Traumas da infância e atitudes rebeldes a faziam se sentir como lixo

Saiba como a mensagem de um filme ajudou na transformação de vida de Beatriz Marcelino

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Existem jovens que, apesar da pouca idade que têm, possuem um histórico de experiências negativas mais vasto do que o de pessoas mais velhas. É o caso da atendente Beatriz Marcelino Fávero, de 19 anos. O sofrimento dela começou com a morte de sua mãe, quando ela tinha 5 anos.

Beatriz e os três irmãos ficaram sob a responsabilidade de seu pai. Ela se recorda que ele tentou vendê-la com um dos irmãos para uma mulher estrangeira, porém foi impedido pela filha mais velha, que assumiu o compromisso de se dedicar à criação de todos eles.

Por isso, Beatriz cresceu triste e com muita mágoa do pai. “Fiz tratamento com psicólogas, não conseguia dormir bem e vivia chorando pelos cantos.”

Apesar dos conselhos da irmã, ela conta que, durante a adolescência, costumava faltar na escola para ficar com más companhias. Aos 14 anos, ela conheceu as drogas em um baile funk chamado Proibidão.

“Frequentava bailes funk, comecei a ficar com garotos e o brilho da curtição me seduziu. Só queria estar em festas. Usava também maconha e cocaína, até que essas substâncias já não podiam me faltar.”

Nesse período, Beatriz começou a namorar, mas as brigas e traições eram constantes. Com o fim da relação, ela mergulhou de vez em festas e até na prostituição. “Passei a ter sede de luxo e poder. Ficava com várias pessoas em orgias”, relembra.

Mas tudo tudo aquilo não era mais suficiente para a jovem. Então, ela passou a sentir desejo de morrer. “Nada tirava a sensação de tristeza e abandono. Cheguei a pensar em suicídio. Me sentia um lixo e achava que para mim não tinha mais jeito.”

A escolha
Em 2018, uma amiga convidou Beatriz para assistir ao filme Nada a Perder, que conta a trajetória de vida e fé do Bispo Edir Macedo, líder e fundador da Universal. Sua vida mudou depois de estar naquela sessão de cinema. “A maneira como o Bispo Macedo falava de um Deus que perdoa e faz tudo novo na nossa vida despertou minha atenção. Lembro que chorei muito e a sensação de paz com a oração feita no final do filme fez que eu quisesse ir à Universal.”

Ao frequentar as reuniões, ela se livrou dos vícios e do vazio interior. Os traumas da infância e a mágoa do pai ficaram no passado, a ponto dela se reaproximar dele e de se tornarem grandes amigos.

“Hoje sou feliz, acredito em mim e tenho um novo caráter. Me considero uma mulher virtuosa, de Deus. O mais importante é que tenho o Espírito Santo. Ele me conduz, me guia e me sustenta. Tenho uma nova vida”, conclui.

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Colaborador

Kelly Lopes / Fotos: Arquivo Pessoal