UNP promove reencontro emocionante entre mães e filhos em presídio do Rio de Janeiro
Em comemoração ao Dia das Crianças, iniciativa reuniu cerca de 300 pessoas e proporcionou momentos de convivência, acolhimento e fé
Após meses de saudade e distância, mães privadas de liberdade tiveram a oportunidade de reencontrar seus filhos durante uma ação promovida pela Universal nos Presídios (UNP), no dia 13 de outubro. A iniciativa aconteceu no Presídio Feminino Djanira Dolores de Oliveira, localizado no Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro.
Realizado em comemoração ao Dia das Crianças, o encontro reuniu cerca de 300 pessoas, entre mães, filhos e familiares, e proporcionou momentos de convivência, acolhimento e fortalecimento dos vínculos familiares.
Além disso, algumas mulheres estavam há meses sem ver os filhos. Por isso, os voluntários prepararam uma programação especial, com brincadeiras, distribuição de brinquedos e guloseimas. As famílias também puderam aproveitar pipoca, cachorro-quente, algodão-doce, refrigerantes e um almoço preparado para a ocasião.

Mensagem bíblica para as crianças
Além das atividades recreativas, o encontro contou com a participação das educadoras da Escola Bíblica Infantil (EBI). Elas compartilharam com as crianças uma mensagem inspirada na história bíblica de Samuel e realizaram uma apresentação teatral.
Dessa forma, a programação uniu momentos de diversão, aprendizado e aproximação entre mães e filhos.

Fé e esperança para recomeçar
Mais do que proporcionar o reencontro familiar, a iniciativa também buscou levar a Palavra de Deus às mulheres privadas de liberdade e aos seus familiares. Durante a programação, os participantes receberam mensagens de fé e esperança e participaram de momentos de oração.
O trabalho reforça a importância do acolhimento espiritual e do cuidado com as famílias, levando uma mensagem de esperança a pessoas que enfrentam momentos difíceis.
O Pastor Jefferson Mesquita, responsável pela ação e pelo trabalho da UNP no Rio de Janeiro, destacou o significado espiritual da iniciativa:
“Acima de tudo, foi uma oportunidade de levar a Palavra de Deus, orar e transmitir fé, renovação e esperança. O Espírito Santo agiu e salvou várias pessoas. Um dia de acolhimento e fortalecimento dos vínculos familiares, que deixou lembranças especiais no coração das mães e de seus filhos”, afirmou.

Reencontros marcados pela emoção
Entre os relatos que marcaram a ação está o de uma mãe identificada pelas iniciais J. M., que estava há oito meses sem ver o filho, de 7 anos.
“Estou presa há quatro anos e estava há oito meses sem ver meu filho, de 7 anos. Mas, graças ao UNP, revi meu filho, ele recebeu presentes, participou do teatrinho e saiu encantado. Para a mãe, ver o sorriso do filho e perceber o carinho da equipe tornou aquele dia inesquecível. Além disso, eu também me senti acolhida e cuidada, algo que não sentia há muitos anos.”
A emoção dos reencontros também foi destacada por Andreia Oliveira da Silva, coordenadora de Unidades Prisionais Femininas e Cidadania LGBTQIA+ do Rio de Janeiro.
“Naquele momento, não eram presas, eram somente mães com seus filhos. Me emocionei ao ver os reencontros e o carinho das voluntárias e policiais penais, que se dedicaram às famílias. A ação foi além do dever cumprido: foi um trabalho realizado por amor, que precisa ter continuidade.”

A subdiretora do presídio, Karen Cristina Baptista, também ressaltou a importância da iniciativa para as mulheres e seus familiares.
“Primeiramente, gostaria de agradecer mais uma vez o carinho de vocês conosco! O evento do Dia das Crianças foi de uma imensidão absurda! Foi muito gratificante ver internas que são mães, avós, irmãs, tendo contato com as suas crianças, que não viam há muito tempo. Hoje, eu tive muitos feedbacks de internas agradecendo pelo evento, recebi muitas cartinhas em que elas expressavam essa gratidão e felicidade. Isso não tem preço. Por isso, em nome do Presídio Djanira Dolores de Oliveira, deixo aqui a minha imensa gratidão à UNP por esse grandioso feito!”
Um trabalho que vai além do reencontro
Para Izabel Cristina, integrante da equipe de organização, a ação demonstrou a importância de preservar os vínculos familiares, mesmo diante da distância.
“Os reencontros entre mães e filhos foram o que mais me marcou. Algumas famílias estavam separadas há meses e até anos. Apesar disso, durante a oração, os abraços entre as famílias mostraram a força de vínculos que a distância não apagou. Esse dia confirmou que o trabalho vai muito além de uma festa: é levar fé, amor e acolhimento a mães e filhos que também sofrem com a saudade.”
Assim, a iniciativa reforçou o compromisso da UNP em oferecer apoio espiritual e acolhimento às pessoas privadas de liberdade e aos seus familiares.
Além disso, proporcionou às mães e aos filhos a oportunidade de compartilhar momentos de afeto e criar novas lembranças, apesar das dificuldades impostas pela separação.
Veja mais
Para conhecer outras iniciativas realizadas pela Universal nos Presídios (UNP), acompanhe a página oficial do grupo no Facebook e Instagram.

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