“Existiam dois Andrés e eu não me sentia bem com nenhum deles”
Mesmo tendo nascido em berço evangélico, André se sentia infeliz e buscou nas drogas a alegria que não tinha. Conheça a sua história
Normalmente, as pessoas associam o envolvimento com as drogas e a marginalidade a jovens e adolescentes que cresceram em um lar emocionalmente e financeiramente desestruturado.
Contudo, estrutura familiar, emocional e financeira nem sempre é garantia de que a criança nunca irá se enveredar pelos maus caminhos e, tampouco, se envolverá nos vícios.
Expectativa x realidade
O médico André Perez Pontes é prova disso. Ele nasceu em uma família bem estruturada e cristã. Sempre esteve cercado do amor e do apoio dos pais. Seu pai, inclusive, era pastor de uma igreja evangélica e André cresceu e foi educado dentro dos princípios bíblicos.
Mas, apesar de ter todo suporte emocional e espiritual, André conta que se sentia infeliz. “Aquilo que eu escutava na igreja e lia na Bíblia não era uma verdade na minha vida. Faltava algo que eu não sabia exatamente o que era”, desabafa.
Embora a educação e os conselhos que sempre recebeu dos pais fossem totalmente positivos, essa insatisfação interior, infelizmente, o acabou induzindo a buscar a alegria que lhe faltava nas drogas.
Dupla personalidade
“E, muitas vezes, eu me perguntava: ‘por que eu estou fazendo isso? O que está acontecendo comigo?’ Era algo que, anos antes, para mim, era inimaginável; não havia o menor risco de isso acontecer comigo. E, de repente, eu me vi indo numa boca de fumo, numa favela para buscar drogas”, lamenta.
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Os pais de André, no entanto, nem sequer desconfiavam da dupla personalidade do filho. Pois, em casa, ele continuava sendo um jovem educado e obediente. Mas lá fora, quando estava com os amigos, consumia bebidas alcóolicas e usava drogas, como a maconha e cocaína.
“Existiam ‘dois Andrés’ e eu não me sentia bem com nenhum deles. Porque eu era uma mentira quando estava com meus pais, que achavam que o filho era uma pessoa correta, e também era uma mentira quando estava com os meus amigos, pois passava um ar de felicidade, de extroversão, mas, no fundo, eu não era nada disso”, relata.
Mas, como não se pode esconder a verdade por muito tempo, chegou o dia em que ela veio à tona e os pais de André se depararam com a outra face do filho.
Vida transformada
“Eu havia usado vários tipos de drogas e consumido muita bebida alcóolica, a ponto de não conseguir voltar para casa. Então, o responsável do bar teve que ligar para a minha casa e pedir que meu pai fosse me buscar”, recorda-se.
Nessa época, a mãe de André já acompanhava os programas da Universal e ficava impactada com os testemunhos de transformação de vida que assistia.
Mesmo sendo membros de uma outra igreja evangélica, todos decidiram buscar ajuda na Universal.
Assista ao depoimento de André e saiba como está a vida dele hoje:
Se você sente que precisa de ajuda, faça o mesmo que André e sua família: procure hoje mesmo um templo da Universal mais perto de sua casa. Encontre aqui o endereço. Em toda a Universal há reuniões, diariamente, e em diversos horários. Participe!
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