Nos Estados Unidos, democratas aprovam resolução enaltecendo ateus e agnósticos

Entenda o que isso tem a ver com o cristianismo e a sociedade atual

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No dia 24 de agosto, o “Comitê Nacional Democrata” aprovou uma resolução afirmando que eleitores ateus e agnósticos “compartilham dos valores do partido Democrata”.

Para o Comitê, este perfil é observado nos números: 70% do grupo votou nos Democratas em 2018, 80% apoiou o casamento homoafetivo e 61% disse que os imigrantes fortalecem a sociedade americana.

Um ato nada ingênuo

Apesar da aparência inocente que esta declaração dos Democratas tem, a medida representou um ataque indireto aos cristãos dos Estados Unidos. Pois, o Comitê criou um cenário de “nós contra eles”, quando se posicionou declaradamente ao lado de um grupo específico que, historicamente, opõe-se ao cristianismo.

Contudo, a identificação dos partidos de esquerda com ateus e agnósticos não é uma novidade. Porque, o próprio fundador do pensamento político comunista, Karl Marx, era contra qualquer ideia de crença religiosa e afirmou no livro “Crítica da filosofia do direito de Hegel”, que a religião é o “ópio do povo” – basicamente, uma alusão à fé como “alienação” ou “ilusão” das pessoas. Vale observar que isso não é algo exclusivo em Marx.

Seculares são mocinhos, cristãos são vilões

Além disso, a resolução destacou que ateus e agnósticos formam “um grupo de americanos que contribuem de inúmeras maneiras para as artes, ciências, medicina, negócios, direito, militares, suas comunidades, o sucesso do Partido e prosperidade da Nação”. Sugerindo que as visões religiosas, como a cristã, não trazem esta contribuição e ainda “ameaçam os direitos e liberdades civis de muitos americanos”.

Obviamente, grupos seculares e ateus aplaudiram o documento: “Os Estados Unidos foram fundados como um governo secular”, afirmou Sarah Levin, diretora dos assuntos governamentais da “Coalizão Secular para a América”, uma organização que pratica lobby pela causa.

Uma falsa imagem sobre os cristãos

Entretanto, é importante observar que os cristãos valorizam o próximo. Porque, a Bíblia é clara sobre o quanto Deus ama a Sua principal criação. Ao ponto de ter sacrificado o Seu Filho, Jesus Cristo, para resgatar a humanidade da morte da alma (João 3:16).

Ser de esquerda, ateu ou agnóstico não é sinônimo de desejar justiça social, respeitar e incluir as chamadas “minorias” ou promover ações sociais para ajudar os desamparados.

Portanto, a declaração dos Democratas cria uma falsa imagem para a sociedade sobre o que, realmente, é o cristianismo. E isso apenas alimenta a perseguição contra os cristãos pelo mundo.

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Colaborador

Daniel Cruz / Foto: Getty Images