é feita de vírus vivo atenuado e atua de forma a estimular o sistema imunológico a desenvolver anticorpos para combater os ‘invasores’”, explicou.
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